O
lixo atômico
Ainda que fosse possível uma total segurança quanto a acidentes,
restaria o grave problema do lixo atômico, isto é, da inevitável
produção de uma grande quantidade de escórias radiativas,
inerentes ao processo de fissão nuclear. Vários têm
sido as soluções propostas para o isolamento do lixo atômico,
mas, considerando-se o fato de que a produção de radiatividade
nociva por esses resíduos se prolonga por milhares de anos, é
absolutamente impossível garantir que os invólucros, por
mais espessos e resistentes que sejam, não venham a se deteriorar
ou ser violados.
Questões tecnológicas importantes, como essa, permanecem
abertas. Até o direito básico da população
de Angra à segurança está mal explicado. Para os críticos,
o Plano de Evacuação da cidade em caso de acidente é
uma ficção. Tem tudo para dar errado.
De qualquer forma, adotar tal sistema de geração de energia
é assumir uma séria responsabilidade perante as gerações
futuras.
BIBLIOGRAFIA:O Meio Ambiente em debate - Samuel Murgel BrancoFísico-Química -Ricardo FeltreRevista Superinteressante - janeiro/97