PARTE 1: SERES VIVOS E NÃO VIVOS

A TERRA É HABITADA POR MILHÕES DE SERES

A Terra é habitada por muitos milhões de seres: alguns desses seres são chamados de vivos outros não.

Todos os seres são formados por matéria,. O que distingue um ser vivo de um ser bruto ou não-vivo em primeiro lugar é a composição química.

Na Antigüidade os pensadores achavam que os seres vivos eram dotados de uma exclusiva e misteriosa força vital que lhes confira vida. Hoje não se acredita mais nisso, pois sabe-se que a matéria que forma os organismos vivos embora peculiar, é constituída por partículas semelhantes às que formam a matéria não viva e está sujeita às mesmas leis que regem o universo não-vivo.

Na matéria viva, porém, certos elementos químicos estão sempre presentes em grande proporção, como o carbono ( C ), o hidrogênio (H), o oxigênio (O) e o nitrogênio (N), que junto com vários outros elementos, em menores quantidades, formam substância muito complexas (chamadas genericamente de substâncias orgânicas), que constituem os seres vivos.

Você é um ser vivo, assim como uma planta e uma bactéria. Já uma pedra não é viva, nem uma cadeira.

Os seres vivos não podem ser definidos por apenas uma característica sendo, portanto, necessário levarmos em conta um conjunto de aspectos que os diferenciam dos demais seres.

Vamos analisar essas característica.

Terra/Terra.jpg

OS SERES VIVOS SÃO FORMADOS POR CÉLULAS

Uma das primeiras generalizações feitas no estudo dos seres vivos diz que: “todos os seres vivos são constituídos por células”. Este enunciado constitui a chamada Teoria Celular.

A célula é o elemento fundamental que forma o organismo dos seres vivos. Em geral a célula é tão pequena que só pode ser vista ao microscópio.

A maioria dos seres que conhecemos é formada por grande quantidade de células. Por isso, são chamados de seres pluricelulares. Todos os animais. Entretanto, existem seres vivos formados apenas por uma célula: são os chamados unicelulares. As bactérias e os protozoários são unicelulares.

Apesar de ser uma estrutura muito pequena a célula é composta por várias partes:

As células que constituem o organismo dos seres não são todas iguais. Raízes, folhas, ossos, pele, músculos etc., têm formas diferentes. Isso acontece porque as células que formam essas partes são diferentes.

Um conjunto de células semelhantes que realiza determinada função recebe o nome de tecido.

Os organismos vivos são formados por diferentes tipos de tecidos, que formam a pele, a raiz, o caule, os músculos etc.

Apesar de todos os animais e vegetais serem formados por células existem diferentes entre a célula animal e a vegetal. Vejamos as principais:

Esquema de célula animal e vegetal /Células.jpg

Quando nos referimos à capacidade de movimentação, estamos falando de uma ação voluntária, que um ser vivo faz por si próprio. Os animais se movimentam rápida e ativamente, nadando, correndo ou voando sendo portanto, mais facilmente identificável. Movimentando-se, os animais realizam, com mais facilidade, algumas tarefas básicas, como buscar alimentos, se defender e atacar. Nas plantas a constatação dos movimentos requer uma observação mais cuidadosa pois ocorre mais lentamente. Por exemplo, se girarmos o vaso de uma planta que fica perto da janela. Suas folhas se moverão lentamente até ficarem voltadas em direção à fonte de luz. Essa movimentação, no entanto, demorará vários dias.

Guepardo e Girassol/ Guepardo e Girassol.jpg

Por outro lado, os organismos que não conseguem sintetizar os alimentos, são obrigados a ingeri-los e transformá-los em substâncias semelhantes as que já possuem no corpo. Esses organismos são chamados de heterótrofos ( do grego hetero = outro, diferente e trofo = nutrição) e como exemplo temos os animais.

Tanto os organismos autótrofos quanto os heterótrofos necessitam de retirar energia contida nos açucares são degradadas em água e gás carbônico liberando energia.

Essa energia é utilizada pelos seres vivos em suas várias atividades.

O conjunto de reações químicas que acontecem nos seres vivos ( quer seja na síntese de substâncias ou na degradação das mesmas para obtenção de energia) recebe o nome de metabolismo.

Animal se alimentando/animal comendo.jpg e sol batendo numa planta/plantanosol.jpg

Alguns poucos vegetais, porém, como a sensitiva (Mimosa pudica), também chamada de Dormideira, e certas plantas carnívoras, são capazes de retrair suas folhas em poucos segundos quando tocadas, em uma reação rápida que lembra a de um animal.

Organismos complexos, como o caso do ser humano, possuem órgãos sensoriais (olhos, ouvidos, etc.) altamente especializados em receber os estímulos ambientais. Esses órgãos estão acoplados ao sistema nervoso, que elabora respostas rápidas e adequadas a cada tipo de estímulo.

Os vegetais também respondem a estímulos, embora mais lentamente que os animais. As folhas das plantas crescem em direção à luz: o caule cresce para o alto, em resposta contrária ao estímulo físico da gravidade; as raízes crescem em direção ao centro do planeta, também em resposta à forca da gravidade. Também é conhecido o caso do girassol, que se movimenta orientado pela direção da incidência de raios luminosos do sol.

A capacidade de reagir a estímulos, nos animais excitabilidade; quando se trata de vegetais denomina-se irritabilidade.

Para pensar 1: Baratas que estejam andando à noite, por um cômodo escuro, fogem rapidamente quando a luz é acesa. Qual propriedade dos seres vivos que melhor explica esse comportamento?

Animais correndo. Animal branco na neve/animal na neve.jpg.

Essas etapas constituem o ciclo vital. Os seres brutos, sem vida não possuem ciclo vital. Os seres brutos, por exemplo, não cresce, embora às vezes pareça que isso acontece. Os aumentos nas ondulações das areias do deserto, chamados dunas, não se trata de crescimento. Na realidade, esse aumento ocorre por causa da deposição da areia transportada pelo vento. Todos os seres vivos têm duração limitada. Já os seres brutos podem durar eternamente.

Animal com filhotes/ animal e filhote.jpg

OS SERES VIVOS SE REPRODUZEM

Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar outros seres semelhantes a si mesmos. É por meio da reprodução que as espécies se mantêm através dos tempos. É a reprodução que explica por que, em condições normais, um ser vivo morre, mas a espécie não desaparece. A reprodução pode ser considerada a característica essencial da vida, entretanto, apesar de sua importância, não é uma função vital, pois o ser vivo pode viver sem que haja a necessidade de se reproduzir.

A reprodução pode ocorrer de duas formas principais: assexuada ou agâmica e sexuada ou gâmica.

Reprodução Assexuada: é a reprodução feita com a participação de um só indivíduo, que dá origem a outros seres praticamente iguais a ele. Nessa forma de reprodução não há a participação de células sexuais para a formação de novos seres. Como por exemplo, temos as amebas, certas bactérias, esponjas etc., que se reproduzem assexualmente.

Reprodução Sexuada: Nessa forma de reprodução é necessária a participação de células sexuais, chamadas gametas. Em geral essas células são produzidas por seres diferentes, um masculino e outro feminino. Nesse caso dizemos que esses seres têm sexos separados. Entre os animais vertebrados, por exemplo, os machos formam gametas masculinos e as fêmeas, os femininos. No entanto, alguns seres vivos possuem a capacidade de, no mesmo organismo, formarem tanto gametas masculinos quanto femininos. Esses seres são chamados de hemafroditas. As minhocas, por exemplo, são hermafroditas.

OS SERES VIVOS PODEM ADAPTAR-SE

O termo adaptação pode ser empregado em mais de um sentido. Quando transpiramos e ficamos vermelhos devido ao calor, por exemplo, estamos à temperatura ambiental. Esse tipo de ajustamento é chamado homeostase.

Adaptação também significa a capacidade de um organismo desenvolver, ao longo de milhares de anos, características que permitem melhor ajustamento ao ambiente. Esse processo de mudanças que levam à adaptação recebe o nome de evolução biológica. Os cientistas acreditam que as girafas, por exemplo, descendem de ancestrais que tinham pescoços de comprimentos variáveis. Os indivíduos mais altos tinham mais chance de sobreviver, pois conseguiam alcançar mais facilmente o alimento. Seus filhos herdaram essas características a transmitiram à seus descendentes.

Para pensar 2: Um animal morto é um ser inanimado como uma pedra? Por quê?

Leitura complementar: Biogênese versus Abiogênese e o surgimento da vida

Até os meados do século XIX acreditava-se que os seres vivos podiam surgir espontaneamente da matéria não-viva crença que ficou conhecida como hipótese da geração espontânea ou ambiogênese.

Hoje sabe-se que um ser vivo surge somente através da reprodução (sexuada ou não).

A teoria da geração espontânea surgiu de um erro de interpretação de fatos que até hoje se observam. É um fato, por exemplo, que podem sair moscas da carne em decomposição. A interpretação precipitada levou os cientistas, de um passado não muito distante, a acreditar que a carne podre se transformava em moscas !

Isso tudo, apesar de parecer ridículo hoje em dia, era dito a sério por gente importante no mundo da Ciência, na época. O que acontece é que eles não dispunham dos recursos que dispomos hoje.

Hoje sabemos que moscas podem fazer a postura de seus ovos na carne em decomposição de onde, depois de um certo tempo, surgirão novas moscas.

