Atividades desenvolvidas: Janeiro a Dezembro de 2002
RELATÓRIO Projeto - FAPESP
Programa: Ensino Público
Coordenadora: Yvonne Primerano Mascarenhas
Considerações Gerais Ampliação da Equipe Aperfeiçoamento do Laboratório  Aperfeiçoamento das instalações da Sala de Computação da ESOR
Solicitação à FAPESP de bolsistas de IC Outros apoios ao Projeto Participação em eventos Conclusões
ANEXOS: RELATÓRIOS do grupo de pesquisa
1. Parcial USP 2. Coordenação EESOR 3. Comunicação e expressão 4. Matemática 5.Física 6.Química 7.Biologia
A leitura de jornais durante o ano de 2002 mostrou como a situação do ensino no país apresenta problemas graves e de dificil solução a curto prazo. Assim, para citar apenas alguns fatos, chamaram nossa atenção as seguintes reportagens publicadas na Folha de São Paulo:

4 de novembro de 2001, “Procura-se professor de matemática”, na qual mostra que 19.058 candidatos se inscreveram ao último concurso para o qual havia 16.461 postos tendo sido chamados 7000 e se apresentaram apenas 6800 resultando numa carência de cera de 10.00 professores bem qualificados. De acordo com relatório da ONU o ensino da Matemática deve ser considerado vital para o desenvolvimento de qualquer país e a formação de professores e melhoria das condições para o seu ensino deveriam ser prioritários nas políticas educacionais do nosso país para o alcance de suas metas de desenvolvimento econômico e social.

28 de setembro de 2002, “Elite brasileira perde em escala de ensino” . Neste artigo Antonio Gois mostra que não é apenas a educação pública no Brasil que apresenta resultados muito inferiores à média dos países desenvolvidos. O desempenho dos alunos da elite brasileira no ensino fundamental também está muito abaixo dos padrões internacionais de países mais ricos ou em desenvolvimento, tendo como base de informação o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), organizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

13 de novembro de 2002, Jornal O Globo, Rio de Janeiro: “Nota baixa para o ensino médio - Teste do MEC mostra reprovação em massa: 74% dos alunos têm desempenho insuficiente”.

Identificar e encontrar soluções para os problemas do ensino é missão urgente. A interação Universidade-Ensino Público e Privado é uma ação correspondente à já bem conhecida e procurada interação Universidade - Empresa que conta com programas especiais, tanto na FAPESP como nos outros órgãos de fomento, principalmente com a criação dos fundos setoriais administrados pelo MCT. Entretanto, a quantidade de recursos alocados para a busca da solução no último caso é ordens de grandeza superior à disponível para o primeiro, do qual depende, em grande parte, o sucesso daquele, pois sem a formação de recursos humanos adequados não será possível atingir o desenvolvimento tecnológico de nossas empresas de forma competitiva internacional. Tais recursos humanos deverão ser formados adequadamente desde o ensino fundamental, médio e profissionalizante de forma a produzir bons alunos para o ingresso no terceiro grau e para a inserção no mercado de trabalho. Por todos esses motivos acreditamos que programas tais como o de Ensino Público da FAPESP deverão ser cada vez mais apoiados tanto a âmbito Estadual como Municipal e Federal.

Durante este primeiro ano do projeto tivemos oportunidade de entrar em contato com outros professores que se mostraram interessados em participar do projeto. Assim a Profa. Dra. Gladis Maria de Barcellos Almeida, do Departamento de Letras da UFSCar, tem participado das atividades como orientadora da aluna de iniciação científica Pricila Peripato, bolsista FAPESP. Na área de ensino de Biologia a professora Nelma Regina Segnini Bossolan associou dois bolsistas ao projeto, respectivamente Aracéli Camargo Martins bolsista Institucional do IFSC e Ronaldo de Rosa Moreno, bolsista PIBIC. Com apoio do Programa Internacional de Estudos e Projetos para a América Latina (PIEPAL) foi possível ainda apoiar a aluna do Curso de Letras da UNESP de Araraquara Adriana Franco Petroni (pagamento das suas despesas de viagem Araraquara- São Carlos) que colaborou na área de Comunicação.

Apesar da ESOR possuir uma Biblioteca, não existe na mesma uma Bibliotecária. Por essa razão contatamos a Profa. Maria Matilde Kronkas - Coordenadora de Estágios do Departamento de Biblioteconomia da UFSCar, que passou a nos encaminhar estagiárias que, sob sua orientação, tem procurado catalogar e informatizar o acervo.

Na área de Comunicação passamos a contar no segundo semestre de 2002 com colaboração voluntária da Profa. Beverly Y. Mokross, que ministrou aulas suplementares de inglês, para alunos do terceiro ano, contribuindo dessa forma para a sua formação e melhorando sua possibilidade de sucesso no exame vestibular.

Foi remodelado e melhorada a segurança do Laboratório da ESOR. Esse Laboratório atende simultaneamente as atividades experimentais de Física, Química e Biologia. As fotos (figuras abaixo) obtidas antes e depois da reforma mostram bem o aperfeiçoamento das condições de trabalho. A fim de possibilitar esse resultado contamos com apoio da própria Escola com a mão de obra de pintura, da ELETROLUX que atendeu nossa solicitação de doação de uma geladeira e do Programa Internacional de Estudos e Projetos para a América Latina mantido no IEA pela Fundação FORD para a aquisição de diversos painéis referentes à Química e Biologia.

Foram adquiridos e instalados 01 provedor e 04 computadores atualmente em rede com os demais 10 computadores já existentes. A compra dos computadores foi analisada por técnicos do CISC (Centro de Informática de São Carlos/USP) e o lay out e instalação foram planejados e realizados com apoio do Serviço de Informática do IFSC/USP através do técnico de nível superior Sr. Claudio Kakuda. Como se vê das fotos abaixo a instalação foi feita atendendo-se a todos os critérios de bom desempenho e segurança usando-se canaletas apropriadas. Neste momento a ESOR está realizando gestões junto à Diretoria Regional de Ensino da Secretaria de Educação a fim de obter uma conexão via SPEED com a internet. Embora algumas atividades já tenham sido realizadas nesta sala por alunos da ESOR, esperamos dar pleno funcionamento à mesma no início do próximo período letivo.
Apesar de ser extremamente importante contar com a presença de alunos de IC no projeto que se envolveriam com boa parte da análise dos diários de bordo, aplicação de metodologias, entrevistas com alunos, docentes e pai ou mãe dos alunos, somente foi possível obter um decisão favorável da assessoria da FAPESP para a solicitação da bolsa de Pricila Peripato. Uma solicitação para uma aluna de Matemática foi denegada baseada no parecer do assessor qe considerou a orientadora, Prof. Dra. Edna Zuffi, ainda incipiente. Ora, trata-se de profissional com doutorado que já colaborou em outras orientações e que iniciaria formalmente suas atividades como orientadora com esta aluna de IC.. Como não concordamos com essa decisão, submetemos à FAPESP, em setembro, um recurso que ainda não foi avaliado. Na expectativa de uma decisão favorável ainda mantemos esperança de podermos contar com o trabalho dessa bolsista no inicio do próximo período letivo.
Como já foi mencionado acima o projeto foi apoiado com recursos provenientes de outras fontes que passamos a enumerar:

ELETROLUX - Doação de uma geladeira com congelador separado.

PIEPAL - Recursos para pagamento de despesas de viagem da aluna Adriana Franco Peripato para colaborar na área de Comunicação e para produção de material didático como xerox de textos produzidos pela equipe, trechos de jornais, revistas ou livros, provas, etc.

Fundação de Apoio à Física e à Química (Campus de São Carlos da USP) - Na complementação das necessidades de compra de livros didáticos e despesas de transporte para participação dos alunos da primeira série ao evento Profissões realizado pela UNESP em xxx.

Pró-Reitoria de Cultura e Extenção da USP - Através de concessão de recursos para realização de duas excursões culturais (Fazenda Pinhal, tombada pelo patrimônio histórico por ter dado origem à fundação de São Carlos, e visita ao Planetário em Brotas a ser realizada no dia cinco de dezembro próximo e outra à Estação Ciência e Museu do Ipiranga a ser realizada no primeiro semestre de 2003).

Escola de Engenharia de São Carlos/USP - Doação de 120 carteiras em bom estado para mobiliar as salas de aula utilizadas na ESOR para as atividades do projeto no período da tarde.

Alguns docentes envolvidos no projeto apresentaram em Reuniões Científicas os seguintes trabalhos referentes a esta fase do projeto:

Marcos Lucio

Iria etc...

Semóptica

Relativamente ao andamento do projeto podemos afirmar que o mesmo tem se desenvolvido de forma satisfatória, contando com a participação e o entusiasmo de todos os membros da equipe, da diretoria da ESOR e das diversas unidades do Campus da USP de São Carlos. Quanto aos alunos, acreditamos que sua participação no projeto tem sido motivo de desenvolvimento de atitude de interesse pela aprendizagem e de sua auto-estima. Acreditamos ainda que o aperfeiçoamento da Biblioteca, do Laboratório e da Sala de Computação beneficiarão os demais alunos da ESOR através de seu uso em atividades de ensino sempre que utilizadas pelos demais professores da mesma.

Conclusões específicas relativas ao desempenho dos professores e alunos nas disciplinas abordadas pelo projeto estão contidas nos relatórios apresentados pelas docentes responsáveis por cada uma. Estão apresentados nos anexos também os relatórios da professora Maria de Fátima Marrara que coordena as atividades do projeto no âmbito da ESOR e da professora Águida Celina de Meo Barreiro que contribuiu para a elaboração e análise preliminar dos questionários aplicados aos alunos e pais dos alunos das turmas envolvidas no projeto e outras atividades em que envolveu alunos de licenciatura na observação de algumas atividade do projeto.


ANEXO 1

RELATÓRIO

PROFESSORA ÁGUIDA CELINA DE MEO BARREIRO

RELATÓRIO PARCIAL DE ATIVIDADES

DO PROGRAMA ENSINO PÚBLICO

Este relatório apresenta os resultados parciais das atividades desenvolvidas no projeto: “Desenvolvimento e Avaliação de uma Pedagogia Universitária Participativa no Ensino Médio: atividades com ênfase em matemática, ciências e comunicação” (Processo FAPESP n 00/15044-3), coordenado pela Profa. Dra. Yvonne Primerano Mascarenhas, estando envolvidas as instituições: Instituto de Estudos Avançados - São Carlos/USP (IEA/USP) e Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha (EESOR) - vigência: 15/02/01 a 14/02/04.

O projeto estabeleceu uma cooperação continuada de três (03) anos entre docentes e bolsistas do Campus da USP de São Carlos, bolsistas da UFSCar e a Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha, de São Carlos, na área do Ensino Médio, visando favorecer a formação dos estudantes e com objetivos de resgatar as vocações para ciência e tecnologia da população jovem menos favorecida economicamente, que é a clientela do Ensino Público.

A interação entre os docentes da USP e da EESOR quanto aos conteúdos programáticos e metodologia desenvolvidos no período normal de aulas pela manhã e no período complementar, pela tarde, tem se mostrado profícua como poderá ser observado por meio dos instrumentos de coleta de dados e suas análises, no decorrer deste relatório.

A fim de melhorar as condições de ensino-aprendizagem foram pontos altos a aquisição de livros didáticos e equipamentos dos laboratórios de física, química, biologia e informática, mencionados pelos pais e alunos, nos questionários respondidos e por professores nos seus relatórios parciais e o aperfeiçoamento do laboratório e da sala de informática.

As atividades extra-curriculares realizadas no período da tarde têm sido de reforço às aulas ministradas pela manhã, como também se constituído em enriquecimento do conhecimento específico e geral, dos alunos.

A EESOR tem sido beneficiada no tocante aos aspectos materiais, como também com relação à formação continuada dos docentes envolvidos no projeto.

A universidade, através dos docentes e bolsistas, também está ganhando know-how na participação da experiência do dia-a-dia de uma escola pública, conscientizando-se de suas possibilidades de informação e formação, ensinando e aprendendo por meio desta parceria educacional.

Este projeto, originado a partir de amplas discussões realizadas no IEA/São Carlos/USP, apresenta o consenso de se buscar responder as questões de pesquisa que o motivaram, ou seja se é possível aglutinar os esforços de docentes universitários num trabalho educacional conjunto com docentes do ensino público, e se é possível alcançar uma melhoria do ensino de Matemática, Física, Química, Biologia e Comunicação e Expressão, supridas algumas condições estruturais necessárias (livros didáticos, acervo de biblioteca, laboratórios, aulas no campus da USP etc).

Dos objetivos previstos no cronograma original, destacamos o objetivo geral de promover a melhoria da qualidade do ensino de ciências numa escola pública, em classes do Ensino Médio, por meio da integração Universidade-Escola.

Este objetivo desdobra-se na formação continuada dos professores da EESOR, acompanhados pelos docentes da universidade-parceira no seu trabalho cotidiano, diferentemente de cursos de atualização cujos resultados podem ser perdidos devido ao distanciamento teórico (nos cursos) e prático (no lócus da sala de aula).

Desdobra-se, principalmente, na formação de aptidões para as ciências, em se tratando dos alunos, para os quais se tem procurado cumprir os objetivos originais de:

Podemos apontar quais dos objetivos previstos estão alcançando sucesso e quais deles só poderão ser evidenciados ao final da vigência do projeto, como é o caso do último objetivo (logo acima) que, evidentemente, demanda um tempo maior de consecução, análise e oferecimento da contribuição enunciada.

O delineamento metodológico da pesquisa segue a abordagem qualitativa, que se revela apropriada por permitir a flexibilidade da utilização de instrumentos como questionário, entrevista, observação, diário de bordo, além de oportunizar a reflexão e as análises sistemáticas e pertinentes.

Pode-se afirmar que se trata de um Estudo de Caso, que é utilizado “1) quando se está interessado numa instância em particular, isto é, numa determinada instituição, numa pessoa ou num específico programa ou currículo; 2) quando se deseja uma visão profunda e holística do fenômeno investigado; 3) quando se quer conhecer as diferentes percepções que os participantes do caso têm sobre ele; 4) quando se busca descobrir novas hipóteses teóricas, novas relações, novos conceitos sobre um determinado fenômeno; e 5) quando se quer retratar o dinamismo de uma situação numa forma muito próxima do seu acontecer natural” (André, 1992, p.38) - ANDRÉ, M.E.D.A. A contribuição do estudo de caso etnográfico para a reconstrução da didática. São Paulo: FE-USP, 1992. Tese (Livre-Docência).

III. QUESTIONÁRIOS

Assim sendo, os resultados de um questionário aplicado aos alunos, composto de 3 partes (vide anexo 1.1) e um questionário aos pais (vide anexo 1.2), oferecem subsídios para a análise do alcance dos objetivos 1, 2 e 3 apresentados acima.

RELATÓRIO DO QUESTIONÁRIO APLICADO À 1a SÉRIE A (alunos e pais)

A 1a série A, participante do projeto, tem 40 alunos, sendo 27 do sexo feminino e 13 do sexo masculino. Predomina a renda familiar de 3 a 5 salários mínimos (14 famílias, isto é, 35%), seguido de 12 famílias com renda familiar de 5 a 10 salários mínimos (30%), 9 famílias com renda familiar de 1 a 3 salários mínimos (22,5%) e apenas 2 famílias com renda familiar acima de 10 salários mínimos (5%).

A escolaridade do pai corresponde a 8 com grau superior (20%), 15 com o segundo grau completo (37,5%), 3 com o segundo grau incompleto, 2 com o 1o grau completo e 11 com o 1o grau incompleto. Portanto, com escolaridade inferior ao 2o grau completo temos 40% dos pais dos alunos.

A escolaridade da mãe corresponde a 6 com o grau superior (15%), 9 mães com o segundo grau completo (22,5%), 2 com o 2o grau incompleto, 9 com o 1o grau completo e 14 com o 1o grau incompleto. Portanto, com escolaridade abaixo do 2o grau completo temos 62,5% das mães dos alunos da 1a série.

Levando-se em conta que 8 pais e 6 mães têm nível superior e que 4 das famílias têm o pai e a mãe com curso superior, a renda familiar declarada é baixa. Um aspecto favorável é o fato de 23 pais e 15 mães possuírem entre o 2o grau e o nível superior.

Em termos da profissão do pai, há 2 técnicos, 2 pesquisadores, 3 comerciantes, 1 advogado, 2 autônomos, 1 funcionário público, 2 representantes comerciais e 1 vendedor, que se presume tenham um melhor poder aquisitivo, e entre as mães há 4 funcionárias públicas, 1 professora, 1 secretária, 1 advogada, 2 comerciantes, 1 telefonista e 1 autônoma. Apesar disso, há 6 pais operários, 3 vigias, 1 soldador, 1 mecânico, 1 borracheiro, 1 de serviços gerais, 1 motorista, 1 eletricista, 1 construtor, 2 aposentados e 1 falecido, e entre as mães há 16 que são do lar, 2 domésticas, 1 auxiliar de cozinha, 2 vendedoras, 1 pajem, 1 faxineira, 1 auxiliar de enfermagem, 1 aposentada e 1 desempregada.

Os formulários foram preenchidos por 26 mães e 8 pais, o que nos leva a deduzir que as mães acompanham a vida escolar dos filhos mais de perto. Se considerarmos que 9 delas têm apenas o 1o grau e que 14 não completaram o 1o grau, pode-se inferir que pelos menos metade dos alunos não podem recorrer às mães, que estão mais presentes (há 16 do lar) e que eles mesmos precisam estudar e se dedicar. Poder ter um ensino de qualidade e diferenciado em termos de competência dos professores, material didático e oportunidade de atividades extra-curriculares, será um diferencial positivo em sua vida escolar.

Pouco mais da metade dos alunos (22) têm computador em casa e 27 deles têm acesso aos recursos da informática (4 em casa de amigos e 1 no CDCC). Eles têm reivindicado aulas de informática no projeto. Se isto ocorrer, poderá haver pressão para que os pais adquiram computadores. Do ponto de visa do desenvolvimento deles, em termos do que se exige atualmente no mercado de trabalho e nas carreiras de modo geral, ter conhecimentos de informática e ter o meio de processá-los (o computador) poderá ser útil. O acesso à Internet é possibilidade de 19 dos 40 alunos.

