Os vaga-lumes que não emitem luz em geral desenvolvem atividades diurnas.

O processo chamado de "oxidação biológica", permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor, por isso é chamada de luz fria.
As luzes têm diferentes cores, pois variam de espécie para espécie e nos insetos adultos facilitam a atração sexual. Os lampejos equivalem ao início do namoro: são códigos para atrair o sexo oposto.
Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
Quando esta molécula se desativa, ou seja, quando ela perde sua energia, passa a emitir luz.
Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação.
As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos, e é a seqüência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vaga-lume.
Para cada molécula de ATP consumida durante a reação, um fóton de luz é emitido. Portanto, a quantidade de luz enviada pelo vaga-lume indica o número de moléculas de ATP consumidas.
Técnicas de engenharia genética estão sendo usadas para fazer com que bactérias possam produzir luz.
Para isso, é necessário isolar e multiplicar os genes dos elementos presentes no organismo do vaga-lume e inserir dentro da bactéria e esta passa a emitir luz como ocorre nos vaga-lumes.
Estes cupinzeiros luminosos são encontrados na região amazônica e no cerrado do Estado de Goiás.
É no cerrado onde a concentração de vaga-lumes é maior, fazendo com que a paisagem fique com chamativos pontos luminosos.
É observado principalmente no período de outubro a abril, em noites quentes e úmidas, como se fossem uma série de árvores de natal.
O que ocorre na verdade é que a fêmea depois de fecundada, deposita os ovos no pé dos cupinzeiros.
A noite, elas "acendem" suas luzes, atraindo a caça; insetos que em geral são cupins, mariposas e formigas.
Antigamente era possível observar no cerrado de Goiás enormes campos cobertos com esses cupinzeiros, mas com a ocupação da aréa para o plantio de soja os campos foram praticamente destruídos.
É necessária a preservação desses campos, pois a importância dos cupinzeiros luminosos não está apenas associada com sua beleza.
A espécie que habita os cupinzeiros são de fundamental importância para a pesquisa.

Licenciatura em Ciências Exatas - USP - São Carlos - 1998.