Diversos cientistas trabalharam no sentido de mostrar que a hipótese da geração espontânea era falsa. Dentre eles destacaram-se Redi, Spallanzani e Pasteur.

A hipótese da geração espontânea era inconsciente e foi derrubada por Pasteur com experimentos simples e bem controlados.

A queda definitiva da hipótese da geração espontânea levantou uma nova questão: se os seres vivos não surgirem, em nenhum caso, da matéria bruta, como teriam surgido na Terra pela primeira vez?

Em 1869 o biólogo inglês Thomas Huxley foi o primeiro a defender a idéia de que os primeiros seres vivos surgiram como resultado de um lento processo de evolução química em nosso planeta. Essa idéia foi retomada e aprofundada na década de 1920 pelo biólogo inglês J.B.S.Haldane e pelo químico russo A I. Oparin. Estes cientístas propuseram que a vida teria surgido a partir de substâncias formadas nas condições existentes na Terra primitiva.

Naturalmente, o impressionante ambiente da Terra primitiva deveria sofrer lentas e profundas alterações, para que pudesse comportar a vida tal como a concebemos. E, por certo, o primeiro ser vivo a surgir teria que fazê-lo espontaneamente, sem qualquer progenitor.

Ora, você deve estar pensando, então, que a teoria da geração espontânea estava correta ! Mas essa “geração espontânea, defendida por Oparin, não é a mesma em que os cientistas acreditavam até o século XIX. Na interpretação moderna Oparin, a geração espontânea é impossível nas condições atuais no nosso mundo. Mas nas condições primitivas que o ambiente da Terra ofereceu há cerca de um bilhão de anos, talvez não tivesse sido impossível a ocorrência desse fato.

O surgimento da vida

Provavelmente, há cerca de 4,5 bilhões de anos surgiu a Terra.

Inicialmente era um imenso globo pastoso que, juntamente com outros milhões de corpos celestes, vagava pelo espaço do infinito Universo. Com o resfriamento da sua superfície, surgiu a primeira camada da costra terrestre, depois, pela rachaduras começaram a aparecer incontáveis vulcões. A lava desses vulcões recobria a crosta que ia se tornando cada vez mais grossa. O vapor de água eliminado durante as erupções vulcânicas foi se acumulando na atmosfera primitiva durante milhões de anos. Por fim, a atmosfera ficou saturada de vapor d'água e começou a chover. A persistência das chuvas, terríveis temporais, acabou esfriando a crosta terrestre e levando ao aparecimento dos mares.

Enquanto isso, os gases que compunham a atmosfera combinavam-se tanto que acabaram-se por originar substâncias orgânicas ( substâncias que, hoje, compõem os seres vivos ). Depois, essas substâncias foram levadas pelas águas das chuvas para o solo quente e arrastadas para os mares. Nas águas mornas daqueles primeiros oceanos, as moléculas de substâncias orgânicas combinaram-se entre si e deram origem a outras substâncias chamadas proteínas. Muitas proteínas foram se juntando e se transformando, dando origem aos coacervados.

Os coacervados não eram seres vivos, mas, sim uma primitiva organização das substâncias orgânicas. Os coacervados depois de muitas transformações adquiriram a capacidade de duplicação. Foi neste momento que surgiu o primeiro ser vivo, que apesar de muito simples era capaz de se reproduzir dando origem a outros seres vivos. Eram seres muito simples, formados por apenas uma célula. Esses seres eram heterótrofos, isto é, se alimentavam de substâncias existentes nos oceanos onde se multiplicavam. Com o passar do tempo o número desses seres aumentou muito. Consequentemente o alimento tornou-se escasso. Então, alguns desses seres sofreram modificações de deram origem a seres unicelulares que podiam sintetizar seu próprio alimento (os autótrofos).

Foi a partir desse dois tipos de seres primitivos que toda a vida se desenvolveu na Terra. Eles foram se diferenciando cada vez mais, e cada um passou a depender do outro para sobreviver. Assim foram se originando todos os seres vivos que hoje conhecemos.

Obs.: Naturalmente, os fatos não ocorreram com a simplicidade descrita, mas na descrição foram consideradas as fases mais importantes até a formação de um esboço da vida.

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PARTE 2: CLASSIFICAÇÃO DA MONENCLATURA DOS SERES VIVOS

POR QUE CLASSIFICAMOS?

Quando nos deparamos com uma grande variedade de objetos ao nosso redor, temos a tendência de reunir em grupos aqueles que consideramos semelhantes, classificando-os. Está é uma característica inerente ao ser humano. O ser humano classifica as coisas porque isso as torna mais fáceis de serem compreendidas.

É provável que o homem primitivo distribuísse os seres vivos em grupos: os comestíveis e os não-comestíveis, perigosos e não-perigosos, etc.

No nosso dia-a-dia, temos constantemente exemplos de classificação de coisas; ao se classificar os selos, por exemplo, levamos em conta critérios de semelhanças como país, o ano do selo, o motivo da estampa., etc.

Em qualquer sistema de classificação são usados determinados critérios. Num supermercado, a disposição dos produtos nos corredores e nas prateleiras obedece a certas regras estabelecidas pelo proprietário. Por exemplo, os produtos de higiene pessoal ficam numa determinada prateleira de uma determinada seção, os refrigerantes numa outra e os chocolates em uma terceira, etc. É claro que o dono de um supermercado pode usar critérios diferentes de arrumação.

Os cientistas também classificam; mas no caso da ciência, não é aconselhável a existência de muitos sistemas diferentes de classificação; podemos perceber que isso tornaria muito difícil a “comunicação” entre cientistas.

A importância da classificação biológica é facilitar a compreensão da enorme variedade de seres vivos existentes.

OS GRUPOS BÁSICOS DE LINEU

A primeira tentativa conhecida de classificação foi feita pelo filósofo grego Aristóteles ( 384-322 a C.).

Aristóteles trabalhou principalmente com animais e classificou várias centenas de espécies. Ele dividia os animais em dois grandes grupos: os com sangue e os sem sangue. Teofrasto, um discípulo de Aristóteles, descreveu todas as plantas conhecidas no seu tempo: ao classificar as plantas, um dos critérios utilizados foi o tamanho; ele as dividia em árvores, arbustos, subarbústeos e ervas.

De Aristóteles até o começo do século XVIII, houve pouco progresso. Foram elaborados alguns sistemas de classificação mas com pouco sucesso. Os critérios eram arbitrários, alguns biólogos classificavam os animais de acordo com seu modo de locomoção, outros conforme o ambiente em que ele vive, etc.

Um exemplo disso pode ser notado ao analisarmos a classificação de um animal tendo por base apenas o ambiente onde ele vive. Pássaros, morcegos e insetos são classificados como animais aéreos e, no entanto, são muito diferentes entre si. Certamente um beija-flor tem mais semelhança com uma ema (terrestre) do que com uma mosca.

Podemos notar que escolher como critério apenas o ambiente não acrescenta muito sobre o grupo.

Estas primeiras classificações eram consideradas artificiais, pois utilizavam critérios que não refletiam as possíveis relações de parentesco entre os seres vivos.

Hoje em dia classificações são naturais, pois procuram agrupar os seres vivos de acordo com o maior número possível de semelhanças, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre os mesmos.

Um grande marco na classificação dos seres vivos foi estabelecido pelo naturalista e médico sueco Lineu.

Lineu desenvolveu um sistema de categorias hierárquicas que, com algumas modificações é usada hoje. No entanto, ele não levou em conta as relações de parentesco evolutivo entre seres vivos, pois acreditava que as espécies existentes na Terra tinham sido criadas uma a uma por Deus, e que, desde o instante da criação até então, elas teriam permanecido sem qualquer alteração. Esse princípio da imutabilidade, denominado fixismo, era crença generalizada entre os naturalistas da época de Lineu.

Atualmente o fixismo não é mais aceito, tendo sido contestado a partir dos trabalhos de Darwin em 1859. Darwin desenvolveu idéias sobre a evolução dos seres vivos através da seleção natural.

A teoria da Evolução biológica ou simplesmente teoria da evolução diz que todos os seres vivos, dos mais simples até o homem, estão sujeitos a contínuas modificações ao longo do tempo. Assim, acredita se que todas as espécies atuais ou as já extintas se originaram a partir de outras, pelo acúmulo de novas características, que revelam as suas adaptações ao diferentes ambientes durante a história da Terra.

Com a aceitação da teoria evolutivas, as espécies deixaram de ser vistas como grupos estáticos de seres vivos.

No sistema proposto por Lineu a espécie e a unidade de classificação e pode ser definida como sendo um grupo de organismos que se cruzam na natureza e cujos descendentes são férteis”.

O atual sistema de classificação dos organismos também considera a espécie como unidade de classificação.

As diferentes categorias de classificação, chamadas de categorias taxonômicas, foram ampliadas. Lineu considerava apenas 5 categorias de espécies semelhantes são agrupadas em um mesmo gênero, os gêneros semelhantes são agrupados numa mesma família; famílias semelhantes são reunidas numa ordem; ordens semelhantes são agrupadas em uma classe; classes semelhantes são agrupadas em um filo ou divisão, e filos ou divisões semelhantes são agrupadas em um reino. As categorias podem ser representadas, da mais ampla para a mais restrita, da seguinte maneira:

REINOFILOCLASSEORDEMFAMÍLIAGÊNEROESPÉCIE

Além dessas categorias, muitas vezes são utilizadas categorias intermediárias, tais como subfilo, infraclasse, superordem, superfamília, subgênero, subespécie.