Todos declararam participar espontaneamente do projeto. Quando questionados quanto aos motivos, 25 alunos responderam que é para entrar num faculdade pública. Os pais, sobre o mesmo assunto, referiram-se, também, ao vestibular, mas foram em número menor (18). Nas respostas dos alunos e dos pais, apareceram vários motivos, o que resultou, às vezes, em totais superiores a 40 respostas, devido ao agrupamento delas que compareceram em categorias diferentes. Assim sendo, 6 alunos querem ter melhor futuro (e um deles acrescentou “poder dar orgulho aos meus pais”), 5 querem aprender e estudar mais, aperfeiçoar estudos, melhorar conhecimentos, suprir deficiências, estudar as exatas. Coincidentemente, 6 pais querem um futuro melhor para os filhos e 9 responderam ensino de mais qualidade, melhorar conhecimentos e complementação das atividades escolares. Outros motivos dos alunos foram: “me formar no que eu quero”, “ensino de qualidade”, “participo por interesse mesmo”, “gosto, é legal e vai ser bom para mim”, “as salas convencionais, com falta de material, desinteresse dos alunos e pouco tempo de aula não permitiam aprender” , “porque permite prestar o vestibular melhor preparado porque não posso pagar cursinho”, “superar minhas dificuldades tanto no estudo como na vida”, “aprender mais as matérias que tenho mais dificuldade”, “sempre quis estudar e o projeto foi a solução”, “corresponder as expectativas”, “no projeto estudo mais e aprendo mais”, “ter acesso a mais informações úteis para a vida profissional”, “conhecimento sem limites”, “mais conhecimento e realizar meus sonhos”.

Os pais também são sinceros. Uma mãe escreveu: “manter minha filha ocupada”. Outras respostas: “ter profissão”, “oportunidade de acesso a livros, viagens, aulas extras à tarde”, “melhor aprendizado com reforço, aulas teóricas, atividades práticas de laboratório e convivência com um grupo mais interessado”, “conseguir bom emprego”, “aprender e melhorar as notas”, “ boas referências que o projeto tem”, “vida financeira e cultural melhor”, “alcançar objetivos” “porque serão horas a mais para aprender, pelo material didático e porque quem fica no projeto (que é puxado) quer realmente aprender”.

Os 40 alunos responderam que querem fazer curso superior. Evidenciaram as áreas e os cursos. Como estão na 1a série, não há uma clara concordância entre as respostas para as áreas e para os cursos. Até o 3o ano espera-se que as carreiras e as profissões fiquem mais claras para eles. Até aqui, serão 5 para as exatas (12,5%), 22 para as humanas (55%), 9 para as biológicas (22,5%) e 3 para as artes (7,5%). Um aluno não sabe. Os cursos preferidos são: psicologia (6), medicina (5), jornalismo (4), biologia, direito, odontologia (cada um para 2 alunos) e como resposta de um aluno os cursos de fisioterapia, ecologia, moda, informática, matemática, artes cênicas, engenharia civil, ciências biológicas, arquitetura, comunicação social, robótica, engenharia de computação, teatro, administração. Alguns alunos não responderam. Observações: foram 22 opções pelas humanas e 15 por cursos da área de humanas; 8 para a área biológica e 12 para cursos na área das biológicas (discrepâncias observadas acima).

Com relação às matérias que mais gostam foram tabuladas a primeira resposta de cada aluno, omitindo-se as respostas seguintes quando elas ocorreram. Assim, os resultados encontrados foram: português (13), matemática (4), biologia (8), história (4), psicologia (4) educação artística (2) e com uma resposta: geografia, educação física, física e inglês.

Com relação às matérias que menos gostam também foram tabuladas a primeira resposta de cada aluno. Os resultados encontrados foram: matemática (12), física (9), inglês (7), biologia e história (cada uma com 2 respostas), e com uma resposta: química, educação artística, educação física e geografia. Quatro alunos não responderam.

Foi pedido aos alunos que dessem nota de 1 a 3 para alguns aspectos do projeto (sendo 1 a menor e 3 a maior nota). Sobre as atividades na escola no período da tarde, 34 alunos deram a nota 3 e 6 alunos atribuíram a nota 2, o que resulta numa média igual a 2,85 retratando aprovação quase completa dos alunos para esse aspecto do projeto. Quanto à permanência dos filhos na escola no período da tarde, no questionário dirigido aos pais eles tinham que responder se o seu interesse nesse caso era baixo, médio ou alto e justificar. O resultado foi que os pais indicaram um grau alto de interesse na permanência de seus filhos na escola à tarde (34 respostas o que equivale a 94%) e como grau médio de interesse nesse aspecto apenas 2 pais. As justificativas apresentadas foram: “complementam o que aprendeu de manhã” (15 = 42%), “melhora a qualidade do ensino” (3), “prepara melhor para o vestibular”(8), “como o reforço é na USP, o contato precoce com o ambiente universitário é bom”, “aproveita o tempo com atividades escolares”, “com aulas de manhã e à tarde e ter que estudar à noite, não assiste TV e nem faz outras coisas que não são boas” (3), “ajuda no rendimento escolar” (3), “mais chances de futuro”, “reforça o interesse e tira dúvidas na escola”, “este ensino supre deficiências até a 8a série”, “mais conhecimentos nas aulas teóricas e práticas”. Os alunos também declararam que seu interesse pelo período da tarde é alto (31 alunos) e médio (9 alunos).

Quanto ao acesso aos livros e textos das matérias do curso, os alunos atribuíram nota 3 (85%) e nota 2 (15%). Para os pais, tal acesso tem um grau de importância alto (97%) ou médio (2 pais). Os alunos declararam grau de importância alto na quase totalidade (97,5%) e apenas um aluno declarou grau de importância médio.

A possibilidade de participar de atividades complementares extra-curriculares mereceu nota 3 de 36 alunos e nota 2 de 3 alunos. Os pais têm um grau de expectativa alto (95%) e médio (2 pais) quanto ao filho participar de atividades além do currículo obrigatório. Para os alunos a expectativa é alta (35 alunos) e média para 5 alunos.

Os comentários de alguns alunos quanto ao projeto foram: “Projeto ótimo, entrei para ter mais responsabilidade e maturidade porque de 5a a 8a não tive isso e quero fazer faculdade, então agarrei chance”. “... só tenho a elogiar os organizadores do projeto”. “Peço que incluam aulas de computação”. “Legal, inovador, criativo”, “algumas aulas deveriam ser mais dinâmicas”, “destaco a importância de debates que estimulam a opinião própria e desenvoltura dos indivíduos”.

Finalmente, os comentários de alguns pais sobre o projeto foram: “... que o projeto fosse extensivo a todos (os alunos) da rede pública”, “percebi a grande evolução no meu filho quanto à responsabilidade, prazer em prender, interesse em freqüentar a escola e em conviver com grupo mais interessado e disciplinado”, “melhorou até a auto-estima do meu filho”, “melhorar a alimentação porque eles saem às 6 horas e voltam às 16 horas”, “importante o projeto porque coloca-os em contato desde cedo com ambiente acadêmico e desperta-lhes maior interesse nos assuntos escolares”, “ótima iniciativa que vai melhorar conhecimentos e dar possibilidade maior de entrar na universidade”, “é ótimo e milha filha melhorou notas e comportamento”.

Aos alunos da 1a série não foi pedido que respondessem a parte 3 do questionário e os dados desta parte estarão no relato da 2a e 3a séries.

RELATÓRIO DO QUESTIONÁRIO APLICADO À 2a SÉRIE A (alunos e pais)

A 2a série A tem 40 alunos e no dia do questionário 33 deles estavam presentes. São 30 do sexo feminino 10 do sexo masculino.

A renda declarada é de 1 a 3 salários mínimos para 10 famílias, 3 a 5 salários mínimos para 12 e 5 a 10 salários mínimos também para 12 famílias. A escolaridade do pai é de 1o grau completo para 4, 2o grau completo para 14, 1o grau incompleto para 6, 2o grau incompleto para 5 e curso superior para 4. As mães têm a seguinte escolaridade: 1o grau completo para 7, 2o grau completo para 8, 1o grau incompleto para 11, 2o grau incompleto para 3 e curso superior para 6. Uma aluna tem pai e mãe com nível superior de escolaridade.

A profissão do pai está assim distribuída: 1 engenheiro civil, 1 engenheiro químico, 3 técnicos, 3 autônomos, 3 comerciantes, 1 representante comercial, 1 escrivão de polícia, 1 fiscal, 1 motorista, 1 encarregado, 3 contramestres, 3 vigias, 1 caseiro, 6 operários, 1 desempregado e 1 aposentado.

A profissão das mães distribui-se como segue: 2 professoras, 1 secretária, 1 funcionária pública, 3 comerciantes, 1 inspetora de alunos, 1 monitora de creche, 1 auxiliar de enfermagem, 1 operária, 2 faxineiras, 4 domésticas, 11 do lar, 3 aposentadas e 1 desempregada.

Como na 1a série, esta 2a série também teve os formulários preenchidos na sua maioria pelas mães (23), vindo em seguida os pais (9) e depois por ambos (2).

Dos 33 alunos presentes no dia do questionário, 25 têm acesso a computador, sendo 19 em casa, 2 no CDCC, 1 no curso de computação e 3 em casa de amigos. Oito alunos não têm acesso a computador e 21 alunos têm acesso a Internet e os outros não responderam.

Todos declararam participar espontaneamente do projeto e os motivos incidem grandemente na preparação para o vestibular com 22 respostas. Ter ensino mais aprofundado foi apontado 6 vezes, melhorar conhecimentos (5), futuro melhor (3), e as aulas da tarde, os livros, aprender, professores bons, foram apontados por 5 alunos. Também na 2a série, alunos e pais apontam, geralmente, mais de um motivo. No caso dos pais, o melhor preparo para o vestibular comparece 20 vezes, a qualidade do ensino 6 vezes, preencher bem o tempo (3), seguir uma carreira, ter futuro (4), complementação escolar (5), adquirir novos conhecimentos (3), boa bagagem escolar, acompanhamento com livros didáticos e outras atividades e interesse do próprio aluno.

Todos os alunos querem fazer curso superior. As áreas mais apontadas foram: biológicas (14), humanas (10), exatas (7) e artes (1). Os cursos mais escolhidos foram: fisioterapia (5), medicina (4), biologia (3), física (2), engenharia de computação (2), direito (2), psicologia (2), jornalismo (2), matemática (1), engenharia mecânica (1), engenharia civil (1), nutrição (1), moda (1), fonoaudiologia (1), farmácia (1), enfermagem (1), radialismo (1). Aqui, a discrepância entre áreas e cursos é menor do que no caso dos alunos da 1a série, embora ainda façam confusão entre cursos das biológicas e das humanas.

Embora a área biológica tenha sido a mais contemplada (14 escolhas) e os cursos desta área tenham sido os mais escolhidos (16 cursos), a matéria que os alunos mais gostam não é Biologia, que teve 3 escolhas, mas sim Matemática e Português com 10 escolhas cada uma. A seguir vem Geografia com 4 escolhas, Química com 2 escolhas, e Física, Educação Física e Inglês com uma escolha cada. Os alunos da 2a e da 3a série estão reclamando de Física.

As disciplinas que eles menos gostam são: Física (10 alunos), Matemática (7), Inglês (7), Geografia (2), Biologia (3), Química (2) e Português (1).

Temos na seqüência, as notas de 1 a 3 para aspectos do projeto (sendo 1 menor nota e 3 a maior), o grau de importância dos aspectos para os pais e as justificativas, e o grau de interesse dos mesmos aspectos para os alunos. Com relação às atividades na escola, no período da tarde, 16 alunos atribuíram nota 3, 15 alunos deram nota 2 e 1 deles nota 1. O grau de interesse dos alunos em permanecer na escola à tarde é alto para 22 deles, médio para 9 e baixo par 1 aluno. O interesse dos pais em que o aluno permaneça na escola à tarde é alto para 28 deles e médio para 6, porque há um melhor aproveitamento (12), matérias ensinadas no conteúdo além do currículo (5), mais chances no vestibular (4), reforço (4), crescimento intelectual (2), enriquecimento curricular (2), útil para o futuro (2), complemento escolar, maior aprendizagem apesar de ser cansativo, ocupar o tempo e ter outras coisas para fazer.

O acesso aos livros e textos das matérias do curso recebeu nota 3 por 31 alunos e nota 2 por 1 deles. O grau de importância atribuído pelos alunos a este aspecto foi alto para 31, o que dá concordância total com a nota máxima, e médio para um aluno (em acordo com a nota 2). O grau de importância atribuído pelos pais ao acesso ao material didático foi alto para 33 deles e médio para apenas um.

A possibilidade de participar de atividades complementares extra-curriculares mereceu nota 3 por 27 alunos e nota 2 por 5 alunos. O grau de expectativa dos alunos na participação às atividades além do currículo obrigatório é alto para 28 e médio para 4 alunos, em concordância com as notas 3 e 2, respectivamente. No caso dos pais é alto para 32 deles e médio para apenas 2.

Os comentários dos alunos para outros aspectos do projeto foram: excelente incentivo aos estudos, ao conhecimento, oportunidade de ensino muito grande; na última aula da tarde o cansaço é grande; as aulas de biologia também deveriam ser na USP e ter menos tarefa para fazer; o projeto dá mais condições de competir com alunos das particulares no vestibular e ajuda a ter mais conhecimentos; é positivo ter atividades complementares teóricas e práticas para aprendermos mais.

Os comentários dos pais foram: o projeto é importante porque dá oportunidade maior de aprofundar nos estudos com a ajuda dos professores e dos livros; atendimento para tirar dúvidas em qualquer matéria e maior atenção na época de provas; é muito bom; parabenizo a escola por ter aberto este espaço que deveria ser para todos em período integral; é ótimo porque vejo melhoras no boletim e no comportamento; maior rigidez do professor como autoridade e que tem poder quanto à indisciplina de alguns em detrimento do interesse de outros; a possibilidade de atividades extra-curriculares abre novos horizontes para o aprendizado; o projeto é ótimo e meu filho tem sorte de ter essa oportunidade com professores à disposição par preencher seu tempo aprendendo, estudando, tendo mais informações para prestar vestibular; é uma ótima iniciativa que deveria ser adotada por todas as escolas públicas porque daí os menos favorecidos terão oportunidades iguais no futuro; o bom é que a classe é mais homogênea e a maioria deles tem interesse em aprender mais; parabéns pela oportunidade de dar à escola pública um estudo diferenciado e só desta forma os alunos poderão concorrer em igualdade com os outros jovens das escolas particulares, para um vaga na universidade pública.

Os questionários dos alunos (2 e 3 séries) têm, na parte 3, questões referentes ao grau de aproveitamento de cada aluno em cada disciplina, influências positivas e negativas para que tal ocorresse, qual disciplina do projeto mais agradou e qual menos agradou, seguido das justificativas, assim como sugestões e comentários dos alunos e o relato será feito agora ao final do relato dos pais e dos alunos referentes às partes 1 e 2.

Solicitados a assinalar o grau de aproveitamento em cada disciplina do projeto, no ano anterior, as respostas foram:
Disciplina Alto Médio Baixo
Física 8 15 2
Química 13 12
Biologia 7 17
Matemática 12 10 3
Redação 11 14

Observação: 4 alunos estão pela primeira vez no projeto e, portanto, foram dispensados desta parte do questionário; há também os ausentes e às vezes alguns alunos não respondem uma ou outra questão.

“O que influenciou positivamente em seu aproveitamento?” Os alunos responderam: livros, professores, textos, palestras, visitas (4); professores pacientes, dedicados e se que se preocupam com os alunos (5); gosto pela matéria e professores (4); dedicação e esforço pessoal (3); o maior aprofundamento em cada matéria; facilidade maior na disciplina; tempo de estudo e aulas extra-classe; professores, estudo mais detalhado e dedicação; monitoria, atividades em grupo; os professores são inteligentes, sabem explicar e os livros têm bastante perguntas.

Os aspectos que influenciaram negativamente foram: explicação da professora (2); falta de colaboração de alguns alunos (9); tempo curto; falta de base na 8a série; falta de esforço pessoal; dificuldade em exatas, o stress dos professores, dificuldade de entendimento com o professor; o cansaço dos alunos.

A questão sobre disciplina que mais agradou no projeto recebeu as respostas: todas, exceto Física (1); Biologia (1); Matemática (5); Química (6); Português e Geografia (1); Português (9); todas (1). Os motivos apontados pelos alunos foram: Deu para aprender bastante; Biologia é o estudo da vida e eu adoro; excelente professora de Matemática de manhã e de tarde e eu adoro; aulas da tarde com laboratório e professora de Química excelente (4); cada professor soube se sobressair (Português e Geografia); me identifiquei com todas as exatas e as professoras de português são maravilhosas; a professora de Química é muito boa, explica bem e faz o possível para tornar as coisas complicadas, simples; em Português, conhecimento ótimo da professora, fala a nossa língua como ninguém e ensina muito bem (4); Matemática: muito bem trabalhado à tarde (2); porque gosto (de Redação e Português)(2); Química, Português e Matemática: professores excelentes; Matemática: com a ajuda da professora, melhorei; Redação: aulas dinâmicas, instrutivas, os professores têm facilidade para ensinar (2); Português: professora culta, explica muito bem e informa sobre vestibular.

A disciplina que menos gostou foram: Física (9); Matemática (6); Geografia (3); Inglês (1); Biologia (1); nenhuma (3). Os motivos: dificuldade em entender Física; porque envolve cálculos (Física); não entendo Inglês; Matemática é muito complicada e exige raciocínio; na Geografia, no ano passado, a professora não trabalhava bem e este ano está sendo superado; etc.

As sugestões e comentários dos alunos foram poucos, mas significativos: “nas aulas da tarde, de Biologia explorar mais a parte prática do conteúdo; preocupar-se também com Geografia e História e não só com as exatas porque as duas também caem no vestibular; incluir aulas de Informática; mais atividades extra; Biologia e Física à tarde deveria ser com monitores; somos privilegiados pois o projeto nos prepara muito bem”.

RELATÓRIO DO QUESTIONÁRIO APLICADO À 3a SÉRIE A (alunos e pais)

A 3a série A tem 37 alunos e 16 estavam ausentes no dia da aplicação do questionário, o que resultou em 21 respondidos. O questionários aos pais teve ausência de 20 deles, resultando em 17 respondidos pelos pais. São 20 alunos do sexo feminino e 17 do sexo masculino.

A renda familiar é de 1 a 3 salários mínimos para 4 famílias, de 3 a 5 salários para 9 famílias, de 5 a 10 salários para 2, e mais de 10 salários para 2 famílias.

