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Classificação
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1. Classe Crinoidea
(Crinóides)
Estes equinodermos
semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de maré baixa até profundidades
abissais. O corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcáreas, ao qual
estão presos 5 braços flexíveis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades
estreitas. Alguns possuem um pedúnculo longo, que fixa o crinóide ao fundo do mar . Boca
e ânus estão presentes na superfície oral. Alimentam-se de plâncton e de detritos,
colhidos pelos tentáculos e dirigidos à boca pelos cílios. Exemplo: lírio-do-mar. |
2.
Classe Echinoidea (ouriços-do-mar e bolachas-da-praia) 
Os membros desta
classe têm o corpo arredondado (forma: hemisférica ou ovóide, nos ouriços-do-mar;
disciforme, nas bolachas-do-mar) sem braços ou raios livres, mas possuem espinhos
delgados e móveis.
Em um ouriço-do-mar comum as vísceras estão encerradas
em uma carapaça. Cinco áreas (ambulacros), correspondem aos braços da estrela-do-mar,
são perfuradas para uma série dupla de pés ambulacrários. Nas placas há tubérculos
baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos há
pedicelárias, as quais mantêm o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e ânus
são centrais, mas em pólos opostos. Ouriços alimentam-se de plantas marinhas, matéria
animal morta e pequenos organismos. Bolachas-da-praia alimentam-se de partículas
orgânicas da areia ou do lodo através de ingestão direta ou por meio de rede de muco.
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3. Classe
Asteroidea (estrelas-do-mar) As estrelas-do-mar abundam em quase todas as
costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. Várias
espécies vivem desde as linhas de maré até profundidades consideráveis na areia e no
lodo.
O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e
cinco raios ou braços afilados. Na superfície aboral ou superior há espinhos
calcários, os quais são partes do esqueleto. Brânquias dérmicas (pápulas) pequenas e
moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção.
Ao redor dos espinhos e pápulas há pedicelárias diminutas em forma de pinça, que
mantém a superfície do corpo limpa e também auxiliam na captura de alimento. O ânus é
uma abertura diminuta próxima ao centro da superfície aboral e nas proximidades do
madreporito. A boca está no centro da superfície oral, ou inferior. Um sulco
ambulacrário mediano, orlado de espinhos, estende-se ao longo da superfície oral de cada
braço e dele protaem muitos pés ambulacrários. Na ponta de cada braço há um
tentáculo táctil e uma mancha ocelar, sensível a luz.
As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crustáceos e
vermes tubícolas. Algumas alimentam-se de matéria orgânica em suspensão. Animais
pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos pés
ambulacrários e pedicelárias e levados à boca. Quanto à reprodução, óvulos e
espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação. A clivagem é
rápida, total, igual e indeterminada. A larva originada possui simetria bilateral e passa
por diferentes fases. Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um
braço (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os braços regeneram-se prontamente.
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4. Classe
Ophiuroidea (ofiúros)
Os ofiúros têm um disco pequeno, arredondado, com 5 braços
distintos, longos, delgados, articulados e frágeis. No braço há um ramo do sistema
ambulacrário. Os pés ambulacrários são ventrolaterais, sem ventosas. Eles são
sensitivos, auxiliam na respiração e podem levar alimento à boca. Não há
pedicelárias e brânquias dérmicas. Todos os órgãos digestivo e reprodutores estão no
disco. A boca fica no centro da superfície oral. Não ha ânus.
Vivem desde água rasa a profunda, algumas vezes,
escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos
à noite. Movem-se por movimentos serpenteantes rápidos. Alimentam-se de pequenos
crustáceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a
peixes. Ex.: serpente-do-mar.
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5. Classe
Holothuroidea (Holotúrias) Em oposição aos outros equinodermos, as
holotúrias têm o corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral. A boca é circundada
por 10 a 30 tentáculos que são modificações de pés ambulacrários bucais encontrados
em outros equinodermos. Algumas holotúrias apresentam 2 zonas longitudinais de pés
ambulacrários na região dorsal, de função táctil e respiratória. O lado ventral tem
tipicamente três zonas de pés ambulacrários, com ventosas, que servem para a
locomoção.
As holotúrias movem-se como lesmas no fundo do mar ou
cavam no lodo ou areia da superfície deixando somente as extremidades do corpo expostas,
quando perturbadas, contraem-se lentamente. O alimento é de material orgânico dos
detritos do fundo, que é empurrado para a boca ou de plâncton aprisionado em muco nos
tentáculos. As holotúrias frequentemente são os invertebrados dominantes nas partes
mais profundas dos oceanos e muitos taxa são restritos a águas profundas. Ex.:
pepino-do-mar.
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