3 - Reflexão
em espelhos esféricos:
Experimentos
3.1
- Perfis de espelhos esféricos / Trajetória dos raios
3.2
- Perfis de espelhos esféricos / Determinação do foco
3.3
- Espelhos Esféricos
3.4
- Espelhos côncavos / Foco
3.5
- Espelhos Côncavos / Formação de Imagens
3.6
- Espelhos Convexos / Formação de Imagens.
3.1
- Perfis de espelhos esféricos / Trajetória dos raios
Objetivo:
Observar
a trajetória de raios refletidos em perfis de espelhos esféricos.
Material:
-
Trilho ótico;
-
fonte de luz;
-
diafragma com três fendas;
-
plataforma;
-
perfis de espelhos esféricos;
-
folhas de papel branco;
-
fita adesiva.
Procedimento:
-
Fixe, com o auxilio de fita
adesiva, uma folha de papel branco sobre a plataforma.
-
Monte os instrumentos conforme
o esquema da Figura 3.12.
Figura 3.12: Disposição,
sobre o trilho, da fonte de luz, da fenda tripla e da plataforma
-
Coloque o perfil de espelho
esférico côncavo sobre a plataforma.
-
Ligue a fonte de luz e faça
os raios incidirem sobre o espelho.
-
Observe a trajetória
dos raios refletidos.
-
Retire as fendas e observe novamente
a reflexão da luz.
-
Troque o perfil de espelho côncavo
pelo convexo e repita a experiência.
-
Descreva, com suas próprias
palavras, o que acontece com os raios de luz refletidos em cada um dos
espelhos.
3.2
- Perfis de espelhos esféricos / Determinação do foco
Objetivo:
Determinar
a distância focal dos perfis
de espelhos esféricos.
Material:
-
Trilho ótico;
-
fonte de luz;
-
diafragma com três fendas;
-
plataforma;
-
perfis de espelhos esféricos;
-
folhas de papel branco.
Procedimento:
-
Monte o trilho ótico
e os elementos como no caso da experiência anterior.
-
Coloque sobre a plataforma o
perfil de espelho côncavo.
-
Afaste o diafragma com as fendas
da fonte de luz, a fim de que os três raios sejam aproximadamente
paralelos.
-
O raio central deve refletir
sobre si mesmo (isso definirá o eixo principal do espelho).
-
Se você agiu corretamente,
os raios refletidos devem cruzar o eixo principal num mesmo ponto, denominado
foco
do espelho côncavo.
-
Apoie o espelho côncavo
sobre a plataforma e desenhe o seu contorno.
-
Marque, sobre o papel, as posições
do foco e do vértice do espelho.
-
Retire o espelho da plataforma.
-
Meça a distância
entre o foco e o espelho (distância focal do espelho).
-
Agora, troque o perfil de espelho
côncavo pelo convexo.
-
Proceda como antes, fazendo
com que o raio central seja refletido sobre si mesmo.
-
Trace o contorno do espelho
convexo.
-
Marque alguns pontos sobre a
trajetória de cada um dos três raios, antes e depois de serem
refletidos.
-
Retire o espelho da plataforma.
-
Agora, trace a trajetória
de cada raio.
-
Se você agiu corretamente,
os prolongamentos dos raios refletidos devem se cruzar num mesmo ponto
sobre o eixo principal, situado atrás do espelho.
-
Esse ponto é definido
como foco do espelho convexo.
-
Prolongue os raios refletidos
e ache o foco desse espelho.
-
Meça a distância
focal do espelho (distância entre o foco e o vértice do espelho).
-
Compare os seus resultados com
os de outros colegas.

3.3
- Espelhos Esféricos
Objetivo:
Conhecer
os espelhos esféricos e observar
as imagens provenientes deles.
Material:
Todos
os espelhos esféricos que estiverem à disposição,
côncavos e convexos.
Procedimento:
-
Aproxime um espelho côncavo
de seu olho.
-
Agora, afaste-o lentamente observando
o que ocorre com a imagem.
-
Repita a experiência utilizando
um espelho convexo.
-
Que diferença se observa
entre as imagens geradas pelo espelho côncavo e pelo convexo?
-
Qual desses dois tipos de espelho
esférico aumenta o campo visual?
-
Por esse motivo, esse espelho
pode ser encontrado em várias situações do cotidiano:
como espelhos retrovisores de motos, carros e ônibus, no interior
de alguns estabelecimentos comerciais, para evitar furtos etc.
3.4
- Espelhos côncavos / Foco
Objetivo:
Medir
o valor aproximado da distância
focal dos espelhos côncavos.
Material:
-
Trilho ótico;
-
fonte de luz;
-
espelhos côncavos;
-
anteparo;
-
folha de papel branco;
-
trena.
Procedimento:

3.5
- Espelhos côncavos / Formação de imagens
Objetivos:
-
Observar a projeção
de imagens reais formadas por espelhos côncavos.
-
Calcular a distância focal
dos espelhos utilizando a equação
de Gauss.
-
Verificar a validade da Equação
da Ampliação para os espelhos esféricos (caso
de imagem real).
Material:
-
Trilho ótico;
-
fonte de luz;
-
diafragma com letra "F";
-
espelhos côncavos;
-
anteparo;
-
folha de papel branco;
-
fita adesiva;
-
trena.
Procedimento:
-
Fixe uma folha de papel branco
sobre o anteparo.
-
Coloque o anteparo fora do trilho,
conforme mostra a Figura 3.14.
Figura 3.14 - Disposição
do trilho ótico com fonte de luz, diafragma "F" e espelho côncavo,
e disposição do anteparo colocado ao lado do trilho
-
Procure direcionar o espelho
para o anteparo, a fim de projetar a imagem sobre ele.
-
Movimente o anteparo até
obter uma imagem nítida (esquema das Figuras
3.4a; 3.5
ou 3.6).
-
Meça as distâncias
do objeto ao espelho (p) e da imagem ao espelho (q).
-
Utilizando a equação
de Gauss, calcule a distância focal do espelho (observe a convenção
de sinais).
-
Repita essa experiência,
pelo menos mais quatro vezes.
-
Preencha a Tabela 3.1 com os
dados obtidos.
-
Ao final, calcule o valor médio
entre todas as medidas da distância focal do espelho.
-
Quanto maior for o número
de medidas, maior será a precisão do resultado.
-
Compare esse resultado com aquele
obtido na experiência anterior.
-
Repita a experiência mais
uma vez, medindo, além das distâncias
p e q,
as alturas do objeto (OO') e da imagem (II').
-
Observe que a relação
II'/OO'
deve ser aproximadamente igual a -p/q (Equação
3.2 da Ampliação para os espelhos esféricos).
-
Por que a igualdade acima não
é exata?
-
Verifique que, ao aproximarmos
o objeto do espelho a imagem vai aumentando e, ao mesmo tempo, vai ficando
cada vez mais distante do espelho.
-
Colocando o objeto sobre o foco
do espelho, a imagem estará situada no infinito (Figura
3.7).
-
Colocando o objeto entre o espelho
e seu foco, a imagem formada deixa de ser real e passa a ser virtual (Figura
3.8).
-
Nesse caso, semelhante ao que
ocorre ao espelho plano, a imagem está localizada atrás do
espelho côncavo e não pode mais ser projetada. Verifique.
-
Você poderá observar
essa imagem colocando seu olho no lugar do anteparo e olhando diretamente
para o espelho.
-
Verifique que a imagem gerada
por um espelho convexo nunca pode ser projetada (Figura
3.4b).

3.6
- Espelhos Convexos / Formação de Imagens
Objetivos:
-
Observar as imagens formadas
por um espelho convexo.
-
Calcular a distância focal
dos espelhos utilizando a equação de Gauss.
Material:
-
Trilho ótico;
-
espelhos convexos;
-
varetas coloridas;
-
trena.
Procedimento:
-
Monte o experimento, como ilustra
a Figura 3.15.
-
Figura 3 - 15 - Disposição
do objeto (vareta colorida) e do espelho convexo, sobre o trilho ótico
-
A vareta será o nosso
objeto.
-
Varie a distância do objeto
ao espelho e observe que a imagem será sempre virtual, direita e
menor que o objeto (Figura 3.4b).
-
Analogamente ao que foi feito
no caso dos espelhos planos, vamos determinar a posição da
imagem através do método da paralaxe.
-
Coloque uma vareta auxiliar
atrás do espelho.
-
Olhando para o espelho, você
verá a imagem do objeto, e acima do espelho você verá
a ponta da vareta auxiliar.
-
Utilizando o método da
paralaxe, faça a imagem do objeto coincidir com a ponta da vareta
auxiliar, situada atrás do objeto.
-
Meça as distâncias
da imagem ao espelho (q) e do objeto ao espelho (p).
-
Utilizando a lei de Gauss, calcule
a distância focal do espelho.
-
Repita a experiência pelo
menos mais quatro vezes.
-
Preencha a Tabela 3.2 com os
resultados
-
Calcule o valor médio
entre as medidas da distância focal do espelho.
-
Compare os seus resultados com
os dos seus colegas.