Para exemplificar o atual sistema de classificação, vamos ver a classificação do homem, desde a categoria mais geral, que é o reino, até a mais restrita, que é a espécie.

REINO

FILO

SUBFILO

CLASSE

ORDEM

FAMÍLIA

GÊNERO

ESPÉCIE

Animalia

Chordata

Vertebrata

Mammalia

Primata

Hominidae

Homo

Homo sapiens

UMA CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS SERES VIVOS

Muitos sistemas de classificação de seres vivos foram propostos, mas esse assunto ainda é muito controvertido.

As ciências biológicas estão em plena expansão e tem sido possível conseguir mais e melhores informações a respeito dos seres vivos, trazendo assim, maiores subsídios para a compreensão de suas histórias evolutivas. Por essa razão, a classificação tem sofrido modificações, pois trata-se de um tema dinâmico, não existindo um sistema que contente a todos.

Num dos primeiros sistemas de classificação, na época de Lineu, era comum a divisão dos seres da natureza em 3 reinos: Vegetalia ou Plantae, Animalia e Mineralia. Essa divisão perdurou até cerca de um 60 anos atrás. Em conseqüência, ainda há quem insista em considerar os seres vivos unicamente em dois reinos: Vegetalia e Animalia.

Um outro sistema proposto, os seres vivos eram colocados em 3 reinos: Protista, Plantae e Aminalia. Este sistema também não é mais utilizado.

Posteriormente surgiu um sistema de classificação onde os seres vivos eram divididos em 4 reinos: Reino Monera ( algas azuis e bactérias ), Reino Protista ( algas, bactérias e fungos ), Reino Plantae (desde musgos até angiospermas ) e Reino Animalia ( desde esponjas até os mamíferos).

Esse sistema ainda é utilizado por algumas pessoas, mas está pouco a pouco sendo substituído por um sistema que agrupa os seres vivos em 5 Reinos:

O sistema dos 5 reinos foi proposto em 1969 pelo biólogo norte-americano R.H. Wittaker e é o mais utilizado atualmente.

NOMENCLATURA DOS SERES VIVOS

Se você consultar um dicionário verificará que o fruto conhecido como ABÓBORA também pode ser chamado de jerimum, jerimu, jurumum, zapolo e zapolito-de-tronco.

É provável que você não conheça todos esses nomes.

Se em uma única lingua de um único país existem tantos nomes para um mesmo organismo, calcule, então, como seria confuso se considerarmos todas as línguas e dialetos que existem no mundo !

Para facilitar a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades, que falam diferentes idiomas, e entre pessoas de diferentes regiões geográficas de um mesmo país, são utilizados nomes científicos para designar as várias espécies de seres vivos.

O sistema atual de nomenclatura segue proposta de Lineu:

Os nomes científicos devem, quando manuscritos, ser grifados. Se impressos devem ser escritos em itálico ( tipo letra inclinada utilizado na imprensa).

Exemplo: Zea mays = milho

gênero epitéto específico

espécie

Para pensar 3: O gato pertence a família dos felinos e à ordem dos carnívoros. Em qual desses dois grupos há maior quantidade de seres?

Leitura complementar: Vírus: um ser diferente

Os vírus são o limite entre a matéria bruta e a matéria viva.

Esses seres são muito especiais, pois não são formados por células. Seu organismo é formado por proteínas e outras substâncias.

De todas as características dos seres vivos, os vírus apresentam somente duas: a capacidade de se reproduzir e de sofrer mutações. Por essa razão, os cientistas ainda não chegaram a um acordo se devem ou não classificar esses seres como organismos vivos. Consequentemente, os vírus não estão agrupados em nenhum reino. Quando as dúvidas que se tem hoje sobre as características desses seres forem esclarecidas, é provável que eles sejam classificadas em um reino exclusivo deles.

O vírus só consegue sobreviver e se reproduzir no interior das células.

Para isso, ele tem que injetar o seu material genético no interior de uma célula viva.

Quando isso ocorre podemos dizer que, de certa forma, o vírus inativa (desliga) o programa da célula e quase que a obriga a fabricar novos vírus, esses novos vírus irão contaminar novas células e, se o processo não for interrompido, ocorre o que chamamos de infecção.

Um ser que vive a custa de outros causando prejuízos denomina-se parasita.

O vírus é um parasita intercelular, pois para manifestar-se necessita penetrar numa célula.

Ao se reproduzirem no interior dos seres vivos, os vírus desequilibram o organismo causando o que denominamos doença.

Existem vírus que atacam animais e outros que atacam somente vegetais.

Na espécie humana podemos destacar doenças que são causadas por vírus: a gripe, a caxumba, o sarampo, a hepatite, a febre amarela, a poliomelite ( ou paralisia infantil ), a raiva, a rubéola, etc.

Quando substâncias estranhas (chamadas antígenos) penetram no nosso organismo ( o vírus, por exemplo), existem células do nosso sangue ( certos glóbulos brancos) que são capazes de percebe-las, alertando outras células para o perigo de uma infecção.

As células alertadas, outros glóbulos brancos, fabricam proteínas de defesa chamadas anticorpos, que inativam os antigenos.

Dessa forma o nosso corpo identifica e neutraliza a ação de certos microorganismos, inclusive os vírus.

Essa capacidade de defesa denominam-se imunização.

Não existem medicamentos para combater os vírus depois que eles passam a parasitar um organismo. Nesse caso o único procedimento possível é esperar que o organismo reaja e produza anticorpos específicos para destruí-los. É o caso, por exemplo, da gripe. Não existem remédios para essa doença. O que há são medicamentos para livrar os sintomas desconfortáveis que ela provoca, como dores de cabeça, febre, etc.

No entanto alguns vírus são responsáveis por doenças fatais ou que deixam seqüelas graves, é o caso da AIDS que é fatal, ou da poliomielite, que pode deixar uma pessoa paralítica ou com sérios problemas motores.

Contra algumas doenças viróticas existem vacinas, que são medicamentos preventivos; portanto não cura um organismo já infectado por vírus.

As vacinas são produzidas a partir de vírus mortos ou enfraquecidos. Uma vez introduzidos num indivíduo, esses vírus não tem condições de provocar a doença, mas são capazes de estimular o organismo a produzir anticorpos, imunizando-o .

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PARTE 3: REINO ANIMALIA

CARACTERIZAÇÃO

Atualmente são conhecidas cerca de 1 milhão de espécies pertencentes ao reino Animalia, enquanto outras estão sendo constantemente identificadas. Esses organismos chamados genericamente de animais possuem características comuns:

Os animais dos filos citados na tabela 1 não possuem coluna vertebral, por isso são chamados de Invertebrados. Além desses filos, existe o Filo dos Cordados. Os representantes desse filo possuem, durante a vida embrionária, três características: notocorda (eixo esquelético), fendas branquias (perfurações ao lado da faringe) e tubo nervoso dorsal ( participa da formação do sistema nervoso ). O filo dos cordados divide-se em 4 subfilos, dos quais veremos apenas o subfilo dos Vertebrados (tabela 2).

Tabela 1: Os invertebrados

FiloClassesRepresentantesCaracterísticas
1. Poríferos

Calcários

Hexactinélidas

Demospôngias

Esponjas calcárias

Esponjas de vidro

Esponjas de banho

Aquáticos

Apresentam pontos na parede do corpo. Embora pluricelulares, não formam tecidos
2. Celenterados

Hidrozoários

Citozoários

Astozoários

Hidra e obélia

Águas-Vivas

Corais e anemônas

Aquáticos, formam tecidos, mas não formam órgãos

Possuem cnidoblastos (células urticantes)
3 - Platelmintos

Turbelários

Trematódeos

Cestóides

Planária

Esquistossomo

Cestóides
Vermes de corpo achatado dorsoventralmente. De vida livre e parasitas.
4 - NematelmintosNematódeosLombriga, ancilóstomoVermes de corpo cilíndrico. De vida livre e parasitas.
5 - Anelídeos

Oligoquetos

Poliquetos

Hirudíneos

Minhocas

Nereis

Sanguessugas
Vermes anelados . Vida livre, em solos úmidos, água doce ou salgada
6 - ArtrópodosInsetosMoscas, barbeiros, borboletasCorpo com cabeça, tórax e abdômen. Um par de antena e três pares de pata.
CrustáceosCamarões, siris, caranguejosCorpo com cefalotórax e abdômen. Dois pares de antenas e vários pares de patas. Maioria marinho.
AracnídeosAranhas, escorpiões e carrapatos

Corpo com cefalotórax e abdômen.. Não possuem antenas. . Quatro pares de pata.

QuilópodesCentopéias e lacraiasAnelados, um par de patas por anel e com um par de antenas.
DiplópodesPiolho-de-cobra Anelados com dois pares de pata por anel.
7 - Moluscos

Gastrópodes

Pelecípodes

Cefalópodes

Caramujos

Ostras e mariscos

Lulas e polvos
Animais de corpo mole, geralmente com concha calcárea. Marinhos, de água doce e terrestre.
8 - Equinodermos

Asteróides

Ofiuróides

Equinóides

Holoturóides

Crinóides

Estrela do mar

Serpente do mar

Ouriço do mar

Pepino do mar

Lírio do mar
Exclusivamente marinhos. Espinhos na superfície do corpo, esqueleto interno formado por placas calcárias.