As questões sobre escolaridade paterna e materna estão nos questionários para os pais e aos alunos. Como o número de ausências de questionários dos pais é maior do que as ausências dos questionários aos alunos, foram feitas as compatibilizações, adotando-se os dados de escolaridade obtidos. Assim sendo, a escolaridade paterna corresponde a: 4 com 1o grau completo, 4 com 1o grau incompleto, 6 com o 2o grau completo, 3 com o 2o grau incompleto e 3 com nível superior. A escolaridade materna é representada por 8 com o 1o grau completo, 5 com o 1o grau incompleto, 3 com o 2o grau completo, 1 com o 2o grau incompleto e 4 com ensino superior.

As profissões do pai são: 1 engenheiro civil, 1 funcionário público, 1 técnico, 1 supervisor, 2 comerciantes, 3 motoristas, 1 caseiro, 1 fresador, 1 pedreiro, 1 serviços gerais, 1 balconista e 1 operário. As mães têm as seguintes profissões: 1 diretora, 1 funcionária pública, 2 comerciantes, 1 costureira, 1 aposentada, 1 doméstica, 1 faxineira, 1 auxiliar de limpeza, 6 do lar.

Os formulários foram preenchidos por 10 mães e 7 pais.

Em termos de acesso a computador, 20 alunos têm e um não, sendo que 10 deles possuem computador em casa, 2 utilizam os computadores do CDCC, 6 em casa de amigos, 1 no trabalho e 1 na escola. Do total de alunos que responderam os questionários, 10 tem acesso a Internet.

Todos os alunos participam do projeto espontaneamente a fim de: melhorar conhecimentos e prestar vestibular (11); melhorar a qualidade do ensino que tiveram (4); conhecimentos e atividades extra-classe; interesse pessoal; melhorar desempenho escolar; futuro melhor. Os pais priorizaram o melhor desenvolvimento nos estudos (10), seguido de preparação para o vestibular (8); reforço, complementação curricular; seriedade do projeto; formação de uma boa conduta.

Todos os alunos que responderam desejam fazer curso superior, nas áreas: Exatas (11), Humanas (7) e Biológicas (3). Os cursos preferidos são: Engenharia Mecânica, Turismo e Nutrição com 2 opções cada e com uma opção os cursos de Física, Química, Estatística, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Agronomia, Psicologia, Letras, Jornalismo, Pedagogia, Educação Física, Veterinária e Enfermagem.

As matérias preferidas pelos alunos da 3a série são: Português (5), Biologia (5), Matemática (4), Química (2), Física (2), Educação Física (1) e Geografia (1). Aquelas matérias que os alunos menos gostam são: Física (10), Matemática (3), Geografia (1), História (2), Inglês (3) e Biologia (1).

As notas atribuídas pelos alunos às atividades na escola, no período da tarde, são: nota 3 por 11 e nota 2 por 10 deles, com média um pouco acima de 2,5 que apesar de alta é a menor das três séries participantes do projeto. O grau de interesse revelado por eles é alto (para 15 alunos) e médio (para 6). O grau de interesse dos pais quanto à permanência dos filhos na escola no período da tarde é de 100%, pois as atividades da tarde são muito importantes (4), complementam os estudos (3), proporcionam mais conhecimentos (4), eles têm orientação profissional mais ampla; permite dedicação integral aos estudos; preparam para o vestibular (2), os horizontes se ampliam e a aprendizagem é maior, e melhor futuro (2).

As notas dos alunos para o acesso aos livros e textos são 3 (para 19 alunos) e 2 (para 2 alunos). O grau de importância atribuído a este aspecto é alto (para 20 alunos) e médio (para um aluno). Para os pais, tal aspecto tem grau de importância alto para 18 deles.

As notas para a possibilidade de participar de atividades complementares extra-curriculares são 3 (para 15 alunos) e nota 2 para 4 deles. Seu grau de expectativa é alto para 17 alunos e médio para 3 alunos. Os pais têm grau de expectativa alto (17) e médio (1) quanto às atividades além do currículo obrigatório.

Solicitados a comentar outros aspectos do projeto, foi feita um observação interessante por um(a) aluno(a): “quem faz a matéria é o professor, pois se o professor explica legal, com certeza os alunos têm interesse na aula; do contrário, não podemos fazer nada”.

Por parte dos pais há mais comentários: “depois que meu filho entrou no projeto, ele teve um desenvolvimento melhor nos estudos; é um projeto sério que visa melhor preparação do aluno para seu ingresso na faculdade sem onerar renda familiar e o projeto deveria ser ampliado a todos os colégios estaduais; as atividades como viagem deveriam ser intensificadas pois são de grande aprendizado, além de lazer; o projeto está cumprindo seus objetivos; o projeto é uma nova experiência para melhoria do ensino público, dando maiores oportunidades aos alunos da escola estadual; estou gostando muito, senti a diferença no aprendizado e na integração dos alunos; agradeço pela oportunidade que esse projeto produz aos alunos da 3a série A”.

A parte 3 é respondida pelos alunos da 2a e da 3a séries. No caso desta 3a série, não foi respondida por 4 alunos que não participavam do projeto no ano passado, restringindo, então, para 17 questionários respondidos no próximo segmento.

O grau de aproveitamento em cada disciplina, no ano anterior foi:
Disciplina Alto Médio Baixo
Física 3 10 4
Química 11 6
Biologia 14 3
Matemática 4 12 1
Redação 10 7

Os fatores que influenciaram positivamente foram: ter aprendido mais; ter mais conhecimentos sobre as matérias em geral; uso de livros, aulas à tarde, contato maior com os professores (3); curiosidade sobre cada matéria e aprendeu novos conceitos; utilização de material didático; raciocínio rápido; gosto por Biologia e Redação e os professores excelentes (2); as aulas extras de Redação e Química, a forma como foram ensinadas, o incentivo dos professores (2); interesse pessoal; incentivo dos pais e colegas; monitorias, estudos extras e força de vontade; bons professores; Biologia foi simples este ano; esperança no vestibular.

Os fatores que influenciaram negativamente foram: rapidez de algumas matérias; números e cálculos; dificuldade em Física e Matemática; a indisciplina da classe (2); falta de tempo para estudar (3); muita matéria.

As disciplinas do projeto que os alunos mais gostaram e os motivos apontados foram: Química (10) porque o aproveitamento é grande; as aulas são interessantes; porque usamos laboratório (5); está sendo bem proveitoso. Português (4) porque é importante, a professora ensina de uma maneira fácil de entender e informa sobre vestibular; explicação clara; é bem ensinada. Redação (2) porque é interessante argumentar e discutir vários assuntos; pelo maior aproveitamento à tarde e empenho da professora. Biologia (4) porque está sendo bem trabalhada (2); o aproveitamento é grande. Matemática (2) porque gosto; pela forma da aula. Química e Biologia pela possibilidade de realizar experimentos e pelo grande auxílio do material didático e empenho dos professores. Psicologia porque trabalha com a mente e descobrimos novidades sobre o homem. Física “porque gosto”.

As disciplinas do projeto que menos agradaram foram: “Matemática (2) porque não gosto. Inglês (3) porque as aulas não são dinâmicas; a matéria é complexa. Biologia (2) porque não me adapto à matéria. Física (8) porque os assuntos são complicados e confusos e é difícil por causa das fórmulas e deveria ter sido dado de uma forma diferente, pelo baixo aproveitamento por parte dos alunos em geral; tinha dificuldade para aprender”.

Nos comentários, ao final do relatório, pode ser destacado que “estou muito satisfeita e a sugestão é termos acesso a computador”. “Está sendo ótimo e no projeto só tenho a ganhar”. “Devemos ter aula à tarde e monitor de Física”. “Mais atividades extra-curriculares (teatro, feiras científicas, exposições, palestras, passeios ...)”.

Tendo sido apresentados (acima) os resultados dos questionários aos pais e aos alunos, podemos evidenciar, através da leitura das suas respostas e da análise feita, que os objetivos originais apontados estão sendo alcançados, segundo a ótica dos alunos e de seus pais, pois foi proporcionado um ensino diferenciado, houve enriquecimento do ensino e da aprendizagem por meio das atividades complementares e reforço no período da tarde, houve aumento no conhecimento e melhor formação, os alunos estão otimistas com relação à preparação deles para o vestibular e eles se sentem esperançosos com relação a virem a ter melhores condições de vida.

Outro fator que permite a análise do desempenho do projeto é a observação de aulas dos professores e as entrevistas a eles aplicadas por 20 alunos do curso de Licenciatura em Matemática, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) do campus da USP de São Carlos.

Nas entrevistas, todos os professores da EESOR, participantes do projeto, relataram que enfrentam problemas de falta de disciplina e falta de interesse de seus alunos nas salas de aula da escola, com exceção daquelas salas participantes do projeto. Nessas salas, os alunos são mais interessados e disciplinados e os professores encontram dificuldades bem menores do que aquelas com que se defrontam nas demais salas da escola. Os professores destacaram como pontos positivos, que contribuem para este comportamento diferenciado dos alunos, o acesso aos livros didáticos possibilitados pelo projeto, as atividades complementares e as aulas de reforço e enriquecimento curricular no período da tarde.

Os alunos da Licenciatura em Matemática também observaram algumas aulas dos professores, tanto aulas para alunos envolvidos no projeto como aulas dos mesmos professores para outros grupos de alunos da Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha. Os alunos da Licenciatura em Matemática, isoladamente ou em pequenos grupos, estiveram presentes em 14 aulas das três séries envolvidas no projeto, no período da manhã e em 7 aulas de reforço ou de complementação no período da tarde. Observaram também duas aulas dos professores de Física e de Matemática em salas de aula não pertencentes ao projeto. Suas observações permitiram concluir que de fato os alunos são mais disciplinados e mais motivados do que os outros alunos daquela Escola. Registraram também que a motivação cresce da 1a para a 3a série nas salas de aula pertencentes ao projeto.

Os alunos da Licenciatura em Matemática, durante os dias em que estiveram na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha, também mantiveram contato com alunos que fazem parte do projeto, entrevistando-os sobre pontos que eles elogiam e pontos que criticam. Suas observações permitiram validar as respostas que os alunos assinalaram nos questionários, pois não foram observadas discrepâncias entre os dados de ambas os instrumentos de observação. Os pontos positivos foram os livros aos quais os alunos têm acesso, as atividades complementares (viagens, excursões, visitas etc) e as aulas de complementação e reforço na parte da tarde. Os alunos, entretanto, reclamaram do cansaço que sentem pelas atividades que desenvolvem nos dois períodos, principalmente aqueles alunos que, em acréscimo, ainda trabalham no período noturno, para complementar a renda familiar.

V - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS PARA AVALIAÇÃO DO PROJETO

No projeto original foram apresentados os procedimentos metodológicos para a sua avaliação, em consonância com os objetivos que se pretende alcançar.

V.1 - O primeiro deles refere-se ao “Diário de Bordo” do professor, descrevendo atividades, dificuldades e relatos pertinentes. Apresentamos abaixo um relato simplificado do “Diário de Bordo” de cada professor, acompanhado do relato do monitor, quando for este o caso.

V.2 - O segundo procedimento metodológico apresentado no projeto original são as fichas descritivas dos alunos, elaboradas pelos professores. Aqui estará contido também o sexto procedimento que se refere aos dados de freqüência às aulas, notas, interesse nas aulas e em participar de olimpíadas, feiras de ciências etc., se houve melhoria ou não, se melhoraram seus métodos de estudos, organização do tempo etc.

V.3 - O terceiro procedimento metodológico refere-se ao relato de cada professor que desenvolveu atividades complementares quanto ao grau de envolvimento dos alunos, freqüência, pontualidade e interesse.

V.4 - O quarto procedimento metodológico é a aplicação de um questionário ou entrevista com o diretor, a equipe pedagógica e os professores sobre os benefícios ou não para a escola e para os alunos.

As entrevistas aos professores evidenciaram que “... nas salas do projeto o comportamento dos alunos é completamente diferente das outras salas, há um maior desempenho e o uso do livro motiva os alunos.” (professor de Matemática); “no projeto não enfrento nenhum [problema pedagógico sério], pois os alunos estão com mais interesse, mas no restante é o desinteresse. A progressão continuada faz com que o aluno fique mais relaxado, eles não querem saber de nada” (professor de Língua Portuguesa); “Nas turmas do projeto, praticamente todos os alunos pretendem prestar vestibular, por isso são mais esforçados” (professor de Química); “Os alunos que participam do projeto são interessados e disciplinados, na medida do normal. Nunca enfrentei problemas de indisciplina muito sérios, o que não se compara com os outros alunos que não participam do projeto” (professor de Física); “Não [tenho alunos indisciplinados], pois estes alunos de que estamos tratando fazem parte de um projeto em conjunto, entre o colégio e a USP, visando o ingresso desses alunos em uma universidade, por isso o problema de indisciplina dessa classe é inexistente; ... são interessados ... e são bem motivados” (professor de Biologia). “Não [tenho problema de aproveitamento ou rendimento escolar], a classe é muito homogênea, são poucas as notas vermelhas e eu consigo seguir o plano de aula corretamente com os livros doados pela USP para os alunos do projeto” (professor de Biologia). “... foi combinado trabalhar com oficinas de redação pois hoje se o aluno não souber ler, interpretar e redigir , mesmo em outras matérias, o aluno não vai ... Tem dado bons resultados, já estão escrevendo bem, já estão desenvolvendo bastante. Foi um trabalho que eu estou desenvolvendo desde a primeira série. Lógico que tem alunos mais atrasados, mas isso acontece em qualquer turma” (professora de Língua Portuguesa). “A própria palavra projeto já faz uma diferença enorme. O aluno que é do projeto é tratado de forma diferente, a sala é diferente. Quando os alunos entram no projeto, os pais assumem a responsabilidade de ter um filho no projeto, eles cobram mais; já os pais dos outros alunos não cobram dos seus filhos. Uma das vantagens é que o projeto dá livro para os alunos. Os alunos do projeto são mais esforçados. Por exemplo, quando tem feira da física, só os alunos do projeto querem participar; na feira de profissões da Federal, só os alunos do projeto se interessaram” (professor de Química).

V.5 - Outro procedimento metodológico (o quinto) refere-se às provas e/ou outros elementos, sobre a melhoria dos alunos em termos de conhecimentos e do desenvolvimento de habilidades científicas.

V.6 - Finalmente, o procedimento metodológico do questionário aos alunos, professores e direção sobre como viam a universidade e a sua atuação na comunidade e como a vêem após esta parceria Universidade-Escola, será apresentado ao término da vigência do projeto, prevista para 2004. No entanto, o que podemos afirmar, no momento, é que a atualização permanente dos docentes, num mundo em transformações constantes, é uma exigência mundial.

Como destaca Perrenoud (1999), “as condições e os contextos de ensino evoluem cada vez mais depressa, fazendo com que seja impossível viver com as aquisições de uma formação inicial que rapidamente se torna obsoleta e que seja mais realista imaginar que uma formação contínua bem pensada dará novas receitas quando as antigas 'não funcionam mais'; o professor deve tornar-se alguém que concebe sua própria prática para enfrentar eficazmente a variabilidade e a transformação de suas condições de trabalho” (pg. 11).

“O aprendizado dos alunos e dos professores e seu contínuo aperfeiçoamento devem ser construção coletiva, num espaço de diálogo propiciado pela escola, promovido pelo sistema escolar e com participação da comunidade” (PCN, Brasil, 1999, pg. 208).

Acredita-se, fortemente, que serão extraídos elementos de reflexão/pesquisa do presente projeto, embora não seja obrigatória a generalização dos dados, análises e conclusões, em termos de aplicação a outros contextos e cenários, nas atuais abordagens da pesquisa social e educacional. “Este aspecto nos reporta ao problema da fidedignidade que neste tipo de investigação assume um caráter totalmente diferente daquele dos estudos tradicionais [...]. O importante é manter uma atitude flexível e aberta, admitindo que outras interpretações podem ser sugeridas, discutidas e igualmente aceitas” (Lüdke & André, p. 52).

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS RESULTADOS

A afirmação de "que uma das questões que mais preocupam as autoridades escolares e universitárias de vários países é o número muito baixo de vocações científicas ... ", já fora feita por Piaget apontando, inclusive, alternativas de solução, entre elas a adaptação do ensino das ciências "às condições do progresso científico para preparar inovadores, de preferência a espíritos conformistas" (19 ..., p. 25).

Embora não tenha formulado um método pedagógico, Piaget é o mais expressivo representante da teoria cognitivista que ensejou a proposta do construtivismo que é conhecida pelos professores. No entanto, na sala de aula do ensino brasileiro há uma mistura de aspectos da Didática Tradicional e da Didática Progressivista.

A sala de aula é o espaço onde os professores exercem sua atividade educativa de uma forma planejada e intencional. Na sua concepção do processo de ensino e de aprendizagem e na execução desse processo, o professor tem um referencial de conhecimento e do que é a educação, que direciona o seu procedimento pedagógico, embora ele não tenha, muitas vezes, a tomada de consciência da sua ação educativa e não exercite aquilo que atualmente tem sido denominado de educação reflexiva, por representantes da comunidade européia (Schön, Perrenoud, Pérez Gómez, Garcia, in: Nóvoa, 1992).

Na análise da sua prática docente é preciso destacar o que acontece, em primeiro lugar, valorizando seu saber de experiência. As concepções teóricas mais atuais sobre a prática docente poderão iluminar e vir a fornecer as bases dos novos paradigmas de educação e de ciências.

No momento atual - e ao contrário do como se conduziam as pesquisas dos anos 70 e 80 - não se privilegia um instrumento ou modelo com a finalidade de enquadrar ou não os sujeitos e, consequentemente, analisá-los segundo os pressupostos daquele quadro de referências, classificando, então, sua prática e designando-lhe um bom ou mau status. Parte-se, agora, do seu fazer concreto, das suas experiências/vivências e das suas elaborações para compreendê-los dentro das suas concepções e construções, tentando-se imergir no seu fazer docente e emergir captando os significados importantes e valiosos. O que os autores acima citados, que se inserem na linha dos "estudos sobre o pensamento do professor", estão sugerindo é que se conheça o profissional professor e a partir da análise da sua prática se faça a ponte com a teoria. O como fazer é dado, também, pela elaboração pessoal das experiências.

Durante muito tempo, o professor ficou na dependência de linhas teóricas que ele deveria dominar e por em prática. A suposição de que o domínio teórico não era transposto para a dinâmica da sala de aula, levou à realização de pesquisas, na década de 80, sobre a coerência entre o domínio teórico e a efetivação na prática (Mizukami, 1983; Pagotto, 1988). O ensino não é exclusivamente uma forma de are e nem pura análise científica. Pérez Gómez afirma que ele é uma "atividade reflexiva e artística, na qual cabem algumas aplicações concretas de caráter técnico" (in: Nóvoa, 1992, p. 100).

