O
átomo amigoOs reatores de pesquisa são em geral, de pequeno porte e se destinam, como o nome indica às experiências científicas. Como máquinas nucleares são mais baratos e mais fáceis de manejar do que os aceleradores de partículas. No Brasil, funcionam os reatores de pesquisa na Universidade de São Paulo, desde 1957 e o na Universidade Federal do Rio de Janeiro, desde 1965.
No campus da USP, o reator está subordinado ao IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e é do tipo reator de piscina.
Esse reator trabalha com 14,4 kg de urânio, sendo 3,7 kg de U235, com enriquecimento que vão de 19,75% até 93,0%. Sua potência térmica é de 2 MW, e a sua piscina comporta 272 m3 de água.
O Ipen dispõe de um segundo reator, denominado Ipen/MB-01, inteiramente
projetado e construído no Brasil, em conjunto com o Ministério
da Marinha, e que entrou em funcionamento em 1988, com potência de
100 W e também se destina à pesquisa. A Marinha do Brasil
dispõe também de um centro de pesquisas nucleares, denominado
Centro Experimental de Aramar, localizado em Iperó-SP
e destinado fundamentalmente ao desenvolvimento de uma usina-piloto de
enriquecimento isotópico de urânio por ultracentrifugação;
à construção de um reator atômico compacto para
estudos voltados à criação de futuros reatores para
propulsão naval e, ao desenvolvimento da mecânica de precisão
necessária a esses projetos.