Tabela 2: Os vertebrados

SubfiloClassesRepresentantesCaracterísticas
Vertebrados

Peixes cartilaginosos

Peixes ósseos

Tubarão, cação

Cavalo-marinho, bagre, dourado, cavalinha

Esqueleto cartilaginoso. Pecilotérmicos. Marinhos e de água doce.

Esqueleto ósseo. Pecilotérmicos. Marinhos e de água doce.

AnfíbiosSapos, rãs e pererecas

Fases larvárias são aquáticos e quando adultos terrestres. Pecilotérmicos, terrestres e de água doce.

RépteisCobra, jacaré, tartarugaAndar rastejante. Pecilotérmicos, escamas ou placas córeas, adaptados ao ambiente terrestre.
AvesEma, pingüim, tuiuiú, canáriosCapazes de voar. Dípedes. Homeotermos (temperatura constante). Possuem bico e penas.
MamíferosBaleia, golfinho, morcego, homem, cachorro, vacaTerápodes (quatro extremidades). Possuem pêlos e glândulas mamárias. Homeotermos

Tendo em vista a extensão do Reino animal vamos abordar apenas os principais aspectos de cada filo ou subfilo.

INVERTEBRADOS

1-Filo Porífera

O Filo Porífera (poríferos) é constituído pelas esponjas, animais sésseis (fixos) que vivem em ambiente marinho e de água doce.

Quanto á forma, as esponjas podem ser tubulares, ramificadas globulares, em forma de copa, etc. Quanto a cor, em geral são cinzentas ou pardas. Encontram-se contudo, esponjas vermelhas, amarelas, violetas, negras e azuis. Vivem reunidas em colônias que pode variar em tamanho de 1 milimetro a 2m.

O corpo das esponjas é recoberto por poros, daí o nome de Porifera ( poros=poro, phorus = portador de ) ao filo. As esponjas têm no ápice do corpo uma abertura denominada ósculo e internamente uma cavidade chamada átrio.

Os poríferos são animais filtradores: a água e os alimentos entram pelos poros, circulam pelo átrio, e pelo ósculo são eliminados juntamente com água os restos não -aproveitáveis.

As esponjas podem reproduzir-se tanto sexualmente, por brotamento, quanto sexuadamente.

Na reprodução por brotamento aparece um “broto” no corpo do animal que, depois de um determinado tempo pode soltar-se ou não e formar outro indivíduo.

2 - Filo dos Celenterados

Os animais que compõem o grupo dos celenterados são aquáticos e quase todos marinhos.

Os celenterados compreendem as hidras, águas-vivas, caravelas, corais e as anêmonas-do-mar.

Os celenterados possuem simetria radial, pois seu corpo pode ser dividido, pois seu corpo pode ser dividido em vários planos de simetria, dispostos em raios.

Nesse filo encontramos dois tipos de indivíduos: as medusas, que são natantes, e os pólipos, que são fixos. A forma pólipo é cilindrica, com uma das extremidades apoiadas num substrato qualquer e a outra livre. A medusa é arrendodada (forma de guarda-chuva) e de vida livre. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais (colônias sésseis), e das caravelas (colônias flutuantes).

Ao longo de todo o corpo do animal, mas em maior quantidade nos tentáculos, aparecem células especiais chamadas cnidoblastos que quando tocadas, lançam para fora um filamento com um líquido urticante. Esse líquido pode provocar sérias queimaduras no ser humano. Os cnindoplastos participam dos celenterados e também na captura de alimentos.

A reprodução dos celenterados pode ser sexuada e assexuada.

A reprodução assexuada pode ser feita por brotamento. A reprodução sexuada se faz por gametas, com fecundação externa ( os gametas se unem na água ) ou interna ( no interior da fêmea ).

Em muitos celenderados, a reprodução assexuada se alterna com a reprodução sexuada, num ciclo que há também uma alternância de formas de pólipos e medusas. Esse tipo de reprodução é chamado Alternância de gerações ou Metagênese.

3 - Filo Platelmintos

Os platelmintos são vermes com o corpo achatado ( plato = chato; helminto = verme ), também chamados de vermes em forma de fita.

Os platelmintos são os primeiros animais a apresentar simetria bilateral. Isso quer dizer que esses animais têm o corpo formado por duas metades simétricas. Nós, por exemplo, somos bilaterais simétricos. Existe apenas um plano que divide imaginariamente nosso corpo em duas metades simétricas.

Alguns platelmintos, como as planárias, de vida livre, vivem na água ou na terra. Outros, como a tênia ou solitária e o esquistossomo, são parasitas de vertebrados, inclusive do homem.

A planária tem grande poder de regeneração: as vezes utiliza esta capacidade e reduz-se assexualmente dividindo-se ao meio. A metade anterior regenera a parte posterior e a metade posterior regenera a anterior.

Os platelmintos reproduzem-se, na grande maioria das vezes, sexualmente. Existem platelmintos hemafroditas (Tênia e planetária) e platelmintos de sexos separados (Esquistossomo).

Muitos platelmintos têm grande interesse médico pois causam doenças em vários animais inclusive no homem. Para compreender como doenças são adquiridas, faz-se necessário o estudo do ciclo vital dos platelmintos parasitas.

Vejamos agora algumas doenças causadas por platelmintos:

Esquistossomose

A esquistossomose ou barriga d'água é doença causada pelo verme Shistosoma mansoni (Esquistossomo). Esse verme parasita as veias do intestino, afetando também o fígado e as vias urinárias. A pessoa infectada defecando em local inadequado elimina os ovos do verme junto com as fezes. Se eles atingirem a água doce, desenvolvem-se em larvas chamadas miracídios. O miracídio precisa de um caramujo para continuar seu desenvolvimento. Não qualquer caramujo, mas só do gênero Bionphalaria. Após infestar o caramujo, o miracídio sofre inúmeras transformações e passa a chamar-se cercária. A cercária sai do caramujo e fica nas águas paradas dos lagos, açudes ou represas. Quando uma pessoa entra em contato com a água contaminada, seja lavando roupa, banhando-se ou brincando, a cercária penetra pela pele e circula através da corrente sangüínea, chegando ao fígado, onde torna-se adulta e o ciclo reinicia.

Como você pode perceber, o Esquistossomo precisa de dois hospedeiros para se desenvolver completamente: um intermediário (que abriga as fases jovens do parasita) - o caramujo - e um definitivo (que abriga a fase adulta do verme) - o homem.

Sintomas: Os sinais e sintomas da esquistossomose têm relação com a localização dos vermes no organismo humano. Os doentes apresentam, geralmente, aumento do tamanho do fígado e do baço e do volume abdominal.

Profilaxia: A profilaxia da doença faz-se pelo combate ao caramujo, que é hospedeiro intermediário. São também importantes as medidas relativas à educação sanitária, desincentivando o uso de água parada como lugar para banhos.

Teníase:

A tênia é também chamada de solitária pois geralmente encontra-se apenas um verme no corpo do hospedeiro. Há dois tipos de solitárias: a Taenia solium e a Taenia saginata. Ambas são parasitas intestinais e causam doença chamada teníase, sendo que uma adquire-se ingerindo a carne de porco contaminada (Taemia solim) e a outra carne de vaca (Taenia saginata).

O corpo desses animais é dividido em partes chamadas proglotes. São animais hermafroditas capazes de se auto-fecundar, sendo que os espermatozóides de uma proglote fecundam os óvulos de outra proglote de um mesmo animal. As poglotes depois de fecundadas e cheias de ovos são chamadas proglotes gravidas.

Junto com as fezes de um indivíduo contaminado saem as proglotas cheias de ovos, esses ovos podem ser ingeridos por um porco ou vaca. Dentro do corpo do animal esses ovos dão origem a larvas que perfuram a parede do intestino e são conduzidas pelo sangue até os músculos (carne). Aí elas se desenvolvem, formando uma bolinha branca chamada cisticerco, também conhecida como canjiquinha e pipoca. Se o homem comer essa carne mal cozida ou mal passada, os cisticercos poderão desenvolver-se em seu intestino, dando origem a uma tênia.

Sintomas: Os sintomas da teníase são dores abdominais, alterações no apetite, diarréias e ocasionais nervosismos. A teníase é muito prejudicial à saúde, pois a tênia consome praticamente todo o alimento que a pessoa ingere, deixando-a bastante fraca.

Profilaxia: A profilaxia pode ser feita evitando-se comer carne, de porco ou de boi, mal cozida, através da construção de sanitários em locais adequados, do tratamento da água dos esgotos e da inspeção rigorosa da carne de porco e de boi nos abatedouros dos açougues.

Há uma forma ainda mais grave dessa doença que recebe o nome de cisticercose.

Grave e as vezes fatal essa doença é contraída através da ingestão de ovos do verme em frutas ou verduras mal-lavadas. Quando isso acontece, repete-se no organismo humano aquilo que acontece no boi ou no porco: os ovos dão origem a larvas que atravessam a parede intestinal e atingem órgãos como o globo ocular, os pulmões e o cérebro. Os sintomas dessa doença dependem da localização dos cisticercos.

4 - Filo Nematelmintos

Os nematelmintos (nemato = fio, helminto = verme) são vermes, como o próprio nome diz, de corpo alongado e cilíndrico assemelhando-se a um fio.

