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HISTÓRIA DO LASER
Antes do laser veio o maser.
O maser foi inventado por Charles Townes (nascido em 28 de Julho
de 1915) na década de 50 e construído em 1954 por ele e colegas da
Universidade de Colúmbia (EUA).
O princípio da funcionamento do maser é semelhante ao descrito
na seção anterior, com uma diferença. Em vez de átomos excitados
Townes usou moléculas de amônia como meio ativo. Ao ser excitada por
um agente externo a molécula de amônia entra em vibração com uma
freqüência de micro-ondas. Daí, o processo de emissão estimulada
gera um feixe coerente de micro-ondas.
Logo que o maser foi demonstrado começou imediatamente a busca
por um maser ótico, isto é, um dispositivo que emitisse um
feixe coerente com freqüência na região da luz visível. Townes e
Arthur Schawlow propuseram um arranjo com uma cavidade contendo o meio
ativo e dois espelhos, como descrito na seção anterior. Por esse
trabalho Townes ganhou o Prêmio Nobel de 1964, juntamente com Aleksandr
Prokhorov (também nascido em Julho) e N. Basov.
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Mas, foi Theodore Maiman (nascido em 11
de Julho de 1927) quem construiu o primeiro maser ótico. Maiman
sugeriu o nome "Loser" ("Light Oscillation by Stimulated
Emission of Radiation") mas "loser" significa
"perdedor" e o nome foi trocado por "laser" ("Light
Amplification by Stimulated Emission of Radiation"), que pegou e
ficou.
Em Julho de 1960 Maiman anunciou o funcionamento do primeiro laser
cujo meio ativo era um cristal de rubi. O rubi é um cristal de óxido
de alumínio contendo um pouco de cromo. Os átomos de cromo formam o
meio ativo: são eles que geram a luz laser por emissão
estimulada de fótons. Eles são excitados por uma luz externa muito
intensa (flash). O átomo de cromo é um sistema de três níveis: a luz
externa excita o átomo de cromo do estado fundamental para um estado
excitado de vida curta. Desse estado excitado o átomo decai para
outro estado excitado de menor energia. A diferença de energia é
dissipada na forma de vibrações no cristal de rubi. Esse segundo
estado excitado é meta-estável, portanto, conveniente para ser usado
na ação laser. De resto, o funcionamento é idêntico ao que
descrevemos antes.
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No laser de rubi de Maiman o
feixe de luz sai na forma de pulsos de luz muito rápidos. Pouco tempo
depois outros lasers foram construídos, usando outros meios
ativos, produzindo um feixe contínuo de luz.
Hoje, os lasers já são parte da vida cotidiana. Eles estão nos
aparelhos de CD musicais e de computador, nas impressoras, na comunicação
por fibra ótica, nos consultórios dos oftalmologistas e até nas mãos
dos conferencistas, servindo de apontadores. |
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