Podemos evidenciar na atividade profissional dos professores deste projeto, a partir dos seus relatórios parciais, das respostas dos pais e dos alunos e por meio das observações das aulas e entrevistas, que está ocorrendo uma prática com atividades reflexivas, artísticas e técnicas, ancoradas no repertório teórico educacional que os professores do projeto possuem. À argumentação de que isto deveria, então, garantir o sucesso de todos os professores e de todo o sistema educacional, podemos contrapor que o que está levando ao sucesso deste projeto é a conjugação de vários fatores importantes: o fornecimento dos livros e materiais didáticos, as aulas de reforço, o estudo em tempo integral, o compromisso assumido pela escola parceira e pelos estudantes, o envolvimento e a expectativa positiva dos pais, a atuação dos professores e, evidentemente, o acompanhamento dos docentes e bolsistas do campus da USP orientando um trabalho mais atento e diferenciado.

Podemos sumarizar, aqui, depoimentos de alunos do projeto, de seus professores e dos alunos da Licenciatura em Matemática do ICMC/SC, a fim de corroborar as afirmações acima. Alunos: "as salas convencionais, com falta de material, desinteresse dos alunos e pouco tempo de aula não permitiam aprender"; "no projeto estudo mais e aprendo mais"; "oportunidade de acesso a livros, viagens, aulas extras à tarde"; "melhor aprendizado com reforço, aulas teóricas, atividades práticas de laboratório e convivência com um grupo mais interessado"; "o projeto é puxado e para quem quer aprender"; "no projeto estimulam a opinião própria e a desenvoltura dos indivíduos"; "está havendo crescimento intelectual e enriquecimento curricular"; "atendimento para tirar dúvidas e maior atenção"; "monitoria, atividades em grupo, boas explicações"; "cada professor soube se sobressair"; "aulas dinâmicas e instrutivas de redação"; "com a ajuda da professora de matemática eu melhorei"; "somos privilegiados porque o projeto nos prepara muito bem"; "os horizontes se ampliam e a aprendizagem é maior". Dos pais: "depois que meu filho entrou no projeto ele teve um desenvolvimento melhor nos estudos"; "o projeto está cumprindo seus objetivos"; "o projeto é uma experiência para melhorar o ensino público, dando maiores oportunidades aos alunos da escola estadual"; "senti a diferença no aprendizado e na integração dos alunos"; "ter aprendido mais"; "ter mais conhecimentos sobre as matérias em geral"; "contato maior com os professores"; "material didático". Aluno da Licenciatura: "as diferenças entre as turmas do projeto e as turmas das salas que não são do projeto são que as do projeto recebem livros, têm aulas à tarde, a matéria é mais completa (por exemplo, a turma da 1a série do projeto está, agora, tendo a mesma matéria que a turma de uma 2a série que não é do projeto), excursões culturais etc". De professores: "na sala normal não tem como cobrar dos alunos com baixo aproveitamento, já no projeto dá. Em uma sala do projeto alguns alunos não sabiam interpretar textos, então a aula da tarde foi usada para treinar este aspecto e, a partir daí, passaram a entender melhor a matéria e os exercícios e se interessaram mais pelas aulas" (professora de Química); "a própria palavra projeto já faz uma diferença enorme. O aluno que é do projeto é tratado de forma diferente, a sala é diferente. Quando os alunos entram no projeto, os pais assumem a responsabilidade de ter um filho no projeto, eles cobram mais. Os alunos do projeto são mais esforçados, por exemplo, quando tem feira de física só os alunos do projeto querem participar" (professora de Química); "os alunos questionam muito o sistema escolar e dizem que não justo estar como está, mas quando falam do projeto, vêem nele uma saída para a melhoria do ensino e dizem que melhoraram seus desempenho durante o projeto"; "para o aluno ser selecionado para participar do projeto tem que querer estudar. Eles têm todo o material necessário à disposição e isto é interessante visto que a maior parte é pobre. Eles também têm acesso ao material das aulas experimentais. Eles têm aula no período da manhã e também no período da tarde, que é um reforço ou continuação da aula da manhã ou experiências práticas sobre o assunto estudado. A indisciplina é praticamente insignificante. Eles fazem as tarefas pedidas, os exercícios para casa. É um projeto muito eficiente, pois vemos os resultados" (professora de Física); "através do projeto conseguimos que os alunos se motivem mais para estudar, já que eles têm à sua disposição um laboratório todo equipado com computadores ligados em rede e microscópio. A USP, através deste projeto abriu horizontes para os alunos que querem estudar" (professora de Biologia); "acreditamos que por causa do ensino diferenciado teremos mais chance nos vestibulares". Há muitas outras respostas igualmente importantes.

Lendo os relatórios parciais dos professores do projeto verificamos estar ocorrendo a utilização (com orientação) da metodologia de Resolução de Problemas. Persistem as aulas com indícios da didática tradicional, mas há tentativas de Interdisciplinaridade, além da utilização do GEPEC e dos Parâmetros Curriculares, evidenciando aspectos da didática progressivista.

Os alunos da Licenciatura em Matemática destacaram alguns aspectos e os consideraram dentro do referencial teórico que possuem. Suas observações foram: "Concluímos, pelas observações das aulas, que estão englobadas a Didática Tradicional e a Didática Ativa. A primeira porque o professor continua sendo o centro do processo educativo, é aquele que sabe e doa seu saber. É transmissor dos conhecimentos prontos. ;É a figura de autoridade e utiliza, muitas vezes, censuras veladas ou declaradas para garantir o seu poder ou superioridade. É concentrada atenção ao programa a ser cumprido. No caso da segunda (a ativa) é porque as situações de aprendizagem são apresentadas de forma variada e a avaliação da aprendizagem dentro do grupo é em termos do seu desenvolvimento total" (3 alunos da Licenciatura em Matemática sobre as aulas de Química); "no que diz respeito à didática na sala de aula, a que mais se encaixa nos moldes da aula é a didática ativa porque a professora é liberal e guia a aprendizagem dos alunos procurando despertar a participação deles ,buscando vários métodos além do livro didático adotado pelo projeto. Também a valorização da criatividade e aquilo de que cada um é capaz. O aluno é o sujeito e o objeto da ação educativa onde se busca o que é necessário para esse aluno se desenvolver. É dada bastante ênfase ao trabalho em equipe onde os alunos ajudam-se em suas tarefas e em seus trabalhos. Há o respeito às diferenças individuais e o que é muito importante, a avaliação da sala do projeto não é só a partir de uma prova e, sim, no todo que o aluno produz ao decorrer do bimestre" (3 alunos da Licenciatura em Matemática sobre Comunicação e Expressão).

"A tendência da professora na aula observada é o construtivismo. Uma grande parcela dos alunos é entusiasmada e participa da aula, com perguntas e respostas, até discutindo os exercícios e respostas dadas pela professora, que valoriza as respostas dos alunos" (um aluno da Licenciatura em Matemática sobre Biologia); "a professora dá aula olhando para os alunos, usa a lousa e o livro. Há boa interação professora-alunos. Ela anda pela sala para auxiliar na hora do exercício. Os alunos interagem, fazem comentários e respondem as perguntas" (aluno da Licenciatura m Matemática sobre Física); "o projeto, com relação à área de Matemática, tem uma proposta consistente através da metodologia de Resolução de Problemas. As professoras exercem um trabalho satisfatório, com criatividade, empreendimento, democracia e curiosidade de pesquisa. Foi constatada motivação por parte dos alunos, visto que eles se sentem mais seguros e aptos com o projeto e isso se reflete no aprendizado, tornando-os mais participativos e aumentando o desejo deles de aprender" (4 alunos da Licenciatura em Matemática sobre Matemática).

Nos parece que mais importante do que rotulações é a confiança de que estes professores estão procurando realizar um trabalho afinado com os objetivos do projeto, investindo nos alunos e neles mesmos pois "no fundo, o que está em causa é [também] a possibilidade de um desenvolvimento profissional (individual e coletivo), que crie as condições para que cada um defina os rítmos e os percursos da sua carreira e para que o conjunto dos professores projecte o futuro dessa profissão, que parece reconquistar, neste final de século, novas energias e fontes de prestígio" (Nóvoa, 1991, p. 28. Grifos do autor).

A atuação diferenciada, nos dias atuais, está a requerer o conhecimento teórico científico, a valorização da experiência, a tomada de consciência epistemológica da prática, a reflexão, a autonomia, a criatividade e a responsabilidade social e intelectual dos professores. A essas condições deve estar amalgamado o comportamento ético em que o exemplo pessoal é um dos procedimentos didáticos comprometidos com a informação e formação do aluno (Barreiro, 1986).

ANEXO 1.1

PROJETO FAPESP IEA/SC - EEPG SEBASTIÃO DE OLIVEIRA ROCHA

FORMULÁRIO PARA OS ALUNOS

PARTE 1

Nome do pai: ___________________________________________________________________

Nome da mãe: ___________________________________________________________________

Número de irmãos: ______

Número de irmãs: ______

Raça: ________________________________

Segue alguma religião? ( ) Sim. Qual: _________________________

( ) Não

Escolaridade do pai:

( ) 1º grau completo

( ) 1º grau incompleto

( ) 2º grau completo

( ) 2º grau incompleto

( ) Curso superior

Escolaridade da mãe:

( ) 1º grau completo

( ) 1º grau incompleto

( ) 2º grau completo

( ) 2º grau incompleto

( ) Curso superior

Endereço residencial: ______________________________________________________________________

Nº de telefone para contato: ( ) __________________________

Se respondeu sim, onde?

( ) em casa

( ) na casa de amigos

( ) na escola

( ) outros: _________________________

Se tem computador em casa, tem acesso à Internet em sua residência? ( ) Sim ( ) Não

Tem e-mail? Se sim, dê seu e-mail: _________________________________________________________________________

( ) Sim. Qual a razão: _________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

( ) Não. Qual a razão: ( ) Pressão da escola

( ) Pressão dos pais

( ) Pressão dos amigos

( )Outros: _________________________________

1( ) 2( ) 3( ) ( ) baixo ( ) médio ( ) alto ( ) baixo ( ) médio ( ) alto ( ) baixo ( ) médio ( ) alto _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

PARTE 2

Se sua resposta foi sim: ( ) Biológicas ( ) Artes Se sua resposta foi não:

Pretende ingressar diretamente no mercado de trabalho? ( ) Sim ( ) Não

Caso pretenda, qual a área preferida para ser funcionário:

( ) comércio

( ) administração

( ) vendedor

( ) serviço público

( ) computação

( ) transporte

( ) auxiliar na área de saúde

( ) arte

( ) outro: ________________________________

Matérias que mais gosta Matérias que menos gosta

____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________

____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________ ____________________________

ANEXO 1.2

PROJETO FAPESP IEA/SC - EEPG SEBASTIÃO DE OLIVEIRA ROCHA

FORMULÁRIO PARA OS PAIS

Nome do pai: ___________________________________________________________

Escolaridade: ___________________________________________________________

Nome da mãe: __________________________________________________________

Escolaridade: ___________________________________________________________

Nº de irmãos __________ Nº de irmãs _________

Endereço residencial: ____________________________________________________________________

Telefone para contato: __________________________________

Renda Familiar (em salários mínimos):

( ) até 1 salário

( ) de 1 a 3 salários

( ) de 3 a 5 salários

( ) de 5 a 10 salários

( ) mais de 10 salários

Quem preencheu o formulário: ( ) Pai ( ) Mãe

( ) baixo ( ) médio ( ) alto

Por quê?

( ) baixo ( ) médio ( ) alto ( ) baixo ( ) médio ( ) alto

ANEXO 2

RELATÓRIO DA PRIMEIRA ETAPA

COORDENAÇAO

PROFESSORA MARIA DE FATIMA MARRARA

(Professora de História)

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

MUDANÇAS E AJUSTES UNIVERSIDADE UNIDADE ESCOLAR (U.E.) CRONOGRAMA DA PRÓXIMA ETAPA OBSERVAÇOES PROFESSORA MARIA DE FATIMA MARRARA

SETEMBRO DE 2002



ANEXO 3

RELATÓRIO

Comunicação e Expressão

Professor Marcos Lúcio Góis
Professora Regina Elena Nakaema Ogashawara

Resumo da proposta inicial no que se refere à área de Comunicação e Expressão

Este relatório apresenta as atividades de Comunicação e Expressão desenvolvidas no âmbito do projeto Desenvolvimento e avaliação de uma pedagogia universitária participativa no ensino médio: atividades com ênfase em Matemática, Ciências e Comunicação. Estão envolvidos alguns docentes da E. E. “Prof. Sebastião de Oliveira Rocha” e da Universidade de São Paulo, campus de São Carlos, tendo como coordenadora a Profa. Dra. Yvonne P. Mascarenhas, do Instituto de Estudos Avançados.

O objetivo do projeto é contribuir para que estudantes da rede pública de ensino tenham melhor formação, de modo a lhes permitir tanto competir pelo ingresso em universidades públicas como também participar ativamente no mercado de trabalho.

Introdução

O ensino de língua portuguesa ainda é objeto de exaustivos estudos por parte de lingüistas teóricos e aplicados. Não sem razão. Os alunos passam 11 anos na escola e, depois de todo esse tempo, ainda se referem aos conteúdos do ensino de língua como sendo difíceis e inacessíveis. Toda essa situação em que se encontra, ainda, a aprendizagem de língua portuguesa resultou num conjunto de constatações sobre a finalidade e os conteúdos do ensino de língua materna. Entre as críticas mais freqüentes, estão as seguintes:

· a desconsideração da realidade e dos interesses dos alunos;

· a excessiva escolarização das atividades de leitura e produção de textos;

· o uso do texto como expediente para ensinar valores morais e como pretexto para o tratamento de aspectos gramaticais;

· a excessiva valorização da gramática normativa e a insistência nas regras de exceção, com o conseqüente preconceito contra as formas de oralidade e as variedades não-padrão;

· o ensino descontextualizado da metalinguagem, normalmente associado a exercícios mecânicos de identificação de fragmentos lingüísticos em frases soltas;

· a apresentação de uma teoria gramatical inconsistente - uma espécie de gramática tradicional mitigada e facilitada. (Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa, 1998, p.18)

Apesar de essas críticas estarem sendo feitas desde a década de 80, esse estado de coisas ainda não mudou. Menos pelo esforço individual de cada professor que tenta, a seu modo, criar estratégias de ensino diferenciadas do senso comum; e mais pelo império do livro didático que, infelizmente, ainda não consegue (ou não quer) pôr na prática as propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que, entre outros objetivos, propõe, fundamentalmente, que “cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente, de assumir a palavra e, como cidadão, de produzir textos eficazes nas mais variadas situações”. (PCNs, 1998, p.19)

Sem essas habilidades com o texto, dificilmente o aluno poderá se tornar um sujeito “processador de significados” (Faraco & Tezza, 1993, p.19) e produtor de sentido inserido numa situação sócio-político-cultural determinada.

As atividades de Comunicação dentro do projeto Desenvolvimento e avaliação de uma pedagogia universitária participativa no ensino médio: atividades com ênfase em matemática, ciências e comunicação pretendem, então, dar ênfase às questões relativas ao texto, ou seja, às habilidades de leitura e produção de texto e, conseqüentemente, leitura e produção de sentido.

Assim entendendo os trabalhos com Comunicação, almeja-se criar condições para que os alunos leiam o mundo e sejam capazes de significá-lo, minimizando os problemas enumerados acima, de forma a instrumentalizar mais e melhor o aluno do ensino médio no que se refere às habilidades de leitura e produção de texto.

Atividades realizadas no ano de 2002

Como se poderá perceber, as atividades abaixo relacionadas procuraram perpassar uma variedade de tipologias textuais, tais como: crônicas, contos, excertos de obras literárias, charges, artigos (de jornais e revistas) textos de divulgação científica (periódicos, relatórios, resumos, resenhas), filmes, textos de músicas, textos jornalísticos e publicitários (mídia impressa e televisiva), bem como os textos produzidos pelos próprios alunos.

Essas atividades foram realizadas durante os dois encontros semanais com os alunos, com duração de uma hora e meia cada encontro. Isso porque a turma de quarenta alunos era dividida em duas de vinte para obter-se melhor aproveitamento.

Tomando como ponto de partida as sugestões apontadas nos PCNs (1998, p.34-35), as atividades de Comunicação foram articuladas em torno de dois eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e a reflexão sobre a língua e a linguagem. O uso da língua inclui: prática de escuta e de leitura de textos e prática de produção de textos orais e escritos. A reflexão diz respeito à prática de análise lingüística. Cumpre ressaltar a presença dos dois instrumentos lingüísticos, a saber: a gramática e o dicionário nas atividades de análise lingüística.

Seguem, portanto, as atividades realizadas. Importa informar que a numeração em seqüência diz respeito ao número de semanas em que ocorreram as atividades: até o fechamento deste relatório, foram 36 semanas.

1. (11/03 ) - Exibição do filme: “O homem sem face”.

2. (18/03) - Exibição do filme: “O homem sem face”.

3. (25/03) - Semana Santa.

4. (01/04) - Tema: regras, normas e convenções (jogo). Atividade em grupo: Confecção de um jogo e estabelecimento de regras.

5. (08/04) - Tema: regras e texto “Declaração Universal dos Direitos do Homem”. Atividade em duplas: pesquisa em reportagens de jornais e revistas sobre os artigos da Declaração e apresentação oral.

6. (15/04) - Tema: regras, normas e convenções. Atividade: produção de texto sobre os assuntos discutidos até o momento (normas / regras / “Declaração Universal dos Direitos do Homem”) para ser entregue na aula seguinte. Utilização do espaço e do tempo em classe para leitura livre de livros, jornais e revistas oferecidos pelas monitoras.

7. (22/04) - Tema: introdução ao conceito de variação lingüística e entrega dos textos produzidos. Atividade: leitura dos dois primeiros capítulos do livro A língua de Eulália (Bagno, Marcos, 7a ed. São Paulo: Contexto, 2000, p. 9-16). Trabalho em grupos: gincana de perguntas referentes aos capítulos trabalhados no livro citado acima.

8. (29/04) - Continuação da atividade da semana anterior.

9. (06/05) - Tema: variação lingüística. Atividade: leitura do cap. 3 do livro A língua de Eulália (op.cit.): “Um probrema sem a menor graça - rotacização do 'L' nos encontros consonantais”. Discussão sobre a adequação da forma lingüística à situação.