Os mematelmintos podem ser de vida livre e parasitas. Os de vida livre são geralmente microscópicos e podem ser aquáticos ou terrestres.

Os parasitas podem causar doenças a plantas e animais.

A seguir veremos principais nematelmintos parasitas do homem.

VermesdoençacontaminaçãoSintomasprofilaxia
Ancylostoma duodenale e necator americanusAmbos causam amarelão
  • andar descalço: as larvas penetram na sola do pé
  • ingestão de ovos do verme
Anemia, diarréia, úlceras intestinais e geofagia (vontade de comer terra
  • cuidados com o local de decomposição de fezes humanas para que os ovos do verme não cheguem ao solo
    • uso de calçados
    • evitar contaminação de alimentos
Ascaris lumbricoidesAscaridiase ou lombrigaIngestão de ovos do vermeFalta de apetite, dor no abdômen, diarréia ou prisão de ventre e as vezes vómitosTomar água filtrada, clorada ou fervida. As verduras devem ser lavadas cuidadosamente antes de consumidas

Enterobius

vermiculares
Elefantiase filarioseTransmissão de larvas do verme através da picada do mosquito Culex fatigansHipertrofia (aumento) das regiões afetadas (pernas, mamas ou saco escrotal)Combate ao mosquito transmissor em sua fase adulta ou larvaria
Ancylostoma brasiliensisBicho geográficoAtravés da penetração das larvas (presentes nas feses de gato e cachorro) na peleMarcas na pelo por onde a larva passa, coceira e irritação no localEvitar contato com fezes de animal, principalmente cães e gatos

5 - Filo Anellida

Os anelídeos são animais com o corpo segmentado em anéis, característica que deu nome ao filo.

Alguns vivem no mar, outras na água e na terra, enquanto outros são exclusivamente terrestres.

Os anelídeos têm aparelho digestivo completo com boca e ânus. A respiração é cutânea ou através de brânquias modificadas (nos aquáticos). Os anelídeos são divididos em três classes: poliquetas, oligoquetas e hirudíneos. Essa classificação foi feita com base na presença e no número de filamentos locomotores, as cerdas. Vejamos a seguir as características de cada uma dessas classes:

Poliquetas:

Animais marinhos com muitas cerdas, inseridas em projeções laterais ao corpo chamadas parapódios.

O primeiro anel do corpo desses animais forma a cabeça que é destacada do resto do corpo do animal. Raramente são hermafroditas; a maioria possui sexos separados. Exemplos: nereida, sérpula etc.

Oligoqueta: Animais com poucas cerdas, geralmente terrestres. Respiram pela pele e apresentam como característica típica, o clitelo.

As minhocas são representantes típicos dessa classe. São hermafroditas mas a reprodução ocorre por fecundação cruzada (dois indivíduos trocam espermatozóides entre si).

As minhocas vivem sob o solo, onde cavam túneis e galerias com movimento ondulatórios do corpo. Dessa forma, elas arejam o solo, tornando possível a respiração das raízes dos vegetais.

São por isso úteis à agricultura.

Hirudínea São animais que não possuem cerdas, com ventosas ao redor da boca e na região posterior do corpo que auxiliam na locomoção.

Podem ser aquáticos e terrestres. As sanguessugas representam essa classe. Algumas sanguessugas são parasitas externos, alimentando-se de sangue. Nesse caso fixam-se à pelo do hospedeiro por meio das ventosas.

Uma sangria

O médico entra no quarto com sua maleta, retira dela um frasco de vidro e senta-se ao lado da cama onde está o paciente deitado de bruços com as costas nuas. Ele abre o frasco, pega com uma pinça cinco sanguessugas e os coloca sobre as costas do paciente que se mexe impacientemente.

Após uns 15 minutos, o médico retira os animais que haviam se prendido fortemente na pele, por ventosas, e os coloca nos vidros. Cada um tem então aspecto volumoso e rígido.

O médico limpa os pequenos cortes na pele do homem e pergunta como se sente. Ouve a resposta “parece que estou melhor”.

Essa história é uma descrição de uma sangria, feita com Hirudo medicinalis, ou seja, a sanguessuga medicinal. Antigamente, essa era uma prática comum para diminuir a pressão arterial de pessoas que sofriam de hipertensão (pressão alta).

6 - Filo Arthropoda

Os artrópodes constituem o grupo animal mais numeros existente na Terra: de cada quatro animais existentes, três são artrópodes! Esses animais vivem em todos os ambientes: marinhos, fluvial, terrestre e mesmo aéreo.

Os representantes desse filo recebem esse nome porque possuem pernas articuladas (arthro = articulação, poda = pés) . Não são somente as pernas que possuem articulações, mas sim todas as demais extremidades, como por exemplo, as antenas e as peças bucais.

O esqueleto dos astrópodes é externo, recebendo por isso o nome de exoesqueleto. É muito resistente, formado por uma substância chamada quitina e por sais de cálcio. A casquinha de siri, do besouro da cigarra e do camarão são exemplos de exoesqueleto.

O exoesqueleto não cresce junto com a animal. Assim, de tempos em tempos, é preciso trocá-lo, de modo que trocamos nossos sapatos e roupas quando eles se tornam apertados. Essa troca de exoesqueleto chama-se muda.

O corpo dos artrópodes é, geralmente, dividido em cabeça, tórax e abdome. Alguns, como a lacraia, têm corpo dividido em vários segmento, enquanto outros, como a aranha possuem a cabeça e o tórax formando uma única peça chamada cefalotórax.

De acordo com as características que apresentam, os artrópodes podem ser divididos em cinco classes: crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes.

Vejamos as principais características de cada uma:

Crustáceos

A variedade de forma dentre os crustáceos é muito grande. Existem indivíduos macroscópicos e muitas formas microscópicas.

Os crustáceos são encontrados no mar, na água doce, na água salobra e em ambientes terrestres úmidos.

São características por possuírem:

São exemplos de crustáceos: lagosta, camarão, siri, caranguejo e tatuzinho-de-jardim.

Insetos Os insetos vivem em quase todos os ambientes ar, na terra e na superfície da água. São os únicos artrópodes capazes de voar.

Os insetos tem as seguintes características:

Ex.: gafanhoto, barata, percevejo.

Ex: borboleta, mosca etc.

Alguns insetos holometábolos possuem a fase larval aquática, como é o caso de importantes mosquitos vetores de doenças, exemplos: Culex, que transmite a elefantíase. Anopheles, que transmite a malária e Aedes aegypti, que transmite a dengue e a febre amarela.

Aracnídeos

Os aracnídeos são animais predominantemente terrestres, vivendo sob pedras, troncos ou buracos construídos em barrancos.

Esses animais são representados pelos carrapatos, aranhas, escorpiões opiliões, ácaros etc.

As aranhas e escorpiões são de grandes interesse médico, pois algumas espécies possuem veneno prejudiciais ao homem.

Algumas espécies de ácaros parasitam os animais, incluindo o homem.

Os aracnídeos são caracterizados por possuírem:

Os aracnídeos diferem dos outros artrópodes por não possuírem antenas nem mandíbulas.

Quilópodes e Diplópodes

Esses dois grupos são chamados popularmente de Miriápodes (mil pés), pois tais animais são caracterizados pelo grande número de patas que possuem.

São exclusivamente terrestres, vivem ao abrigo da luz, lugares úmidos sob folhas, madeiras, pedras etc.

A coloração do corpo desses animais geralmente é escura, podendo ser parda clara ou com tons alaranjados.

Os quilópodes têm o corpo achatado dors0-ventralmente, dividido em cabeça e tronco segmentado: apresentam um par de antenas. Há um par de patas por segmento do corpo, sendo que o primeiro segmento é dotado de estruturas para injetar veneno, denominado forcípulas. São animais carnívoros, de deslocamento rápido, com tamanho variado de 1 a 20 cm, genericamente chamados de lacraias ou centopéias.

Os diplópodes têm o corpo cilíndrico e não possuem forcípulas: seu tronco apresenta dois pares de patas por segmento, com exceção do primeiro. São animais herbívoros e de deslocamento lento, que se enrolam quando são atacados e possuem glândulas que liberam líquidos repugnantes. São denominados embuás ou piolho de cobra.

7 - Filo mollusca

A pérola é formada entre o manto e a concha pela sucessiva deposição de madrepérola em torno de um grãozinho de areia, um fragmento de concha ou em torno de vermes microscópicos que ali tenham penetrado.

Os moluscos constituem um dos maiores filos animais, incluindo formas como ostras, caramujos, lulas e polvos. Esses animais são, aparentemente, diferentes entre si. Possuem no entanto, características em comum que os incluem no mesmo grupo.

O temo molusco deriva-se de mollis que significa mole. O grupo dos moluscos apresenta geralmente três partes especializadas: a cabeça, com a boca e os órgãos sensoriais: o , geralmente adaptado para locomoção; e a massa visceral, que aloja os órgão internos. Essa região é revestida por uma dobra da pele, chamada manto, responsável pela produção da concha. Os moluscos são na maioria aquáticos.

Esses animais geralmente possuem uma concha. Os moluscos são na maioria aquáticos.

Esses animais geralmente possuem uma concha que pode ser externa formada por uma só peça como no caso dos caramujos, ou formadas por duas peças como no caso das ostras. Entretanto, nem todos os moluscos a possuem. A lula, por exemplo, apresenta uma concha interna reduzida, enquanto a lesma e o caracol não possuem alguma.

