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Experimento 4 - Movimento de Projéteis: Fundamentos Teóricos

Você já observou que quando um jogador de futebol chuta a bola com um determinado ângulo com a horizontal, a bola descreve no ar uma trajetória que é uma parábola? (Fig. 4.1).

Figura 4.1 - Lançamento de projéteis.

O que acontece com a velocidade inicial da bola?

Quando a bola está subindo, a sua velocidade inicial vai diminuindo até atingir um valor mínimo no ponto mais alto da trajetória (vértice da parábola) e vai aumentando quando está descendo até atingir o solo (alcance da bola).

Por que a velocidade da bola tem esta variação?

Você sabe que para que haja variação da velocidade, precisa haver forças atuando; desprezando a resistência do ar, a força que está atuando na bola é a força peso.
A força peso atua na vertical de cima para baixo, comunicando à bola uma aceleração denominada aceleração da gravidade. Esta aceleração, para corpos próximos à superfície da Terra, vale aproximadamente 9,8 m/s2.

Quando a bola está subindo, a força peso, sendo para baixo, faz com que a velocidade diminua (movimento retardado) e quando a bola está descendo, a força peso, atuando no mesmo sentido, faz com que a velocidade aumente (movimento acelerado).


Princípio da Independência dos Movimentos (Galileu)

O movimento da bola é um movimento bidimensional, sendo realizado nas direções horizontal (X) e vertical (Y); este movimento é composto de dois tipos movimentos:

- movimento uniforme na direção horizontal (X)

-movimento uniformemente variado na direção vertical (Y)

Galileu já sabia disto no século XVI, e baseando-se em fatos experimentais, enunciou o Princípio da Independência dos Movimentos, que diz o seguinte:

"Quando um móvel realiza um movimento composto cada um dos movimentos componentes se realiza como se os demais não existissem."

No nosso caso este princípio se aplica, porque o movimento na direção horizontal se realiza uniformemente, independente do movimento na vertical que é uniformemente variado.


Análise vetorial / Movimento de projéteis

A fig. 4.2 mostra a trajetória da bola de futebol (mostrada na fig. 4.1). Foram traçados os vetores velocidade, V0, V1, V2, V3, V4, V5 e V6, que são tangentes a cada ponto da trajetória. Na figura também está indicado o alcance, A, e a altura máxima da bola, H.

Figura 4.2 - Trajetória de um projétil (a bola de futebol), mostrando os vetores velocidade e suas componentes vetoriais.

Estes vetores velocidade apresentam as componentes, Vx e Vy, para cada posição, nas direções X e Y (fig. 4.2).
Como na direção X o movimento é uniforme, o valor da componente Vx será constante, ou seja, V1x= V2x = --- = Vnx= Vx.
Na direção Y o movimento é uniformemente variado, portanto cada componente Vy terá um valor. Observe que, vetorialmente, o valor de Vy diminui na subida, anula-se no vértice da parábola (altura máxima) e aumenta na descida.

A bola foi lançada a partir de O (origem), fazendo um ângulo com a horizontal (fig. 4.3). Para determinar as componentes Vx e V0y, sendo conhecidos o ângulo e a velocidade V0, basta projetar o vetor V0 nas duas direções X e Y, obtendo:

Vx = V0 cos (4.1a)

V0y = V0 sen (4.1b)

V1y= V1sen 1 (4.1c)

e analogamente determina-se V2y, V3y, ...

O vetor resultante V (fig. 4.3) é dado pela soma dos dois vetores Vx e Vy:

V = Vx +Vy (4.2)

Pode-se determinar o módulo do vetor velocidade, V, para cada posição, sendo conhecidos os módulos das componentes, Vx e Vy (fig. 4.3), obtendo:

V2 = V2x + V2y (4.3)

Figura 4.3 - Vetor velocidade V e as componentes Vx e Vy.

Determinação da aceleração da gravidade

Figuras 4.4A e 4.4B - Diferença entre os dois vetores velocidade para duas posições sucessivas.
(A) Método do paralelogramo;
(B) Método da triangulação.

Considerando os vetores velocidade da fig. 4.2 (trajetória do projétil), V0 e V1, por exemplo, e colocando as origens destes vetores coincidentes (fig. 4.4A) ou colocando a origem do vetor oposto, -V0, coincidente com a extremidade do vetor V1 (fig. 4.4B), obtém-se a diferença entre dois vetores velocidade (V) para duas posições sucessivas. Fazendo o mesmo procedimento para todas as posições, para intervalos de tempo iguais, observa-se que esta diferença de velocidade é constante, para quaisquer duas posições, ou seja, a aceleração é constante:

a = V/t = constante (4.4)

a = - g

(4.5)


Onde g é a aceleração da gravidade. O sinal para g é considerado negativo porque a trajetória é orientada positiva para cima e o vetor g atua para baixo.

Observação: Na experiência 4 - Simulação de lançamento de projéteis - o valor da aceleração encontrado não será o da gravidade, mas um valor menor, porque o movimento do PUCK é realizado sobre uma superfície inclinada, havendo as forças de reação da superfície.


Se você quiser saber mais clique: Equações / Movimento de projéteis



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