10. (13/05) - Tema: variação e mudança lingüística. Atividade: leitura oral comentada:

§ do cap. 4 do livro A língua de Eulália (op.cit.): “Uma língua enxuta”;

§ “A percepção da mudança” - In: FARACO, C. A. Lingüística Histórica. Uma Introdução ao estudo da história das línguas. 2a ed. São Paulo: Ática: 1998;

§ Transparências com o tema “Modificação social e modificação lingüística”: Texto 1: “Todas as línguas mudam a todo o momento”, de MARTINET, A. Elementos de lingüística geral. 5a ed. Lisboa: Sá da Costa, 1973: 177. Texto 2: Excerto de Vendryès, in: Enciclopédia Delta Larousse. Tomo VI. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1960, p. 3.200.

11. (20/05) - Tema: mudança lingüística. Atividade: análise do trecho “Tão longe de toda a gente, de mim ainda mais longe!...”, in: Ribeiro, Bernadim. Menina e Moça. Europa - América, s/d.

12. (27/05) - Tema: variação e mudança lingüística. Atividade: leituras:

§ “A percepção da mudança” - Faraco (op. cit.);

§ “Uma língua enxuta” - (op. cit.);

§ “Menina e moça” - (op. cit.).

13. (03/06) - Tema: pesquisa de opinião. Atividade: pesquisa de opinião sobre a “língua feita pelos alunos”, em duplas, no câmpus da USP. Os entrevistados eram pessoas que se encontravam na USP no momento e que aceitaram responder ao questionário dos alunos. O questionário foi elaborado pelas monitoras e foi motivado por questões já discutidas em sala de aula.

14. (10/06) - Tema: a importância da linguagem, em especial a linguagem verbal na vida de um personagem. Atividade: exibição do filme “Nell”.

15. (17/06) - Tema: pontos de vista / parcialidade / preconceito lingüístico. Atividade: dinâmica de grupo: “O caso do Miguel”: a visão do outro sobre mim e como eu reajo a isso.

16. (24/06) - Atividade: proposta de produção de texto - tema a ser escolhido pelo aluno, conforme os assuntos tratados em sala no primeiro semestre. Como material de apoio, foram utilizados trechos de textos com idéias sobre a língua, variação e mudança lingüística, preconceito social e lingüístico.

17. (01/07) - Férias escolares.

18. (08/07) - Férias escolares.

19. (15/07) - Férias escolares.

20. (22/07) - Férias escolares.

21. (29/07) - Férias escolares.

22. (05/08) - Tema: a necessidade do ser humano de se comunicar. Atividade: exibição do filme “O Náufrago” e entrega das produções de textos.

23. (12/08) - Tema: a necessidade do ser humano de se comunicar. Atividades:

§ Discussão sobre o filme a partir das impressões dos alunos;

§ Distribuição de caderninhos de observações (“O Olho do Observador”) que serviu para anotar as observações de um aluno sobre o outro, os quais foram selecionados por sorteio, mantendo-se em segredo o nome do colega observado. A atividade se estendeu por duas semanas, até 26/08.

24. (19/08) - Tema: o 'eu' e o 'outro' a partir da linguagem. Atividade: produção de texto sobre si mesmo, seguida de discussão em grupo motivada por perguntas que enfatizavam opiniões, gostos, enfim, a maneira de ser de cada um. Após essa discussão, os alunos redigiram um novo texto sobre si mesmo, observando a contribuição da discussão em grupo para essa nova produção.

25. (26/08) - Tema: o 'eu' e o 'outro' por meio da linguagem. Atividade: entrega dos caderninhos de observação. Cada “observador” explicitou, oralmente, as características do seu “observado”, para que a classe o identificasse (e o próprio observado se visse refletido nessas características), opinando acerca das anotações do observador.

26. (02/09) - Feriado - Semana da Pátria.

27. (09/09) - Tema: o 'eu' e o 'outro' por meio da linguagem - a influência do contexto situacional e das características dos interlocutores na maneira como as pessoas se expressam. Atividade: os alunos criaram possíveis enunciados para situações dadas, em que se variavam propositalmente as características dos falantes que enunciavam.

28. (16/09) - Tema: os elementos constituintes da enunciação e sua influência na construção dos textos. atividades:

§ Análise, em grupo, de propagandas extraídas de revistas “Veja”;

§ Apresentação oral das análises feitas por cada grupo;

29. (23/09) - Tema: Organização das idéias no texto. Textos:

§ “Piada do menininho” - Ziraldo;

§ “O Show” - texto de um aluno, extraído do livro KOCH, I. V. & TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual, 3a. ed., São Paulo: Contexto, 1991, p.12.

§ “O que diz a filosofia” - Hélio Schwartsman (Folha de S. Paulo, 18/02/1997);

Atividade: Os alunos organizaram seqüencialmente os textos que foram divididos em blocos e distribuídos aleatoriamente na folha.

Obs.: foram discutidas, a partir dos textos selecionados, algumas características dos textos narrativo e dissertativo.

30. (30/09) - Tema: refletindo sobre o texto.

§ Organização das idéias no texto - características dos textos narrativos e dissertativos (continuação das atividades da aula anterior);

§ Reflexão sobre a própria escritura, o texto analisado com olhar do 'outro'. Identificação de problemas ocorridos na própria redação, escrita em 15/04. Atividade: as redações foram entregues com os problemas apenas apontados, em forma de numeração, e coube ao aluno explicar o que estava acontecendo em cada item. O distanciamento temporal, do dia em que escreveu até o momento da correção, proporcionou um maior grau de imparcialidade na análise do próprio texto.

31. (07/10) - Não houve aula - reunião de professores na E. E. “Sebastião de Oliveira Rocha”.

32. (14/10) - Feriado - véspera do Dia do Professor.

33. (21/10) - Tema: reflexão sobre a própria escritura. Atividades:

§ Comparação da correção do próprio texto feita pelos com a correção das monitoras, entregue em folha a parte;

§ Correção do segundo texto redigido pelos alunos: texto elaborado no período de férias. Essa atividade foi baseada nas atividades precedentes sem, porém, a indicação prévia dos problemas ocorridos nos textos, posto que essa tarefa seria efetuada pelos próprios alunos.

34. (28/10) - Tema: coesão textual. Texto: “Quem são nossos ídolos?”, de Cláudio de Moura Castro, in Veja, 6/6/2001. Atividade: leitura e identificação dos elementos de coesão.

35. (04/11) - Feriado municipal.

36. (11/11) - Tema: coesão textual. Texto: “Os urubus e sabiás”, de Rubem Alves, in: KOCH, I. V. A Coesão Textual, 13a ed., São Paulo: Contexto, 2000, p.15-16.

Observação: concomitantemente a essas últimas semanas, os alunos estão desenvolvendo fora do horário das atividades semanais com as monitoras um trabalho sobre um tema por eles escolhido. O trabalho foi proposto no dia 21 de outubro e deverá ser entregue até dezembro, no último encontro do ano letivo. A idéia é fazer com que os alunos experienciem todos os passos de uma pesquisa, quais sejam: a escolha do tema, a pesquisa bibliográfica e a redação do discurso científico (seguindo a estrutura introdução-desenvolvimento-conclusão). Foram distribuídas folhas contendo um roteiro para a execução do trabalho bem como para a redação dos tópicos. Cumpre ressaltar que, a cada encontro, as monitoras orientam a execução da atividade bem como a redação do discurso científico.

Além dessas atividades desenvolvidas com os alunos da E. E. “Prof. Sebastião de Oliveira Rocha”, foram realizadas reuniões entre os integrantes da equipe de Comunicação e Expressão1 com o objetivo de: i) discutir e preparar as atividades a serem desenvolvidas com os alunos; ii) realizar leituras sistemáticas e discussões da bibliografia que fundamenta esta pesquisa. Essas reuniões aconteceram todas as segundas-feiras, durante duas horas.

Cronograma para as etapas seguintes

Até o final deste ano letivo, dez/2002, serão desenvolvidas atividades que versam sobre o tema coesão. Para o ano seguinte, serão trabalhados os temas abaixo especificados. Importa ressaltar que o método de trabalho será mantido: as atividades, que devem perpassar toda a sorte de tipologias textuais, serão articuladas em torno dos dois eixos básicos já citados: o uso da língua oral e escrita e a reflexão sobre a língua e a linguagem.

Bimestres/2003
Temas a serem tratados
a) A coerência X
b) Resumo: recontando a notícia X
c) Estilística: o estético na língua(gem) X
d) Organização de uma antologia dos melhores textos produzidos pelos alunos X




ANEXO 4

RELATÓRIO

MATEMÁTICA

PROFESSORA ISABEL CRISTINA BUSSACARINI MARIANO

RELATÓRIO PARCIAL DE MATEMÁTICA

Profa. Isabel Cristina Bussacarini Mariano - EESOR

Embora o financiamento do referido projeto tenha se iniciado em Janeiro/2002, eu já havia executado uma proposta piloto em salas de aulas da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio em 2000/2001. Desse modo, o presente relatório traz algumas referências a esta proposta piloto.

Foi realizado, no dia 14/09, para os alunos do 2º e 3º anos, uma palestra com a minha participação e ministrada pela Profª Drª Edna Maura Zuffi, sob o tema: "A importância da Matemática", onde os alunos puderam ser apresentados a diversas situações de aplicação das teorias Matemáticas em Física, Biologia e Engenharia.

Ocorreu uma inversão na ordem do tratamento de gráficos de funções, para a 1a Série A de 2002, para o caso das funções quadráticas, que foram trabalhadas primeiramente, para atender a uma necessidade da Profª de Física, ao tratar do conceito de movimento uniformemente variado.

Por exemplo, no 1o A, na revisão com as operações com frações, mesmo após um longo tratamento, ainda que pontualmente, persistiram somas do tipo: 2+3/2 = 2/1+3/2 =5/3, (soma dos numeradores/ soma dos denominadores).

Também nas generalizações dos problemas, para passar de uma situação com números bem determinados, para uma situação com dados genéricos (representados algebricamente), ainda foram observadas dificuldades com os alunos da 1a Série A de 2002 e, no início do ano apenas, para a 2a Série A. Os alunos da 3a A tiveram mais facilidade com estas generalizações, desde que ingressaram na 1a Série em 2000, na experiência piloto. O diário de bordo revelou-se como um importante registro destas dificuldades, para as reflexões sobre as mudanças na postura pedagógica ao serem retomadas essas generalizações, em outros momentos, ou mesmo em outras séries.

Outro exemplo de dificuldades registradas com os alunos é que, embora tenham sido muito bem detalhadas e trabalhadas as noções de domínio e contra-domínio de funções, em problemas de determinação do conjunto de domínio, os alunos ainda revelaram dificuldades, principalmente relativas aos cálculos algébricos. Ainda, alguns alunos revelaram, na apresentação da solução de alguns problemas, muitas dificuldades em expressar seu raciocínio através da linguagem materna, ou da linguagem matemática.

Os registros obtidos com o diário de bordo forneceram alguns indícios para uma análise mais qualitativa do desempenho dos alunos. Entretanto, não foi possível ainda dispensar maior tempo a esta análise, devido às exigências de tempo dedicado à confecção das situações-problemas para a 3ª série, simultaneamente, neste 1º ano.

Esta análise foi a tarefa mais prejudicada até o momento, mas acredita-se que esta dificuldade seja sanada, ainda nos dois últimos meses deste ano de 2002, com maior dedicação, em 2003, à análise e ao embasamento teórico que a possibilite, juntamente com a professora coordenadora da área de Matemática, na Universidade de São Paulo.

2) Mudanças e ajustes realizados nas atividades de pesquisa:

Algumas restrições relacionadas ao contexto escolar em que o projeto foi implantado, levaram à necessidade de uma adaptação da metodologia de ensino prevista originalmente: "O Ensino Através da Resolução de Problemas".

Tendo em vista que os alunos das séries atendidas pelo Projeto poderiam solicitar transferência para outra sala de aula, mediante desistência de sua participação no Projeto, foi estabelecido, em comum acordo com a direção da escola, que todas as salas deveriam seguir o cronograma e a estrutura curricular, designadas previamente no planejamento escolar.

Este fato, aliado à perspectiva de que os alunos participantes do Projeto seriam estimulados a tentarem o ingresso em boas universidades públicas, conduziram-nos à necessidade de restringir o tempo dedicado à exploração de cada conteúdo, pois a quantidade de conteúdos exigidos nos exames Vestibulares é grande. Desse modo, a metodologia de ensino através de situações-problemas não pôde ser proposta em todas as aulas, mas foi priorizada nas aulas introdutórias a cada um dos temas principais e, posteriormente, nas aulas de finalização destes temas. Em vários momentos, foi necessária uma combinação com o método de aulas expositivas e de exercícios, já tradicionais em Matemática. Isto também se mostrou adequado para que os alunos pudessem acompanhar as atividades propostas com maior naturalidade, visto que eles apresentaram muitas dificuldades e até uma rejeição inicial à proposta de Resolução de Problemas. Esta rejeição, mostrou-se superada, depois de um tempo, mas a repetição e o reforço com um bom número de exercícios tiveram que ser mantidos, por solicitação dos alunos para maior tempo de amadurecimento, e por constatar que muitas dificuldades não eram superadas de imediato.

Quanto às dificuldades apresentadas pelos alunos, acredito que o processo de progressão continuada a que estes estiveram submetidos desde seu ingresso na escola pública estadual tem contribuído para uma postura de desinteresse pelos estudos, uma vez que estes sabem que não terão qualquer impedimento para sua promoção à série seguinte.

As tentativas de incentivá-los a estudar mais, pela aprendizagem mais significativa que a nova metodologia lhes proporcionaria, parecem não ter sido suficientes para mudar suas posturas e fazê-los todos atenderem ao chamamento para uma posição ativa diante da construção dos conhecimentos matemáticos.

A resolução de problemas em grupos, em geral, tem motivado os alunos a participarem, a buscarem novas formas de resolver, mas quando esta participação é necessária individualmente, nem todos os alunos se mostram plenamente engajados.

Mesmo com estas restrições, no ambiente geral da sala de aula, a implantação da metodologia de Ensino através da Resolução de Problemas, ainda que não em todos os tópicos abordados, tem provocado uma postura positiva por parte da maioria dos alunos, diante dos estudos e na busca da aprendizagem. Isto tem se constituído num grande incentivo ao aprimoramento no desenvolvimento das situações-problemas propostas, para maior engajamento dos alunos.

3) Participação efetiva da equipe da universidade, arrolada no Projeto:

Nas reuniões gerais, todos os professores bolsistas e coordenadores de área têm tido uma boa participação nas discussões que envolvem os aspectos comuns ao Projeto e às questões técnicas relativas à escola envolvida. No caso de Matemática, a troca de experiências com a Profª de Física levou à elaboração de situações-problemas pertinentes ao contexto de aprendizagem dos alunos, num dado momento, com a mudança na ordem de alguns tópicos planejados.

Porém, a maior interação tem se dado entre a professora bolsista e uma das coordenadoras da área de Matemática - Profª Drª Edna Maura Zuffi, uma vez que a Profª Drª Lourdes de La Rosa Onuchic, por motivo de mudança para outra cidade, não tem podido acompanhar todos os detalhes do andamento do projeto.

4) Colaboração da unidade escolar para a execução satisfatória do Projeto:

De maneira geral, a escola tem colaborado bem na cessão de espaços, recursos e recrutamento de alunos, no que diz respeito ao atendimento de atividades extra-classe programadas.

Entretanto, não oferece disponibilidade de tempo diferenciada aos professores participantes do Projeto, por considerar que nenhuma classe da escola deve ter privilégios em relação às outras. Por exemplo, todas as atividades de HTP são comuns a todos os docentes na escola, não sendo autorizada a reunião de professores, à parte, para tratarem de questões específicas do Projeto, nesses horários. Isto seria importante, uma vez que a realidade dos professores do Ensino Médio, com número elevado de horas-aulas assumidas em diferentes turnos e locais, dificulta a reunião da equipe, fora destes horários, para a troca de experiências, para a seleção de maior número de atividades interdisciplinares e a busca de soluções comuns às dificuldades encontradas. Estas trocas ficam restritas aos horários de intervalo, que são muito breves.

5) Principais contribuições das atividades de pesquisa para a unidade escolar:

A proposta de uma metodologia e de um material didático diferenciados para as salas de aula envolvidas no Projeto tem mostrado que os alunos, apesar de todas as dificuldades, têm apresentado maior participação, um maior índice de aprendizagem efetiva quanto aos conceitos e mesmo quanto à quantidade de assuntos trabalhados, embora nem todas as suas notas finais reflitam isso. Isto ocorre devido a uma diferenciação bastante grande nas formas de avaliação, em relação às outras salas, pois as do Projeto, no que diz respeito à Matemática, têm sido avaliadas com bastante rigor e em atividades continuadas, mas também por meio de provas escritas que promovam a oportunidade de os alunos mostrarem realmente se têm sido capazes de se dedicarem à resolução crítica de problemas, após ter sido introduzida esta metodologia.

Como as outras salas têm professores diferentes, com diferentes propostas de avaliação, uma comparação simples com as notas bimestrais dos alunos deixa a desejar. Seria necessária uma avaliação única para todas as salas, o que, para o momento, mostra-se bastante difícil de ocorrer nesta escola, por várias questões de ordem contextual.