O grupo dos moluscos é muito numeroso e variado. Há moluscos de grande importância econômica, como as ostras utilizadas na alimentação e as produtoras de pérolas.

8 - Filo Equinoderma

São animais exclusivamente marinhos. São encontrados ao longo da costa e do fundo do mar. Alguns vivem fixos e os que se locomovem o fazem lentamente.

São exemplos de equinodermos: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, bolacha da-praia, etc.

Todos os equinodermos apresentam espinhos na pele: característica que deu nome a este grupo de animais (esquino = espinho, derma = pele). Em alguns como no pepino-do-mar os espinhos são atrofiados; em outros, como no ouriç0-do-mar, são fortes e bem desenvolvidos.

Esses animais apresentam um esqueleto interno formado por placas calcárias. Essa característica os diferencia da grande maioria dos invertebrados que possuem um esqueleto externo como no caso dos artrópodes.

As principais características que esses animais apresentam e que os diferenciam dos demais são:

VERTEBRADOS

Peixes

Os peixes são animais aquáticos e um dos mais primitovos dentre os vertebrados.

Os animais desse grupo têm o corpo fusiforme o que faz com que sejam excelentes nadadores.

O coração apresenta duas cavidades, uma aurícula e um ventrículo, por onde só passa o sangue venoso.

São divididos em 2 classes: os peixes ósseos (Osteichthyes) e os peixes cartilaginosos (Chondrichthyes).

Os peixes cartilaginosos compreendem os tubarões, os cações, e as rais. Apresentam as seguintes características:

Os peixes ósseos o bonito, o baiacu, o bagre, a sardinha, o cavalo-marinho etc. Apresentam como características:

Anfíbios

Os únicos amfíbios que possuem veneno são algumas espécies de sapos, que possuem glândulas produtoras de veneno, chamadas paratóides. Mas o sapo não possui nenhuma estrutura para injetar o veneno. As glândulas paratóides eliminam o veneno quando comprimidas, o que ocorre quando são abocanhados por um predador. Se atingir os olhos, o veneno pode provocar irritação muito forte.

Os anfíbios compreendem os sapos, rãs, pererecas, salamandras e cobras-cegas. São animais de quatro patas (tetrápodes). Quando adultos geralmente respiram por pulmões, mas suas larvas (girinos) vivêm na água e têm respiração branquial. Os anfíbios não apresentam escamas. Seu corpo é recoberto por uma pele lisa, fina e umedecida pela secreção de glândulas, de tal modo que parte da respiração se faz pela pele (respiração cutânea). São animais pecilotérmicos.

O coração apresenta-se formado por três cavidades, duas aurículas e um ventrículo. No ventrículo ocorre ampla mistura entre sangue venoso e sangue arterial.

Os anfíbios dependem da água, onde ocorre a fecundação. O ovo origina uma larva com respiração branquial, a qual posteriormente sofre metamorfose, transformando-se em um adulto com respiração pulmonar. É daí que provém o nome da classe, uma vez que os anfíbios têm uma vida aquática quando jovens e outra terrestre quando adulto.

Usando como critérios sistemáticos a presença ou ausência de patas e cauda nos adultos, a classe dos anfíbios é dividida em três ordens:

Répteis

Os répteis mais temidos são, sem dúvida, as cobras. Na natureza não há vilões. Não mate cobras simplesmente pelo fato de estarem vivas. Elas mantém o equilíbrio natural, comendo roedores, que transmitem doenças e dão prejuízos nas plantações e paióis.

Os répteis compreendem as tartarugas, cobras, largatos, jacarés e crocodilos. São animais tetrápodes. Seu corpo é recoberto por escamas ou por placas córneas. Têm respiração pulmonar e o coração apresenta-se formado por quatro câmaras, duas aurículas e dois ventrículos. A separação entre os ventrículos não é completa, de modo que ocorre certa mistura do sangue venoso com o arterial.

Os répteis apresentam fecundação interna e são na maioria ovíparos.

Alguns porém são ovovivíparos.

Assim como os anfíbios os répteis são animais pecilotérmicos.

A classe dos répteis pode ser dividida em três ordens principais

O sucesso dos répteis

Quando os répteis apareceram no mundo, surgiram com uma inovação - as fêmeas após serem fecundadas, desenvolviam um ovo com casca dura, capaz de ser chocada na areia, ao sol, mas em terra e não na água. Isso facilitou a vida dos répteis, pois eles puderam conquistar novas áreas, mesmo longe da água.

Você sabe que existe cobras e lagartos até nos desertos?

Venenosos ou peçonhentos?

Todo ser vivo capaz de produzir substância tóxica ( veneno ) para outro ser é dito venenoso.

Os seres vivos que além de produzirem essas substâncias também possuem estruturas especiais para a inoculação ( introdução ) do veneno são chamados peçonhentos.

Portanto um sapo pode ser venenoso, enquanto que algumas cobras são ditas peçonhentas assim como também são considerados peçonhentos uma vespa e um escorpião.

No Brasil as cobras peçonhentas são: as jararacas, urutus, cascavéis, surucucus e a coral verdadeira.

Aves

Embora comumente consideradas bípedes, pois andam sobre apenas dois membros, as aves são na verdade, tetrápodes. Os membros anteriores transformam-se em asas, órgãos fundamentais para o vôo.

São animais com o corpo recoberto de penas, sem dentes e com um bico córneo. Apresentam os membros anteriores transformados em asas que lhe permitem voar.

A respiração é pulmonar, e o coração é dividido em quatro câmaras (duas aurículas e dois ventrículos), não ocorrendo mistura entre o sangue venosos e o sangue arterial.

As aves são animais homeotermos, isto é, possuem mecanismos de manutenção da temperatura corporal, a qual mantém-se constante independentemente da temperatura ambiente.

A fecundação é interna e são ovíparas.

O vôo das Aves

Muito importantes para o vôo das aves são as formas do corpo e das asas, que oferecem mínima resistência à passagem do ar.

Os movimentos das asas dependem de músculos situados no peito. Nas aves voadoras, o osso do peito, chamado esterno, possui uma quilha, onde se prendem músculos bem desenvolvidos que movimentam as asas.

As aves apresentam outra adaptações para o vôo. Uma delas são os sacos aéreos. Trata-se de cinco pares de sacos cheios de ar que se ramificam a partir dos pulmões. Esses sacos penetram entre os órgãos e chegam ao interior dos ossos pneumáticos, outra adaptação importante nas aves.

Os ossos pneumáticos são ossos muito leves, com cavidades que se enchem de ar diminuindo assim o peso da ave. Finalmente, também ocorre para a redução de peso a não-retenção de urina e fezes.

Ambos são eliminados logo após a sua formação.

Mamíferos

Os mamíferos compreendem o homem, o macaco, o boi, o cachorro, o gato, a baleia, o morcego, etc.

A principal característica dos mamíferos é a presença de glândulas mamarias nas fêmeas, daí o nome que receberam ( do latim: mamma = mama, teta: feros = portador ).

Outra característica importante nos mamíferos é a presença de pêlos recobrindo o corpo.

Além das glândulas mamarias, os mamíferos possuem outras glândulas que não as sebáceas e as sudoríparas, lacrimais e odoríferas.

Todos os mamíferos são homeotermos e têm respiração pulmonar, inclusive os aquáticos como a baleia, o golfinho e o peixe-boi.

Uma outra característica importante nos mamíferos é a presença do diafragma ( músculos que separa o tórax do abdomen, cujos movimentos relacionam-se com a entrada de ar nos pulmões e com sua saída ).

Os mamíferos são animais vivíparos ( as fêmeas parem as crias já completamente formadas ) e com fecundação interna.

O coração é dividido em quatro câmaras ( duas aurículas e dois ventrículos), não ocorrendo mistura entre o sangue venoso e o sangue arterial.

O sucesso dos mamíferos

A grande vantagem apresentada pelos mamíferos é a capacidade das fêmeas gerarem seus filhotes dentro do ventre. E isso só se tornou possível para os mamíferos porque neles as fêmeas possuem um órgão chamado útero, em cujo interior de desenvolve um embrião. No útero também se forma a placenta, que faz a ligação entre o filho e a mãe. A placenta permite ao embrião nutrir-se e respirar dentro do ventre da mãe, através do sangue dela. Depois que o filhote nasce, a placenta é expelida ( eliminada ) pela mãe.

Questões para auto avaliação

Respostas das questões de auto avaliação

Peixes cartilaginosos: esqueleto cartilaginoso, boca ventral e ausência de opérculo.

PARTE 4: REINO PLANTAE

CARACTERIZAÇÃO

O Reino Plantae, também conhecido como reino vegetal, compreende seres eucariontes, pluricelulares, autótrofos, que realizam fotossintese.

A exemplo dos animais, o organismo vegetal é reconstituído por células. Contudo, sua organização é bastante diferente. Se seus órgãos têm funções paralelas às dos sistemas animais, o mesmo não pode se dizer da sua estrutura. Em relação aos animais falamos em sistemas digestivos, respiratório; reprodutor, etc.; no que diz respeito às plantas, tratamos de órgãos: a raiz, o caule, a folha, a flor, o fruto e a semente.

As plantas são divididas em dois grandes grupos:

OS ÓRGÃOS E SUAS FUNÇÕES

A raiz tem por função fixar a planta ao solo e retirar dele água e sais minerais, essenciais à vida vegetal. O caule mantém a planta ereta. Em seu interior encontram-se vasos condutores de siva. Por seiva entende-se o líquido absorvido pelas raízes ( seiva bruta ) e as substâncias produzidas pela fotossintese ( seiva elaborada ).

Há vegetais que não possuem vasos condutores. Nesse caso, a distribuição da seiva se faz de célula a célula. A maioria, porém, é dotada de vasos condutores.

Do caule partem ramos onde se prendem as folhas, levando a seiva bruta e trazendo a seiva elaborada. As folhas são, portanto, a parte dos vegetais onde ocorre a fotossintese. A seiva elaborada por ela produzida é distribuída todas as partes do vegetal, garantindo a sua sobrevivência.

Nas folhas também acontecem os processos de respiração e transmissão vegetal.

Flores e sementes são órgãos que se relacionam com a reprodução vegetal.

CRIPTÓGAMAS

As criptógamas podem ser divididas, com base na organização do corpo, em grupos menores:

1 - Talófitas

As Talófitas são criptógamas cujo corpo é um talo, estrutura não diferenciada em raíz, caule e folha. São as algas pluricelulares.

Um dos critérios de classificação das algas é a cor. As algas segundo esse critério são divididas em:

A importância das algas

As algas realizam a maior parte da fotossintese que ocorre no planeta. São, portanto, os mais importantes produtores de alimento e energia.

Grande quantidade de oxigênio existente na hidrosfera e na atmosfera se deve à fotossintese realizada pelas algas.

As algas vermelhas são ricas em iodo e constituem uma valiosa de substâncias como o ágar-ágar ( utilizado em laboratório para a cultura de bactérias e a caragenina ( utilizada como estabilizador de sorvetes, pastas de dentes e doces ).

2 - Briófitas

As briófitas são plantas de pequeno porte, sendo que na maioria não ultrapassa 20 cm de altura.

Vivem em ambientes úmidos e sombreados, uma vez que não são suscentíveis à dessecação.

As briófitas apresentam estruturas chamadas rizóides, caulóides e filóides que desempenham um papel semelhante ao da raiz, caule e folhas. No entanto, não têm vasos condutores de siva; tanto a seiva elaborada quanto a bruta passam diretamente de uma célula para outra, através de suas paredes.

O grupo das briófitas têm os musgos como principal representante.

3 - Pteridófitas

As pteridófitas são as primeiras plantas a possuir vasos condutores de seiva. A existência dos vasos possibilitou às plantas a conquista definitiva do ambiente terrestre. Os vasos permitem o transporte rápido da água e sais minerais até as folhas e de seiva elaborada para as demais partes da planta.

Os principais representantes do grupo são as samambaias e as avencas.

Nas pteridófitas as folhas se desenrolam a partir do centro da planta.

A reprodução é feita por meio de esporos, que freqüentemente são produzidos em soros localizados na parte de baixo das folhas ( são aqueles pontinhos alaranjados que vemos as vezes nas samambaias ). Ocorre alternância de gerações, sendo o vegetal adulto produtor de esporos que, uma vez no chão, dão origem a uma plantinha parecida com um coração (protalo) e que produz os gametas. Esses se unem e vão dar origem a uma nova planta.

FANERÓGAMAS

Nas fanerógamas os óvulos e o pólen são os gametas feminino e masculino respectivamente.

As fanerógamas distinguem-se das criptogamas por apresentarem flores e sementes.

Uma flor pode ser definida, de maneira ampla, como um ramo modificado e adaptado à reprodução. Sobre as folhas modificadas desse ramo é que se formam as estruturas reprodutivas das plantas fanerógamas.

A semente é uma estrutura que contém em seu interior um pequeno embrião em repouso, além de grande quantidade de células e material nutritivo para garantir a germinação.

As sementes têm origem a partir dos óvulos, formados nas flores.

As fanerógamas são divididas em dois grandes grupos:

1 - Gimnospermas

As gimnospermas são as primeiras plantas a produzirem flores e sementes, porém não produzem frutos ( gymnos = nua, sperma = semente ) .

As gimnospermas mais conhecidas são os pinheiros, ciprestes e sequóias. No Brasil uma gimnosperma nativa é a araucária também conhecida como pinheiro-do-paraná.

As flores da gimnospermas são chamadas de cones ou estróbilos.

Essas flores são de um só sexo, masculino ou feminino.

As gimnospermas estão mais adaptadas às regiões temperadas, chegam a formar vegetações como as taigas no Hemisfério Norte e a mata de araucária no sul do Brasil.

As sequóias são gimnospermas de grande porte e ocorrem na California

( Estados Unidos ).

Essas plantas chegam a atingir 120 metros de altura e seus troncos podem chegar a Ter diâmetro de 12 metros.

Estima-se que as sequóias atuais tenham aproximadamente 4000 anos de idade.

Angiospermas

As angiospermas possuem como característica exclusiva, a semente contida no interior de um fruto (angio = uma; esperma = semente). Por esse motivo são conhecidas como plantas frutíferas.

As angiospermas correspondem ao grupo de plantas com maior número de espécies sobre a Terra. Ocorrem em ampla diversidade de habitats, existindo desde espécies aquáticas até plantas adaptadas a ambientes áridos, como os cactos.

Economicamente, as angiospermas representam uma fonte de inestimável importância para o homem. Seus órgãos, como raiz, caule, folhas, flores, sementes e frutos, podem servir de alimento para a população humana. Além disso, servem, também como fontes de matería-prima para as mais diversas atividades humanas e industriais.

As angiospermas são divididas em dois grandes grupos: o das monocotiledôneas e o das dicotiledôneas.

A principal característica que permite distinguir esses dois grupos é o número de cotilédones presentes na semente. Os cotilédones são folhas modificadas que fazem parte do corpo do embrião e que podem armazenar nutrientes que serão fornecidos a ele durante os estágios iniciais de desenvolvimento. Como o próprio nome diz, nas monocotiledôneas há apenas um cotilédoni por semente, enquanto nas dicotiledôneas há dois cotilédones por semente.

São exemplos de monocotiledôneas: Alho, cebola, aspargo, abacaxi, bambu, grama, arroz, trigo, aveia, cana-de-açucar, milho, gengibre e palmeiras em geral: coco-da-baía, babaçu, etc.

São exemplos de dicotiledôneas: Vitória-régia, eucalipto, abacate, rosa, morango, pêra, maçã, feijão, ervilha, goiaba, jabuticaba, algodão, cacau, limão, maracujá, cacto, mamona, mandioca, seringueira, batata, mate, tomate, jacarandá, café, abóbora, melancia, etc.

A formação da semente

Nas angiospermas a fecundação se dá quando o núcleo masculino ( proveniente do grão de pólen ) e o núcleo feminino ( oosfera, proveniente do óvulo ) se encontram, formando o zigoto, ainda no ovário da flor.

O zigoto, uma célula simples, sofre então muitas divisões celulares e dá origem a um pequeno embrião, pluricelular.

O óvulo fecundado desenvolve-se formando então uma semente. Ela contém um embrião e substâncias nutritivas que o alimentarão quando a semente germinar.

A formação de uma ou mais sementes no interior de um ovário provoca o seu desenvolvimento e ele, crescendo muito origina um fruto, enquanto murcham todas as demais partes da flor.

Questões para auto avaliação

Respostas das questões de auto avaliação

Esses organismos são responsáveis pela maior parte da fotossíntese que ocorre no planeta.

PARTE 5: REINO PROTISTA

CARACETRIZAÇÃO

Os seres classificados no reino Protista são unicelulares, microscópicos e suas células são eucarióticas, portanto com núcleo verdadeiro. Eles podem ser autótrofos ou heterótrofos. Podemos dividir o Reino Protista em dois grupos: o das algas unicelulares ( as algas pluricelulares estão incluídas no Reino Plantae ) e o dos protozoários.

AS ALGAS UNICELULARES

Os protistas autótrofos, organismos microscópicos, constituem a maior parte do planctôn marinho e da água doce. São de fato os mais importantes produtores desses ecossistemas, isto é, pela fotossíntese, produzem os alimentos que direta ou indiretamente garantem a vida de todos os demais seres. Eles também são chamados de algas unicelulares.

As algas unicelulares, que pertecem ao reino Protista, distribuem-se por três grupos:

Crisófitas, Euglenófitas e Pirrófitas.

OS PROTOZOÁRIOS

Os protosoários formam um grupo numeroso, com uma grande variedade de formas, adaptadas aos mais diferentes modos de vida, eles ocorrem em praticamente em todos os ambientes aquáticos e terrestres. Existem espécies de vida livre e parasitas.

As células dos protozoários são chamadas de “células-organismo”, pois são capazes de executar todas as funções que os seres pluricelulares são feitas por células ou órgãos especializados.

Os protozoários podem se locomover por pseudópodes, cílios e flagelos, embora haja também espécies sem locomoção.

Os pseudópodes (pseudo = falso; podo = pé) são expansões de citoplasma que permitem um lento deslizamento do organismo. Esses pseudópodes se alongam, alargam, executam e assim mudam constantemente a forma da célula durante o deslocamento.

Os cílios são filamentos curtos que ocorrem em grande número por célula, enquanto os flagelos são longos e cada célula apresenta apenas um ou alguns poucos. Nos dois casos eles batem coordenadamente e possibilitam a natação do organismo numa determinada direção.