Para o momento, apresento o quadro comparativo de notas abaixo, que já fornece alguns indícios de que o empenho dos alunos envolvidos no Projeto, em geral, tem sido cada vez maior, aumentando também seu rendimento escolar, em relação a outras classes. As salas 1o A, 2o A, 3o A são aquelas atendidas pelo Projeto e as notas estão sendo comparadas com as salas B e C, para as quais conseguimos os dados. Os conceitos atribuídos são, respectivamente: PS= Plenamente satisfatório; S = Satisfatório e I = Insatisfatório, nos anos de 2000, 2001 (experiência piloto) e 2002.
Ano 2000 - 1o A e 1o B - Profa. Isabel - Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 1o A 1o B 1o A 1o B 1o A 1o B 1o A 1o B
PS 6 4 8 4 8 5 13 6
S 18 22 24 30 22 14 21 18
I 17 15 8 7 10 20 6 17
Total de alunos 41 41 40 41 40 39 40 41
Ano 2001 - 1o A e 1o B - Profa. Isabel - Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 1o A 1o B 1o A 1o B 1o A 1o B 1o A 1o B
PS 5 3 12 2 7 3 7 1
S 26 20 18 16 27 17 27 17
I 9 9 11 13 5 12 5 15
Total de alunos 40 32 41 31 39 32 39 33
Ano 2001 - 2o A - Profa. Isabel e 2o B - Outro professor- Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 2o A 2o B 2o A 2o B 2o A 2o B 2o A 2o B
PS 8 1 10 0 6 5 10 10
S 19 14 20 19 20 21 20 17
I 11 23 7 18 11 12 7 9
Total de alunos 38 38 37 37 37 38 37 36
Ano 2002 - 1o A - Profa. Isabel e 1o C - Outro - Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 1o A 1o C 1o A 1o C 1o A 1o C 1o A 1o C
PS 4 2 6 5
S 25 26 21 23
I 11 7 13 6
Total de alunos 40 35 40 34
Ano 2002 - 2o A e 2o C - Profa. Isabel - Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 2o A 2o C 2o A 2o C 2o A 2o C 2o A 2o C
PS 6 3 8 5
S 28 16 24 16
I 6 13 7 10
Total de alunos 41 32 39 31
Ano 2002 - 3o A e 3o B - Matemática
Bimestre 1o 2o 3o 4o
Séries 3o A 3o B 3o A 3o B 3o A 3o B 3o A 3o B
PS 14 9 13 9
S 21 16 25 13
I 2 8 0 8
Total de alunos 41 33 38 30

Pode-se observar que a evolução dos alunos do 1o A de 2000, que foram acompanhados no 2o A de 2001 e no 3o A de 2002, é bastante positiva, uma vez que aumentou o número de conceitos PS e S, enquanto reduziram-se os I's. Também devo salientar que, comparativamente, as exigências de avaliação propostas para as salas do Projeto têm sido muito maiores do que aquelas usualmente adotadas na escola, o que já representa uma melhora significativa em relação às outras salas, uma vez que os quadros mostram que o rendimento dos alunos do Projeto, em termos de notas, não é inferior. Ou seja, como as notas dessas classes são compostas com maior rigor do que usualmente nas outras, pode-se deduzir que os alunos envolvidos no Projeto têm-se empenhado mais nos estudos, o que acredito possibilitar melhoras qualitativas em seu aprendizado.

Uma análise mais qualitativa dos registros feitos em aulas de Matemática para as salas envolvidas no Projeto poderá superar esta primeira aproximação, ao se confrontarem situações detalhadas de aprendizagem e de dificuldades destes alunos.

Outras contribuições geradas com este projeto na escola se referem às condições materiais de ensino, com a aquisição de livros-textos, de calculadoras, equipamentos de informática, que estão abrindo novas possibilidades metodológicas para o ensino de Matemática, mesmo nas outras salas de aula.

6) Cronograma da próxima etapa:

Anexo 4.1

Estrutura Curricular para a 1a Série A:

Conteúdos estabelecidos conforme estrutura proposta pela escola, com a seqüência adaptada para as necessidades do Projeto.

Manhãs:

Tardes: Estrutura Curricular para a 2a Série A:

Manhãs:

Tardes: Estrutura Curricular para a 3a Série A:

Manhãs:

Tardes: (Como as atividades do 3o ano estão sendo implementadas somente em 2002 - ainda não houve experiência piloto para esta série - não se sabe se estes 2 últimos tópicos serão plenamente trabalhados).




ANEXO 5

RELATÓRIO

FÍSICA

PROFESSORA NEIVA GODOI

RELATÓRIO DE FÍSICA

1 - ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NESTE PRIMEIRO ANO:

1.1 - Conteúdos abordados:

Neste primeiro semestre os conteúdos abordados foram:

· Conceitos básicos de cinemática;

· Velocidade escalar média;

· Movimento uniforme;

· Gráficos do movimento uniforme e uniformemente variado;

· Aceleração escalar média;

· Movimento uniformemente variado;

· Vetores;

· Leis de Newton; e suas aplicações;

· Trabalho;

· Energia.

1.2- Planejamento de aulas teóricas e experimentais:

As aulas teóricas e experimentais foram planejadas logo no primeiro bimestre mais infelizmente nem tudo foi cumprido em virtude da nossa sala de informática não estar ainda em funcionamento, mesmo assim as tabelas e gráficos foram trabalhadas mesmo sem o uso do computador.

Foram levantados as concepções espontâneas dos alunos referentes a: referencial, repouso e movimento, trajetória, espaço e variação de espaço, velocidade e aceleração.

Quando estudamos a velocidade escalar média e suas transformações de unidades, realizamos experimentos relacionados com o cotidiano, onde os alunos mediram a distância de suas casas até a escola e o tempo gasto, e foi calculada a velocidades média que cada aluno levava de sua casa até a escola.

Usamos também o cotidiano para estudar as “Leis de Newton”, trabalho e energia, usando, por exemplo, brinquedos de um parque para explicar os tipos de energia, que por coincidência havia um na cidade na época.

Os alunos fizeram um trabalho onde tentaram relacionar as “Leis de Newton” e outras partes da mecânica como atrito, energia, etc. com as “Leis do Trânsito”, utilizando a Fita de Vídeo “Fiat na escola”.

Utilizamos também como ferramenta cognitiva para o aluno, um software de mecânica da educare, onde são trabalhadas as leis de Newton.

1.3 - Abordagem interdisciplinar baseado nos PCNs:

Conjuntamente com a Língua Portuguesa e História trabalhamos um capítulo do livro, “A Dança do Universo” do autor Marcelo Glêiser, onde ele conta a vida e descobertas de Galileu Galilei. Os alunos fizeram a leitura do texto e um relatório onde comentavam os pontos principais abordados, trabalho este corrigido pelo professor de Língua Portuguesa e Física conjuntamente.

Em seguida foi apresentado o filme “Em Nome da Rosa”, onde os alunos fizeram um novo relatório, relacionando o filme com o texto lido, também corrigido pelo professor de Língua Portuguesa e Física, alguns conseguiram esse relacionamento, outros não, no final houve uma aula com o professor de Física e História relacionando o tempo e espaço onde passou os dois episódios.

O trabalho foi bastante satisfatório, principalmente quando foi discutida a parte histórica, onde os alunos puderam sentir que a Física esta relacionada com todas as outras matérias.

Trabalhamos os gráficos do movimento uniforme (reta) e do movimento uniformemente variado (parábola), decomposição de vetores conjuntamente com a matemática.

Obtivemos um resultado bastante satisfatório, muito melhor do que obtemos geralmente sem essa integração.

No estudo das “Leis de Newton” usamos também um capítulo do livro “Dança do Universo” sobre a vida de Newton, que procedemos da mesma maneira anterior sobre Galileu.

1.4 - Participação de palestras mini - cursos e olimpíadas:

No primeiro semestre participamos da VOBA - “Olimpíada Brasileira de Astronomia”, que foi realizada no dia 11/05/2002, com a participação de vários alunos.

Ainda não obtivemos os resultados oficiais, mas um dos alunos obteve nota 6,0 e outra nota 7,0.

Participamos também do “Prêmio Milton Ferreira de Souza”, que é um concurso que antecede a semana da Óptica (VII Semóptica) promovido pelo Instituto de Físicas de São Carlos, pelo Grupo de Óptica e Fotônica, que foi a apresentação de uma monografia sobre:

“A Importância da Universidade”. Três alunos nossos participaram (data de inscrição 28/06/2002), concorreram com quarenta e cinco monografias da região sendo todas de escolas particulares. Éramos a única escola pública na categoria ensino médio, onde apenas quatro alunos foram convocados para a entrevista, sendo três deles nossos alunos (data da entrevista 12/08/2002). Uma de nossas alunas obteve o primeiro lugar, ganhando vários prêmios incentivando os demais. Este concurso existe há vários anos, mas nunca participamos por falta de incentivo e tempo.

De 20 a 23 de agosto nossos alunos participaram da “VII Semana da Óptica”, assistindo a palestras com demonstrações de experimentos. Os alunos ficaram motivados e perceberam que Física não é só Matemática, fazer contas, e sim tem aplicação prática no seu cotidiano.

Houve também visitas a alguns laboratórios, principalmente os de Óptica (lasers de todas as cores e suas aplicações), relógio atômico, etc.

Em 28/09/2002 participamos da II Olimpíada Paulista de Física. Infelizmente nossos alunos não se saíram muito bem.

1.5 - Avaliação final comparativa:

A análise comparativa do desempenho dos alunos (fig. 1) foi feita através das menções obtidas pelos alunos das primeiras séries do ensino médio: alunos da série A participantes do projeto com os alunos das séries B e C não participantes do projeto.

Figura 1 - Gráfico do desempenho dos alunos das séries A, B, C

O gráfico mostra que os alunos da série A que participam do projeto têm um desempenho superior às outras séries B e C como era esperado porque as atividades extra- curriculares motivam os alunos e o avanço no conteúdo na série A é muito maior do que as demais salas.

2 - MUDANÇAS REALIZADAS NAS ATIVIDADES:

Algumas atividades deste ano foram prejudicadas em virtude de vários problemas.

As atividades experimentais, por exemplo, foi prejudicada em virtude do laboratório e a sala de informática ainda estarem em instalação.

3 - COLABORAÇÃO DA UNIVERSIDADE:

A Universidade nos fornece todo o material necessário para o trabalho, como também todo o suporte pedagógico.

Os alunos do curso de Licenciatura em Ciências Exatas ministraram um mini curso sobre eletricidade: Eletrostática (07/11/2002); Eletrodinâmica (12/11/2002); Eletromagnetismo (14/11/2002).

4 - COLABORAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR COM AS ATIVIDADES:

A direção da escola cedeu-nos alguns horários de trabalhos pedagógicos às terças feiras para preparação de alunos para participarem de atividades tais como olimpíadas, e outras atividades extra-curriculares.

A escola tem cedido salas de aulas para aulas complementares à tarde, uso de sala de vídeo e sala de informática.

5 - PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES DAS ATIVIDADES DE PESQUISA PARA A UNIDADE ESCOLAR:

· A escola ganhou um laboratório bem equipado, sala de informática com boa manutenção, que é o que falta na escola pública hoje.

· Com o prêmio da Semóptica a escola ganhou uma coleção de fitas de vídeo da série “Vida e Ciência” e um microscópio Óptico, e o nome da escola em vários jornais da cidade.

· Participação dos alunos do ensino fundamental em todas as Olimpíadas.

6 - CRONOGRAMA PARA PRÓXIMA ETAPA DE TRABALHO:

Na próxima etapa de trabalho já estaremos com o laboratório e a sala de informática em funcionamento, podendo assim cumprir melhor a parte experimental.

Estamos também programando um curso de astronomia que será oferecido pelo Observatório da USP-SC.

Um melhor preparo dos alunos para as Olimpíadas Paulista e Brasileira de Física.

RELATÓRIO BOLSISTA - FÍSICA

Neste primeiro semestre os conteúdos abordados foram:

Foram trabalhados com teoria exposta pelo professor, usado varias bibliografias principalmente para execução de exercícios.

Na parte pratica houve apenas uma demonstração dos movimentos uniforme e uniformemente variado com o puck de ar cedido pelo CDCC, onde os alunos puderam ver a diferença entre o movimento uniforme e o movimento uniformemente variado.

Infelizmente neste primeiro semestre não foi possível usarmos outras alternativas como o soft Sam-pois nossos computadores e laboratórios estarem em instalação.

Conjuntamente com a Língua Portuguesa e História trabalhamos um capitulo do livro, “A Dança do Universo” do autor Marcelo Gêiser, onde ele conta a vida e descobertas de Galileu, os alunos fizeram a leitura do texto e um relatório onde comentavam os pontos principais abordados, trabalho este corrigido pelo professor de Língua Portuguesa e Física conjuntamente.

Em seguida foi apresentado o filme “Em Nome da Rosa”, onde os alunos deveriam fizeram novo relatório e tentaram relacionar com o texto lido, também corrigido pelo professor de Língua Portuguesa e Física, alguns conseguiram esse relacionamento, outros não, no final houve uma aula com o professor de Física e Historia relacionando o tempo e espaço onde passou os dois episódios.

O trabalho foi bastante satisfatório, principalmente quando foi discutida a parte histórica, onde os alunos puderam sentir que a ciência esta relacionada com todas as outras matérias.

Trabalhamos os gráficos do movimento uniforme (reta) e do movimento uniformemente variado (parábola) conjuntamente com a matemática e obtivemos um resultado muito melhor do que costumamos obter sem essa integração.

Neste primeiro semestre participamos da V OBA, “Olimpíadas Brasileiras de Astronomia”, que foi realizado no dia 11/05/2002, onde vários alunos participaram, mas ainda não obtivemos os resultados oficiais, mas um dos nossos alunos obteve nota 6,0 e outra nota 7,0; para isso contamos com colaboração do IEA-USP, que financiou-nos os xerox das provas.

Participamos também do “Premio Milton Ferreira de Souza”, que é um concurso que antecede a semana da Óptica (VII Semóptica) promovida pelo Instituto de Física de São Carlos, pelo Grupo de Óptica e Fotônica, que foi a apresentação de uma monografia sobre: “A Importância da Universidade”. Três alunos nosso participaram (data de inscrição 28/06/2002), concorreram com quarenta e cinco monografias da região sendo todas de escolas particulares, éramos a única escola publica na categoria ensino médio, onde apenas quatro fora convocados para entrevista, sendo três delas nossos três alunos (entrevista dia 12/08/2002), uma de nossas alunas obteve o primeiro lugar, ganhando vários prêmios e incentivando os demais, esse concurso existe há vários anos, mas nunca participamos por falta de tempo e incentivo.

De 20 a 23 de agosto nossos alunos da “VII Semana da Óptica”, assistindo a palestras com demonstrações de experimentos que ajudam a motivação de entendimento dos mesmos, apesar de alguns assuntos ainda ser distantes para eles, com isso acabam tomando um gostinho maior pela Física, que muitos acham ser um bicho de sete cabeças, e que Física não é só Matemática, fazer contas, e sim tem uma aplicação pratica, mas comum do que eles pensam.

Houve também visitas a alguns laboratórios, principalmente os de Óptica (lasers de todas as cores e suas aplicações), Relógio Atômico, etc.

Em 28/09/02 participamos da 2 Olimpíadas Paulista de Física, infelizmente nossos alunos do ensino médio não se saíram muito bem, mas as duas alunas da sétima serie do ensino fundamental tem grandes chances de passar para a segunda fase, mas foi graças a esse projeto que essas alunas tiveram a chance de participar dessa Olimpíada principalmente por ser realizada fora da cidade, para isso a direção da escola cedeu-me alguns horários de trabalhos pedagógicos as terças feiras para a preparação desses alunos, e continuara cedendo ate o final do ano para revisão com os alunos do terceiro ano que prestaram vestibular, as aulas da tarde também a escola nos fornecem salas de aulas, sala de vídeo para que possamos realizar nossos trabalhos extra curriculares. Com isso a escola também esta sendo favorecida, com o premio da Semoptica a escola ganhou uma coleção de fitas de vídeo da serie “Vida e Ciência” e um microscópio Óptico, e o nome da escola em jornais da cidade, com as alunas da Olimpíada de Física a escola terá o nome na revista Galileu.

Na próxima etapa esperamos poder cumprir melhor nosso cronograma com os materiais propostos, pois até lá devera estar pronto nosso laboratório e nossa sala de informática.




ANEXO 6

RELATÓRIO

QUÍMICA

PROFESSORA ANA PAULA NOGUEIRA CASTILHO MARQUES

RELATÓRIO DE QUÍMICA

Ana Paula Nogueira Castilho Marques - EESOR

Atividades desenvolvidas

Durante o primeiro semestre foram desenvolvidas diversas atividades, buscando um melhor aproveitamento dos conteúdos trabalhados, de forma a torná-los mais agradáveis, interessantes e facilitar seu entendimento, como o melhoramento das condições de trabalho:

Aquisição e distribuição de livros didáticos para utilização em sala de aula por todos os alunos envolvidos.

Como previsto no planejamento, foi adotada para o ensino de química, a coleção do grupo de estudos GEPEC. Para a classe especial da 1.ª série do ensino médio da Escola Estadual Prof. Sebastião de Oliveira Rocha foi adquirido o livro: Interações e Transformações I, como também os livros complementares de exercícios e de laboratório Interações e Transformações I .O primeiro foi adotado como livro texto para as aulas de química e os outros dois para as aulas complementares, tendo em vista um ensino de qualidade e um maior enriquecimento do conhecimento do aluno.

Reforma física e pintura interna do laboratório de ensino, reestruturação da disposição interna de armários, bancadas e mesas existentes, como também a aquisição de novas mesas e armários.

Este trabalho foi realizado a fim de melhorar as condições das aulas de laboratório e conseqüentemente proporcionar um melhor aproveitamento por parte dos alunos. A aquisição dos armários foi necessária para guardar alguns reagentes, frascos e utensílios laboratoriais.

Na sala de aula foi desenvolvido um trabalho principalmente voltado ao conteúdo do material pedagógico proposto e adquirido. Foram desenvolvidos os tópicos do livro Interações e Transformações, como também foram executados os experimentos previamente testados. As aulas laboratoriais, portanto, abordavam os conhecimentos adquiridos nas aulas teóricas, aplicando-os na prática para sua melhor visualização e compreensão.Os experimentos executados durante o 1.º semestre foram os seguintes:

“Conhecendo novos indicadores ácido-base ”-

Com o objetivo de classificar materiais quanto à acidez ou basicidade, os alunos obtiveram extratos a partir de repolho roxo e comprimido de lacto-purga e, observaram e analisaram seu comportamento diante de materiais ácidos, básicos e neutros.

“Solubilidade de gases em líquidos” -

Para ilustrar a variação da solubilidade de um gás em água em função da temperatura, trabalhamos novamente o conceito de acidez frente a um indicador, evidenciando as transformações químicas que ocorrem, como também, a influência da temperatura na dissolução dos gases em água e as modificações provocadas pela introdução do gás carbônico.

“ Transformações químicas” - identificar uma transformação química nem sempre é claro e fácil de ser percebido. Algumas evidências experimentais podem ser bastante úteis neste processo. Através de algumas interações observadas no laboratório, a percepção das evidências, análise e discussão dos resultados obtidos, procuramos esclarecer possíveis dúvidas e construir conceitos para poder aplicá-los em outras situações. As interações analisadas em laboratório foram: dissolução de açúcar em água, queima de fita de magnésio, queima de enxofre, dissolução de bicarbonato de sódio em vinagre, soluções de ácido clorídrico com hidróxido de sódio, aquecimento de sulfato de cobre pentahidratado e derretimento de açúcar.

“Interação entre comprimido efervescente(sal de fruta ) e água” - com a proposta desta atividade foram trabalhadas aplicações de conceitos relativo as transformações químicas, como evidências das transformações, caracterização de estados inicial e final, a lei da conservação da massa e os fatores que influenciam a rapidez de uma transformação.

O livro de exercícios da coleção Interações e Transformações foi base paras muitas atividades extras realizadas nas aulas complementares, monitoradas pelo professor. Dentre estas atividades foram escolhidos textos para leitura, interpretação e atividades de pesquisa. Algumas atividades desenvolvidas estão descritas a seguir:

Texto: “ A chuva ácida em São Paulo”- retirado da Folha de São Paulo. Leitura e compreensão do texto. Foi usado o tema já trabalhado em sala de aula, procurando assim a aplicação de conhecimentos já adquiridos. Esta atividade foi realizada em duplas, tendo o professor interferido apenas quando sua presença foi solicitada.

Exercícios - Resolução de exercícios complementares abordando conteúdos já trabalhados em sala de aula, auxiliando a busca de novos conhecimentos e reelaborando outros anteriormente adquiridos.

Texto: “Uma colher no gargalo da garrafa evita perda de gás?” - Este texto, também do jornal folha de São Paulo, apresentou uma grande riqueza de abordagens. O fato químico discutido e analisado faz parte do conhecimento vivido e observado pelo aluno, tornando o assunto foco de interesse. Proporcionou também a oportunidade de trabalharmos a elaboração de um gráfico e subsídios para a discussão da curva esboçada.

Texto: “Ar perfeito”, Conhecer Universal, Vol.7 - Esta atividade foi encaminhada de forma diferente das anteriores. O professor acompanhou a leitura junto com os alunos, tendo alguns deles dividido a leitura do texto em voz alta. Em seguida, as dúvidas com respeito a vocabulários, que eram muitas, foram esclarecidas. Alguns trechos do texto que ainda não estavam claros foram discutidos e interpretados. Finalizando o trabalho, os alunos responderam algumas questões que relacionavam o texto com conhecimento já adquirido na sala de aula.

Trabalho extra classe - “Observando o amadurecimento de um fruto”- Os alunos receberam uma ficha, onde fizeram seus registros de dados referentes à comparação da observação do amadurecimento de 2 frutos (caqui) , durante 8 dias, estando um dentro da geladeira e outro fora. Algumas questões sobre o estudo das transformações químicas foram retomadas e discutidas, promovendo maiores esclarecimentos dos conhecimentos adquiridos.

Outras atividades:

Durante o primeiro semestre, os alunos participaram de uma gincana elaborando vestimentas com materiais recicláveis, valorizando o conhecimento na área da química e integrando-o com outras áreas.

Os alunos reorganizaram e modificaram alguns experimentos que serão apresentados para a comunidade escolar e para os colaboradores deste projeto, envolvendo os temas: indicadores ácido-base, solubilidade de gases e pH, densidade de soluções aquosas, transformações químicas e evidências.

Análise do desenvolvimento das atividades propostas para o período

O conteúdo do livro foi seguido de maneira a atingir os objetivos previstos. Entretanto, devido a reduzida carga horária das aulas normais, algumas aulas complementares foram usadas para cumprir o programa. Também, devido à reforma do laboratório, algumas aulas práticas foram substituídas ou por aulas de exercícios ou por aulas com textos de jornais e revistas, sempre com o objetivo de aprimorar os conceitos estudados durante as aulas teóricas. Foi observado que estas formas de trabalho despertaram o interesse dos alunos, além de auxiliar na compreensão de conceitos de forma bastante simples e agradável.

Portanto, como mostrado na descrição de algumas atividades desenvolvidas (item 1), a aplicação do projeto está sendo efetiva, procurando concluir as metas inicialmente propostas e também se adequando às mudanças necessárias surgidas durante sua execução. As atividades, inicialmente propostas no plano de pesquisa, que não se concretizarem, que sofrerem algumas alterações, sem que os objetivos iniciais sejam prejudicados.

A Universidade e a Escola no desenvolvimento do projeto

A USP de São Carlos colabora bastante no desenvolvimento do projeto, através de reuniões e palestras proferidas no Instituto de Estudos Avançados, dirigido pela Prof.ª Dra. Yvonne P. Mascarenhas e Prof.º Dr. Sérgio Mascarenhas. Na parte relativa à química, há um envolvimento da Prof.ª Dra. Agnieszka J. P. Maule e seus alunos de doutorado ( Gilmara de O. Machado e Douglas C. Dragunski) .Além do grupo dar suporte na parte técnica, consertando equipamentos do laboratório da Escola, também acompanha o andamento do projeto e sua abordagem científica, através de discussões e reuniões. Contudo, há ainda uma pequena deficiência com relação ao monitor - estudante da universidade, para poder auxiliar nas aulas de química. Entretanto, recentemente, uma das alunas matriculadas no IQSC demonstrou interesse em participar do projeto.

Com a instalação de novos computadores na Escola, parceria do projeto da Universidade com a Escola, haverá melhor aproveitamento dos recursos, como a utilização da internet, que possibilitará aceso a cursos interativos, pesquisa, visualização de experimentos, etc. Com o intuito de explorar mais esta ferramenta, a professora de química Ana Paula N.Castilho Marques está fazendo um curso de aplicação de softwares promovido pela Secretaria do Estado de Educação.

A Escola cedeu-nos os espaços necessários ao desenvolvimento do projeto: sala de vídeo, laboratório de química, laboratório de informática, biblioteca, salas de aula, etc. A direção e coordenadores também cooperam, dando-nos toda infra estrutura e suporte pedagógico.

Resultados obtidos

A 1.ª série A , sala com 40 alunos comuns , onde é aplicado o projeto, é diferente das demais. Problemas de disciplina são mínimos. O interesse pelas aulas é excelente. A participação em concursos científicos, gincanas, olimpíadas é pronta e sempre gratificante. A criatividade dos alunos e seu interesse científico crescem a cada dia, o mesmo não acontecendo nas outras 1.ªs séries. As demais salas de aulas também são beneficiadas, pois os métodos novos e já preparados para o projeto parcialmente são aplicados em outras salas. Os alunos podem usufruir as melhorias físicas e pedagógicas proporcionadas pelo projeto na escola. Entretanto, percebe-se que falta interesse, disciplina, boa vontade, responsabilidade e compromisso entre os alunos que não demonstraram vontade de participar do projeto.

A evolução dos trabalhos (atividades desenvolvidas citadas no item 1) da classe do projeto, demonstra maior interesse destes alunos pela ciência e pelo mundo escolar, como também evidencia o despertar do pensamento crítico nos alunos. Com isso, aumenta-se a criatividade deles.Isso se evidencia através da participaçãovoluntária destes alunos em gincanas propostas pela escola, onde se respeita o trabalho de cada aluno dentro das suas possibilidades. Estas atividades demonstram claramente tanto a união de grupos como de idéias e interesses, resultando em um trabalho excelente e gratificante do ponto de vista do professor.

Além disso, os professores engajados no projeto, também são estimulados.

Nota-se o crescimento de um trabalho mais dinâmico, moderno , utilizando-se novos caminhos para o desenvolvimento do conhecimento, interessantes e objetivos.

O aproveitamento destes alunos também pode ser verificado nas menções bimestrais de química. Na sala do projeto (1.ª série A) não se observa menção insatisfatória (I) enquanto na outra sala ( 1.ª série B) são verificadas 16 menções insatisfatórias (I) nos dois bimestres iniciais.

Cronograma para o 2.º semestre

Incentivar os alunos para a leitura e escrita, despertando o interesse deles para participar da olimpíada de química , fortalecendo sua criatividade e busca por novos conhecimentos.

Com o laboratório já à disposição, desenvolver as atividades práticas a serem trabalhadas , possibilitando uma maior interação prática - teórica.

Preparar um material na área da informática, que nos próximos semestres, possa ser aplicado para enriquecimento das aulas de química.

Proporcionar atividades extras que possam valorizar o conhecimento já adquirido e despertar novos interesses , como visitas às indústrias, laboratórios, feiras, ou ainda a integração com o meio ambiente, proporcionando uma diversidade de assuntos e novos tipos de abordagens.

Observações

Um aspecto relevante a ser considerado é o desempenho dos alunos do projeto quando comparados aos de outras turmas. Como ministro aulas em diversas salas naturalmente é possível fazer esta comparação. O mesmo assunto, abordado em salas distintas, mostra que os alunos inseridos no projeto têm mais disposição, discernimento e conseguem expressar mais claramente suas idéias, mostrando ter adquirido conhecimento e ser capaz de aplicá-lo.

Baseando-se então, nos resultados colhidos neste 1.ºsemestre, observa-se que o projeto é a oportunidade única de alunos carentes financeiramente serem estimulados a estudar, pensar, criar , ter sonhos e realizá-los. Outros, que não tiveram esta oportunidade, conseguiram ter sonhos, mas realizá-los, nem sempre se tornou possível pois faltou a base, a formação adequada , que pode ser obtida com o projeto.

Eu, como professora, vejo neste projeto a oportunidade de idealizar alguns sonhos. Alunos interessados , aulas diversificadas, que não estão prontas em livros, voltar a criar, a pensar, a construir idéias, despertar o conhecimento.




ANEXO 7

RELATÓRIO

BIOLOGIA

PROFESSORA ROSANA APARECIDA GIANOTTI CAROMANO

RELATÓRIO DA 1ª ETAPA DO PROGRAMA ENSINO PÚBLICO - BIOLOGIA

1. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA 1ª ETAPA

1.a - Com a aquisição de livros “BIOLOGIA” Vol Único de José Arnaldo Favaretto e Clarinda Mercadante, Ed. Moderna, o conteúdo pode ser desenvolvido com maior rapidez e compreensão.

1.b - O laboratório da escola somente agora poderá ser utilizado, pois foi totalmente reestruturado.

1.c - Além das atividades normais de sala de aula, foram desenvolvidas nos laboratórios e auditórios do Instituto de Física de São Carlos - USP para a 1ª série A uma série de atividades, que serão discutidas em relatório à parte.

1.d - Foram desenvolvidas ainda exercícios extras de livro; debates com artigos da Revista Veja e Jornais relacionados ao conteúdo ministrado no momento; Pesquisas sobre assuntos da atualidade como Alimentos Transgênicos, Projeto Genoma Humano, Rio +10, etc.

2. ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PROPOSTAS PARA O PERÍODO

O intuito destas atividades é estimular no aluno a análise crítica, o estímulo do raciocínio e o posicionamento consciente diante de situações de seu cotidiano, complementando o grande artífice da construção do conhecimento.

A discussão sobre o conceito de vida tende a polemizar e extrapolar os limites, invadindo outras áreas como Filosofia, Teologia, Política, etc, para tanto deixa-se claro que o assunto é complexo e polêmico e que requer reflexões profundas.

Deixa-se claro também que é grande o número de informações, cuja interligação se constitui num grande desafio científico.

O aluno foi conscientizado de que só conseguirá aprender se mantiver contato contínuo e ininterrupto com a disciplina que estuda e não apenas uma matéria com muitos nomes para serem decorados.

O debate de forma geral costuma ser bastante interessante e produtivo, principalmente quando o assunto é polêmico. Surgem muitas histórias que os alunos ouviram dos avós, filmes, documentários e notícias que assistiram na TV. Alertando-os para os problemas existentes e incitando-os à responsabilidade.

O principal objetivo de experimentos é despertar nos alunos o interesse pela pesquisa, além disso, constituem-se em atividades didáticas de fixação e de reforço de conceitos.

É preciso oferecer ao aluno condições para que “ aprendam a aprender”, isto é, saibam procurar respostas de que precisam.

3. A UNIVERSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

3.a - A Universidade colabora na aquisição de livros didáticos, instrumentos de laboratório [ microscópio, banho Maria, balança, etc] , bem como auxiliou na reestruturação do espaço do laboratório, somente agora disponibilizado.

3.b - Para as aulas extra curriculares têm-se à disposição espaços físicos [ salas, auditórios e laboratórios] cedidos pela própria Universidade.

3.c - A Universidade cede transporte para os passeios extra curriculares quando solicitados como áreas de reflorestamentos, feira de profissões,etc. Mas estas atividades não foram possíveis de serem realizadas no 1º semestre do corrente ano letivo.

4.RESULTADOS OBTIDOS

4.a - O rendimento da 1ª série A [ 40 alunos ] é diferenciado das outras salas da mesma série, bem como o interesse pelas aulas e o desembaraço na execução de atividades como pesquisas, seminários e experiências. Embora ainda alguns alunos apresentam dificuldades de se interar.

4.b - As demais salas como a 2ª série A e a 3ª série A, foram beneficiadas com livro didático e aulas extras.

Os alunos destas referidas salas optaram nas aulas extras por adiantar o conteúdo da disciplina ,que é muito extenso, pois pretendem prestar vestibular. Sendo que alguns foram bem pontuados no ENEM.

4.c - Com o subsídio dado pelo projeto pode ser melhorado a qualidade de ensino para estes alunos, abrindo mais os seus horizontes e despertando seu interesse pelos estudos e pelo seu futuro.

5.CRONOGRAMA PARA A 2ª ETAPA

5.a - Proporcionar saídas a lugares como a área de reflorestamento da Ripasa - indústria de papel e celulose; Zoológico de SP, Instituto Butantã de SP.

5.b - Utilizar o espaço de informático com o uso de cd-rom com resumos referentes à disciplina.

6.A U.E NO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

A nossa U.E colabora cedendo espaços para as aulas extra curriculares [ período oposto] como salas de aulas , laboratório, sala de vídeo e sala de informática. Bem como a permissão para que os alunos possam entrar na U.E no período oposto ao das aulas normais.

Professora responsável pela área de Biologia : Rosana Aparecida Gianotti Caromano

PROGRAMA DE PESQUISA APLICADAS SOBRE A MELHORIA DO ENSINO PÚBLICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - FAPESP

PROJETO:

“DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE UMA PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA PARTICIPATIVA NO ENSINO MÉDIO: ATIVIDADES COM ÊNFASE EM MATEMÁTICA, CIÊNCIAS E COMUNICAÇÃO” (Proc. 00/15044-3)

RELATÓRIO PARCIAL DA ÁREA DE BIOLOGIA
Instituição:

Instituto de Física de São Carlos - USP

Professoras Responsáveis:

Dra. Nelma Regina Segnini Bossolan

Dra. Ana Paula Ulian de Araujo

Participantes:

Aracéli Camargo Martins

Ronaldo de Rosa Moreno
Novembro 2002

SUMÁRIO

1 Introdução 1

2 Justificativa 1

3 Objetivos 1

4 Etapas do trabalho 2

4.1 Local de trabalho e participantes 2

4.2 Escolha dos temas das atividades 2

4.3 Preparo das atividades 5

4.4 Montagem do Laboratório de Ciências 5

4.5 Participações dos monitores em cursos, palestras, etc. 5

5 Resultados 6

6 Conclusões parciais 7

7 Próximas etapas 8

8 Bibliografia 8

Anexo 1 10

1 Introdução

No estudo da organização básica dos seres vivos, a descoberta de seres muito pequenos bem como o domínio da organização celular e subcelular foram possíveis com o advento do microscópio: desde o do primeiro tipo, criado por Leewenhoek em 1677 e que continha uma única lente, passando pelo modelo composto de duas lentes, desenvolvido por Abbe em 1876, até chegar, neste século, com o microscópio eletrônico (RAW et al., 2001). Hoje em dia, com ferramentas cada vez mais sofisticadas, esta visão pode alcançar níveis moleculares e até atômicos. Observa-se assim uma gradual transição da Biologia Clássica para a Biologia Molecular, na completa acepção desta denominação, qual seja, a ciência da vida em nível molecular que busca entender os fenômenos biológicos na escala atômica.

Se este fato é notório, da mesma forma observa-se que o ensino de Ciências e Biologia, deixa a desejar no aspecto da organização molecular dos organismos vivos. Esta área da Ciência envolve não só os aspectos relativos ao estudo do genoma, desde microrganismos até o ser humano, como também dos avanços relativos ao conhecimento da organização estrutural das biomoléculas, as tecnologias envolvidas nestes estudos, e principalmente como funciona, onde e como se pode interferir no sistema, que em poucas palavras significa interferir na vida.

Para a compreensão dos temas anteriormente relacionados, são necessários o domínio de alguns conceitos e habilidades fundamentais de áreas como Citologia, Genética e Bioquímica. Noções sobre estes temas podem aparecer em vários momentos de um curso de Biologia, com níveis diversos de enfoque e aprofundamento. Estudando-se, por exemplo, a hereditariedade, pode-se tratar a síntese protéica e, portanto, noções de núcleo, ribossomas e ácidos nucléicos. De posse desses e outros conhecimentos correlatos, é possível ao aluno relacioná-los às tecnologias de clonagem, engenharia genética e outras ligadas à manipulação do DNA, bem como analisar esses feitos humanos, identificando aspectos éticos, morais, políticos e econômicos envolvidos na produção científica e tecnológica e na sua utilização (BRASIL,1999).

Entre os maiores desafios para a atualização pretendida no aprendizado de Ciência e Tecnologia, no Ensino Médio, está a formação adequada de professores e a elaboração de materiais instrucionais apropriados.

Para o aprendizado científico, a experimentação, seja ela de demonstração, seja de observação e manipulação de situações e equipamentos do cotidiano do aluno e até mesmo a laboratorial, propriamente dita, é particularmente importante. Segundo Krasilchik (1996), as aulas práticas e de laboratório no ensino de Ciências e Biologia objetivam, de modo geral, despertar e manter o interesse dos alunos, envolver os estudantes em investigações científicas, desenvolver a capacidade de resolver problemas, compreender conceitos básicos e desenvolver habilidades. Além disso, permitem que aluno tenha contato direto com os fenômenos através da manipulação de materiais e equipamentos e da observação de organismos, oferecendo a oportunidade de enfrentar situações onde ocorrem resultados não previstos, cuja interpretação desafia sua imaginação e raciocínio.

2 Justificativa

A proposta referente à área de Biologia, dentro do projeto temático, pretende desenvolver programas de atualização na área de biologia molecular estrutural (tanto para professores como para alunos), com conteúdos cumulativos, nas diferentes séries do ensino médio. Isso se faz necessário em virtude da rápida evolução do conhecimento nesta área da ciência nos últimos 5 anos, levando a uma lacuna no conhecimento dos atuais professores em relação à formação acadêmica.

3 Objetivos

Em função do exposto e em concordância com os objetivos gerais propostos no Projeto Temático, os objetivos do presente projeto incluem:

· a montagem de um laboratório básico na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha (E.E.S.O.R.), São Carlos-SP, onde seja possível desenvolver metodologias cotidianas utilizadas na biologia molecular. Por exemplo, um sistema para eletroforese em gel, permitindo a “visualização” de moléculas de DNA/RNA e de proteínas.

· a idealização e/ou aperfeiçoamento e a implementação de aulas práticas de confecção e execução simples, porém elucidativas, referentes aos temas abordados nas aulas regulares de Biologia do Ensino Médio, de modo a fornecerem subsídios para o entendimento de temas relacionados à Biologia Molecular;

· a idealização e a instrumentação de um módulo de aulas práticas de Biologia Molecular, de modo que as mesmas possam ser desenvolvidas no laboratório de biologia que virá a ser montado na escola.

4 etapas do trabalho

4.1 Local de trabalho e participantes

As atividades foram desenvolvidas com 40 alunos da 1a série A da E.E.S.O.R., que é a Unidade de Ensino (U.E.) do projeto. Estas atividades foram planejadas e executadas no Laboratório de Ensino de Biologia do Instituto de Física de São Carlos - USP, no período da tarde, que é o oposto ao das aulas regulares dos alunos da U.E.

O projeto tem como participantes dois alunos do curso de Licenciatura em Ciências Exatas (Interunidades - Campus USP São Carlos), Aracéli Camargo Martins (aluna do 4o ano e monitora do laboratório) e Ronaldo de Rosa Moreno (aluno do 3o ano e bolsista PIBIC). Os referidos alunos atuaram como monitores e participaram na elaboração, desenvolvimento e execução de atividades direcionadas a uma classe de 40 alunos da 1a série do Ensino Médio, sob orientação e supervisão da Profa. Nelma Regina Segnini Bossolan (IFSC-USP).

A professora Rosana Aparecida Gianotti Caromano é a responsável pelas aulas de Biologia na U.E., no período regular das aulas.

4.2 Escolha dos temas das atividades

Os temas das atividades realizadas até o presente momento foram escolhidos de modo a:

· fornecerem subsídios para as aulas de Biologia Molecular, que serão aplicadas num segundo momento e

· complementarem os assuntos já estudados em sala de aula, no período regular.

O livro adotado na escola é o da Coleção Base “Biologia - Volume único” (FAVARETTO & MERCADANTE, 1999), cuja seqüência dos assuntos vem sendo mantida pela referida professora da U.E.

A modalidade didática escolhida, na maior parte das atividades, foi a aula prática de laboratório, com o objetivo de oferecer aos alunos uma vivência na prática laboratorial e possibilitar o desenvolvimento das habilidades necessárias na realização das mesmas.

A tabela 1 mostra o cronograma das atividades executadas no laboratório de Biologia (IFSC-USP). Os roteiros destas atividades e que foram distribuídos aos alunos estão dispostos no Anexo 1.

Tabela 1: Cronograma das atividades desenvolvidas no Laboratório de Ensino de Biologia do IFSC-USP.
Data
Ano 2002
Atividade Título das atividades Modalidade didática
Tempo
(minutos)
1 15/03 1 O microscópio óptico
Aula expositiva
Aula prática e questões
20
100
2 22/03 2 Genética
Apresentação do filme GATTACA (NICCOL, 1997)
Discussão
100
20
3 05/04 3 Conhecendo a célula
Aula expositiva
Aula prática e questões
20
100
4 12/04 4 Morfologia dos microrganismos
Aula expositiva
Aula prática e questões
20
100
5 19/04 5 Fermentação
Breve Introdução teórica
aula prática (divisão da turma) e questões
10
90
6 10/05 6 Cadeia e teia alimentar
Jogo educativo Quem é o Lobo Guará? (SARMENTO et al.)
Discussão
80
30
7 17/05 Cadeia e teia alimentar
Aplicação do jogo
Discussão e questões
40
80
8 24/05 7 Ciclo Biogeoquímico do Nitrogênio
Jogo educativo A Viagem do átomo de Nitrogênio (RACZ)
Discussão
90
15
9 07/06 8 Microbiologia Patogênica
Jogo educativo Microvilões (CARVALHAL, 2000), discussão
Questões
80
20
10 21/06 Microbiologia Patogênica
Aplicação do jogo Microvilões (CARVALHAL, 2000).
Dinâmica tipo “Passa ou Repassa”
40
60
11 28/06 9 Poluição
Aula expositiva em multimídia
Questões
50
40
12 30/08 10 Composição química da célula 1
Pré-questionário

Aula expositiva em multimídia

Questões
20

80

15
13 13/09
11
Composição química da célula 2
Pré-questionário

Aula prática (alunos pares)

Aula teórica (alunos ímpares)

Questões
15

80

50

20
14 20/09 Composição química da célula 2
Aula prática (alunos ímpares)
Aula teórica (alunos pares)
80
60
15 04/10 12 Permeabilidade da membrana plasmática
Pré-questionário

Aula prática (alunos pares)

Aula teórica (alunos ímpares)

Questões
15

85

50

25
16 11/10 Permeabilidade da membrana plasmática
Aula prática (alunos ímpares)
Aula teórica (alunos pares)
70
40
17 18/10 13 Modelos de Células
Pré-questionário

Divisão dos grupos e sorteio dos temas

Consulta bibliográfica
30

20

60
18 25/10 Modelos de Células Representação esquemática dos modelos e demonstração dos esquemas
60
40
19 08/11 Modelos de Células Entrega do material e Início da montagem dos modelos 120
20 22/11 Modelos de Células Em andamento 120
21 29/11 Modelos de Células Em andamento 120

4.3 Preparo das atividades

As atividades práticas e teóricas foram elaboradas a partir de bibliografia pertinente (áreas de Biologia e afins), listada a seguir: AMABIS & MARTHO (1997), BERKALOFF (1975), CÉSAR & SEZAR (1998), CADERNOS MEC (1978), COLEÇÃO CIÊNCIA HOJE (2000), CRUZ et al. (1996), FAVARETTO & MERCADANTE (1999), GOWDAK (1990), JUNQUEIRA & CARNEIRO (1999), KRASILCHIK (1996), MELLO & VIDAL (1980), OLIVEIRA & SAITO (1991), PELCZAR et al. (1996), RAW et al. (2001), LOPES (1992), SWANSON (1988), Positivo (2002), Objetivo (2002).

Uma vez elaboradas as atividades, as mesmas foram desenvolvidas e testadas previamente no laboratório para eventuais correções e ajustes na utilização de materiais, no tempo de realização e na abordagem dos conteúdos.

Cada atividade, fosse ela desenvolvida na forma de aula prática, teórica ou jogo, foi avaliada através dos seguintes procedimentos:

· questionários: realizados após a execução das aulas para avaliar o desempenho dos alunos quanto à atividade;

· análise do “Diário de Bordo”, onde são descritas as atividades, dificuldades e relatos pertinentes.

As questões utilizadas foram do tipo aberta, que exigiam respostas dissertativas, e do tipo teste, com múltiplas alternativas para escolha.

As atividades Genética e Fermentação (ver tabela 1) foram elaboradas pelo setor de Difusão do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural - CBME (CEPID - FAPESP) do IFSC-USP, e aplicadas em três classes de alunos do Ensino Médio (1a, 2a e 3a séries), com a colaboração da equipe deste projeto.

4.4 Montagem do Laboratório de Ciências

O Laboratório de Ciências foi montando na U.E., em uma sala de aula já ocupada para este fim e que sofreu alguns melhoramentos na estrutura física. Para a implementação das aulas de Biologia foram comprados alguns equipamentos, já listados no projeto inicial, e o restante deverá ser comprado até o final deste ano (tabela 2).

A partir do próximo ano letivo (2003), as atividades de Biologia previstas no presente projeto deverão ser realizadas no Laboratório de Ciências.

Tabela 2: Lista de material permanente previsto para a montagem das aulas de Biologia no Laboratório de Ciências da E.E.S.O.R.
Equipamentos Instalado no laboratório
01 microscópio óptico binocular X
01 microscópio óptico trinocular acoplado a uma sistema de video-imagem (câmera CCD + TV 20´ ) X
01 banho térmico X
01 estufa bacteriológica X
01 agitador manual de tubos (Vortex) X
01 balança eletrônica de 2 casa de precisão X
01 micropipetador
01 fonte e 01 mini-cuba para eletroforese
01 microcentrífuga
01 lâmpada ultravioleta manual

4.5 Participações dos monitores em cursos, palestras, etc.

Os monitores da área de Biologia foram incentivados a participarem das atividades descritas a seguir, uma vez que os temas abordados foram pertinentes ao projeto e deverão contribuir para o desenvolvimento do mesmo:

a) Palestra “Uma visão geral sobre algumas abordagens de ensino-aprendizagem”, ministrada pela Profa. Dra. Edna Maura Zuffi (ICMC-USP) em 19/06/2002 na E.E.S.O.R., e realizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA, campus USP São Carlos).

b) curso de extensão universitária “Teoria e Prática da Biologia Molecular e da Biotecnologia: Suas Implicações Éticas, Sociais e Econômicas”, oferecido e ministrado pelo setor de Difusão do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural - CBME (CEPID - FAPESP), em parceria com o IEA-São Carlos (Instituto de Estudos Avançados) (carga horária de 50 horas, com atividades práticas e teóricas).

5 Resultados

As atividades descritas na tabela 1 tiveram seu desempenho avaliado através da análise do Diário de Bordo e da aplicação de questões.

Os registros do Diário de Bordo comprovaram que, de modo geral, a classe de alunos mostrou interesse e participação, principalmente nas atividades de laboratório e nos jogos. Do mesmo modo, a maioria dos alunos mostrou facilidade no aprendizado das técnicas exigidas nas aulas práticas, como por exemplo, manuseio de microscópio óptico, preparo de soluções e de lâminas para a observação em microscópio, entre outras manipulações. Os problemas ocorridos referiram-se a poucos alunos que, em algumas atividades (3 a 4 aulas), repetiram um comportamento de desatenção e indisciplina, problema esse que já vem sendo diminuído espontaneamente.

A freqüência dos alunos durante o período foi, em média, de 91,1 % ( 9,16 ).

O resultado das avaliações aplicadas em cada atividade é mostrado através das notas obtidas nos questionários. Às questões aplicadas foram atribuídos valores e uma nota igual a 5,0 (que corresponde a 50% do total) foi considerado satisfatória. A figura 1 mostra a média individual dos alunos nas atividades 1, 3, 4, 6, 8, 9 e 10, obtida através das notas dos questionários aplicados ao final da aula. Todos os alunos obtiveram nota média acima de 5,0. Os desvios-padrão mostram a variação de nota ocorrida: dos 40 alunos, 12 obtiveram, em algum momento, nota inferior a 5,0. O aluno 41 entrou no projeto a partir da atividade 10 e por isso apresenta apenas uma nota. A média geral da classe (média das médias individuais) foi 7,35 e média dos desvios-padrão foi 1,98.

Para as atividades 11 e 12 foi testado o seguinte modo de avaliação: dividiu-se a classe em dois grupos de 20 alunos (grupo par e grupo ímpar); um dos grupos teve uma aula prática de laboratório sobre o assunto e o outro grupo assistiu a uma exposição teórica sobre esta prática. Ao término da atividade, foi aplicado um questionário sobre a aula, com questões do tipo aberta. Esta iniciativa teve a finalidade de medir a eficiência da aula de laboratório na abordagem de determinado assunto. Os resultados ainda são preliminares e, a partir desta experiência, fez-se modificações que serão aplicadas às atividades do próximo ano. Estas modificações incluem: um mesmo aplicador irá orientar as atividades para ambos os grupos e estes serão mantidos fixos nas atividades, ou seja, o grupo par será sempre avaliado quanto à aula teórica e o ímpar, quanto à aula de laboratório, diferentemente do que foi feito nestas duas tentativas, quando houve troca de aplicadores e inversão de turmas. De qualquer modo, convém ressaltar que o desempenho da maioria dos alunos nas duas modalidades de aulas

(prática e teórica) foi no mínimo satisfatório, como pode ser observado a seguir.

Figura 1: Média do desempenho dos alunos nas atividades 1, 3, 4, 6, 8, 9 e 10. As linhas pretas verticais representam os desvios-padrão.

A figura 2 mostra o desempenho dos alunos nas atividades 11 (Composição química da célula 2) e 12 (Permeabilidade da membrana plasmática). Na atividade 11, observou-se que a nota média da turma foi maior na aula prática (7,87 1,7) que na aula teórica (6,18 1,6). Já na atividade 12, a média da turma foi maior na aula teórica (7,60 1,76) que na aula prática (6,87 1,43).

Os resultados obtidos nas atividades Genética e Fermentação serão disponibilizados pelos participantes do CBME CEPID-FAPESP e, portanto, analisados no próximo relatório.

Figura 2: Notas das atividades 11 (Composição química da célula 2) e 12 (Permeabilidade da membrana plasmática). Legendas: - - prática, alunos que tiveram somente a aula prática do assunto e - - teórica, alunos que tiveram somente a aula teórica do assunto.

6 Conclusões parciais

Até o momento, o desempenho médio individual dos alunos foi além do satisfatório, como observado pela análise quantitativa e qualitativa dos resultados. No entanto, constatou-se que é necessário estabelecer um referencial (ou controle) nesta análise quantitativa para saber mais precisamente a contribuição destas aulas na aquisição de conhecimento pelos alunos e no desenvolvimento de suas habilidades. Para isso, pretende-se fazer uma avaliação anterior às aulas programadas, chamada de pré-avaliação, com a finalidade de avaliar o conhecimento prévio dos alunos com relação aos assuntos abordados. Pretende-se, ainda, dar seqüência ao método utilizado de trabalhar com dois grupos de alunos separadamente, aos quais são aplicados um mesmo assunto, na forma de aula teórica e prática, já explicado neste relatório.

7 Próximas etapas

– Atividade “Modelos de Células”: em andamento. O resultado deverá ser a confecção de 8 modelos tridimensionais de células animal, vegetal, de bactéria e de protozoário, que ficarão expostos no laboratório montado na U.E.

– Desenvolvimento de atividades práticas de Biologia Molecular a serem implementadas no laboratório da U.E.

8 Bibliografia

AMABIS, J. M.; MARTHO, G.R. Fundamentos da Biologia Moderna. 2a. ed. São Paulo, Ed. Moderna. 1997. 602p.

BERKALOFF, A. et al. Biologia e Fisiologia Celular. São Paulo, Ed. Edgard Blücher LTDA. 1975. 287p.

BOSSOLAN, N.R.S.B. Apostila de Aulas Práticas - Biologias 1 e 2. IFSC/USP. 2001. 60p. (acervo SBIFSC: http://sbi_web.ifsc.sc.usp.br)

BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino médio: Parte 3 - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, 1999.

BUSELMAIER, W. Biologia Médica. São Paulo, EDUSP. 1978. 230p.

FAVARETTO, J. A.; MERCADANTE, C. Biologia. Vol. Único. 1a. ed. São Paulo, Ed. Moderna. 1999. 364p.

GOLDBERG, S. Descomplicando... bioquímica. Porto Alegre, Ed. Artmed. 1998. 112p.

GOWDAK, D.; MATTOS, N. S. de. Biologia - Citologia - Embriologia - Histologia. São Paulo, Ed. FTD. 1990. 216p.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 9a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan S.A. 1999. 427p.

KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. 3a. ed. São Paulo, Ed. Harbra. 1996. 267p.

KRASILCHIK, M.; RAW, I.; MINÚCIA, L. A Biologia e o Homem. São Paulo, EDUSP. 2001. 404p.

KREUZER, H; MASSEY, A. Engenharia Genética e Biotecnologia. 2a. ed. Porto Alegre, Ed. ArtMed. 2002. 434p.

LOPES, S. G. B. C. Biologia. Vol. 1. 12a. ed. São Paulo, Ed. Scipione 1994. 270p.

________________ Biologia. Vol. 2. 12a. ed. São Paulo, Ed. Scipione 1994. 332p.

________________ Biologia. Vol. 3. 12a. ed. São Paulo, Ed. Scipione 1994. 272p.

MELLO, M.L.S.; VIDAL, B.C. Práticas de Biologia Celular. São Paulo, Ed. Edgar Blücher. 1980. 71p.

NICCOL, A. GATTACA (filme-vídeo). EUA, Distribuição Columbia Pictures/Sony Entertainment Pictures. 1997. 112 min. Color.

Objetivo. Ensino médio, 1a série, 1o bimestre (CD-ROM ). 2002

PELCZAR, M. J., et al. Microbiologia - Conceitos e Aplicações. 2a. ed. São Paulo, Ed. Makron Books. 1996. 524p.

Positivo. Sinais de Vida - Ensino fundamental, 8a série, 3º bimestre (CD-ROM). 2002.

RACZ, M.L. (trad.) A Viagem do átomo de Nitrogênio. (jogo) http://icb.usp.br/~mlracz/N2/99/N2p99.htm

RUIZ, R. L. Manual Prático de Microbiologia Básica. 1a. ed. São Paulo, EDUSP. 2000. 129p.

Sarmento, C.D; Martins, F.D.; Silva, J.A. Quem é o Lobo Guará? (jogo) (http://www.icb.ufmg.br/~big624/topicos/cadeia/jogos/quemeoloouara.html)

SILVA JR., C. da; SASSON, S. Biologia. Vol. 1. 5a. ed. São Paulo, Ed. Saraiva. 1998. 336p.

__________________________ Biologia. Vol. 2. 5a. ed. São Paulo, Ed. Saraiva. 1998. 448p.

__________________________ Biologia. Vol. 3. 5a. ed. São Paulo, Ed. Saraiva. 1998. 440p.

SOARES, J. L. Biologia - Biologia Molecular - Citologia - Histologia. 1a. ed. São Paulo, Ed. Scipione. 1992. 320p.

SWANSON, C. P. A Célula. São Paulo, Ed. Edgard Blücher LTDA. 1998. 150p.

anexo 1

Roteiros das atividades realizadas no ano de 2002 e listadas na tabela 1 do presente relatório.


1. Os integrantes da equipe de Língua Portuguesa são: Prof. Marcos Lúcio de Sousa Góis, Educador do Instituto de Física - USP/São Carlos, que desde o início do projeto tem-se ocupado das questões de Língua Materna, promovendo a interação com os professores da escola em questão; Profa. Dra. Gladis Maria de Barcellos Almeida, docente do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos; Adriana Franco Petroni, aluna de graduação do Curso de Letras da UNESP, câmpus de Araraquara e Priscila Peripato, aluna de graduação de Curso de Letras da Universidade Federal de São Carlos.