A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que aperesentam. As principais classes de protozoários são:

Muitos protozoários são parasitas do homem causando diversas doenças, veja no quadro a seguir as principais:

EspécieClasseDoençaSintomasTransmissão
Entamoeba histolyticaRizópodeAmebiaseUlcerações intestinais, diarréia, enfraquecimentoIngestão de cistos eliminados com as fezes humanas.
Trypanossoma cruziFlageladoDoença de ChagasProblemas no coração, inchaço do baço e fígado, mal estarFezes do inseto barbeiro (Triatoma)
Leishmania brasiliensisFlageladoÚlcera de BauruUlcerações (feridas que não cicatrizam) no rosto, braços e pernasPicada do mosquito palha ( Phlebotomus)
Trichomonas vaginalisFlageloTricomoniaseVaginite, uretrite, corrimentoRelação sexual ou toalhas e objetos úmidos contaminados
Giardia lambliaFlageladoGiardiaseDores abdominais, diarréiaIngestão de cistos eliminados com fezes humanas
Plasmodium vivaxEsporozoárioMaláriaFebres, anemia, lesões no baço e no fígadoPicada de mosquito-prego (Anopheles).

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PARTE 6: REINO MONERA

CARACTERIZAÇÃO

O reino Monera compreende bactérias e algas azuis (cianoficeas). Atualmente, a tendência é considerar as algas azuis como bactéria denominadas cianobactérias.

As bactérias e as algas azuis são seres unicelulares, embora várias espécies se apresentem como colônias, formadas por agrupamentos celulares.

Além da unicelularidade, os seres pertencentes ao reino Monera possuem a propriedade de ser procariontes, ou seja, suas células não possuem membrana nuclear, a ausência dessa membrana resulta na difusão do material genético no citoplasma.

BACTÉRIAS

Com cerca de 3000 espécies, as bactérias estão entre os menores e mais simples organismos e são, provavelmente, os organismos mais abundantes do planeta, sendo encontradas em praticamente todos os meios: na terra, na água e no ar, na superfície ou no interior de organismos, em objetos e nos materiais em decomposição.

A maioria das bactérias não ultrapassa 1m (micrômetro), mas algumas podem atingir 10m ou mais ( o micrômetro é a milésima parte do milímetro).

De acordo com a forma que apresenta, elas recebem um denominação específica: cocos (esféricas), bacilos (alongadas, em forma de bastonete), espirilos (em forma de espiral) e vibriões (lembram uma vírgula). Os cocos podem se associar, formando diversos tipos de colônias:

As bacterias em geral são heterotrófas, mas existem espécies autótofas e parasitas de animais inclusive do homem.

Dentre as doenças de maior gravidade causadas por bactérias, devem ser lembradas a meningite, a tuberculose, a difteria, a lepra, a febre tifóide, a disenteria bacilar, o tétano, e a colera.

Muitas dessas doenças podem ser evitadas pela vacinação, como, por exemplo, a tuberculose, a difteria, o tétano e a meningite.

A importância das bactérias

Quando falamos em bactérias, em geral as associamos a doenças. Porém, nem todas são nocivas à saúde. Muitas espécies são úteis ao homem, dentre elas podem-se citar bactérias do ácido acético, utilizadas na fabricação de vinagre, e os lactobacilos, empregados na preparação de coalhadas, iogurtes, queijos etc. Além disso, as bactérias são fundamentais para o equilíbrio da natureza. Como por exemplo podemos citar as que participam do ciclo do nitrogênio, permitindo sua utilização pelas plantas terrestres.

Devemos lembrar ainda das bactérias decompositoras, que permitem a reciclagem de elementos através da decomposição dos corpos mortos. As bactérias que vivem no nosso trato digestivo produzem vitaminas essenciais à nossa saúde.

ALGAS AZUIS (CIANOBACTÉRIAS)

As algas azuis são organismos unicelulares procariontes.

Algumas vivem isoladamente, enquanto outras se associam em colônias de até 1 metro de comprimento.

São seres autótrofos fotossintetizantes. Além da clorofila, as algas azuis possuem ficocianina (pigmento azul) e a ficoeritrina (pigmento vermelho).

As algas azuis são seres de grande distribuição natural, ocorrendo em água doce, terra e mar. São bastante comuns em fontes termais, suportando temperaturas acima de 80 graus Celsius. Em associação com certas espécies de fungos, formam os linques.

Elas têm pequena exigência de nutrientes, proliferando em qualquer ambiente onde haja apenas gás carbônico, nitrogênio, água, alguns minerais e luz.

Algumas algas azuis são capazes de fixar o nitrogênio do ar atmosférico, aproveitando esse gás para construir suas proteinas.

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PARTE 7: REINO DOS FUNGOS

CARACTERIZAÇÃO

Os fungos mais conhecidos são os bolores, fermentos, lêvedos, orelhas de pau, mofos e cogumelos. São todos organismos eucariontes e heterótrofos. Podem viver livremente na água ou no meio terrestre, onde há predominância de matéria orgânica.

Para poderem absorver a matéria orgânica de que necessitam, os fungos mantêm três tipos de relacionamentos com outros seres vivos: saprofitismo (nutrem-se de ratos de seres vivos que eles mesmos decompõem), mutualismo ( associação com outro ser onde os dois se beneficiam) e parasitismo (nutrem-se de substâncias orgânicas do corpo de animais ou plantas vivos).

A maioria dos fungos é constituída por filamentos microscópicos denominados hifas, que em conjunto formam um amaranhado denominado micélio.

A IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS

Os fungos desempenham importantíssimo papel na natureza: são eles que juntamente com as bactérias do solo, fazem a decomposição de cadáveres de animais e de plantas. Nesse papel de decompositores da cadeia alimentar, eles permitem a reciclagem dos elementos químicos que constituem a matéria orgânica. Se não fosse assim, os elementos se esgotariam para os seres vivos.

Os fungos são antigos aliados da humanidade, utilizados na fermentação do pão e na produção de bebidas alcoólicas, além disso eles emprestam um sabor característico ao queijos tipo roquefort, camembert, gorgonzola e muitos outros, sem falar na utilização de fungos diretamente na alimentação, como é o caso dos famosos champignons.

Os fungos têm importância médica pois podem causar doenças no homem, nos vegetais e nos animais. As doenças causadas por fungos recebem o nome de micoses.

As principais micoses humanas são: o sapinho, a frieira e as micoses de pele. Nos vegetais os fungos podem causar doenças como: as “ferrugens”, e os “carvões.

Ainda temos os fungos do gênero Penicillium que são empregados na fabricação de antibióticos naturais.

Por que cresce a massa do pão?

O fermento biológico é um tipo de fungo utilizado desde a Antiguidade na produção de pães e bebidas alcoólicas. Somente com o uso do microscópio verificou-se que o fermento é constituído de seres vivos, unicelulares que se produzem pôr esporos e brotamento.

O fermento colocado na massa do pão alimenta-se dela e produz gás carbônico. Com a formação de bolhas de gás carbônico no interior da massa, esta aumenta de volume e se torna porosa, originando um pão macio.

A técnica de produção de bebidas alcoólicas é semelhante. O fermento presente no caldo da cana, no suco da uva ou em outro líquido açucarado utiliza o açúcar como alimento e realiza sua fermentação. Nesse processo são liberados gás carbônico e álcool. Assim, do suco de uva produz-se vinho e do caldo de cana produz-se cachaça.

GLOSSÁRIO

Abiogênese: o mesmo que geração espontânea. Explicação para a origem dos seres vivos, que supõe a formação desses seres a partir da matéria não viva.

Adaptação: Conjunto de características de umorganismo que lhe permite a sobrevivência e reprodução num determinado ambiente.

Anemia: tipo de doença que provoca fraqueza e debilita a pessoa. É causada pela redução de células vermelhas do sangue.

Anticorpo: substância produzida pelo organismo para destruir substâncias estranhas que nele penetrem.

Assexuada: que ocorre sem a participação de elementos sexuais.

Autótrofo: organismo vivo capaz de sintetizar seu próprio alimento.

Bexiga natatória: Estrutura presente nos peixes ósseos; constitui um saco armazenador de gases, com a função de ajustar o peso específico do animal ao da água, facilitando a flutuação.

Biogênese: Teoria segundo a qual todos os seres vivos originam-se de outros seres já existentes.

Brânquia: Conjunto de filamentos delicados em cujo interior existem capilares sangüíneos s; promovem a respiração para certos animais, como os peixes.

Coacervados: conjunto de proteínas aglomeradas e circundadas por uma película líquida.

Clorofila: pigmento verde dos vegetais, de importância fundamental para a fotossíntese, atuando como elemento responsável pela absorção de luz.

Coníferas: designação comum para um grupo de plantas das gimnospermas, que produzem sementes não abrigadas em um fruto.

Cotilédone: folha embrionária que contém reservas nutritivas para o embrião da planta.

Decompositores: organismos, como a maioria das bactérias e dos fungos, que transformam a matéria orgânica morta em material simples, possível de ser reutilizado pelos demais seres vivos.

Diafragma: músculo que separa o torax do abdômen; sua atividade é fundamental para a ocorrência da respiração nos mamíferos.

Embrião: organismo vivo nos primeiros estágios de seu desenvolvimento.

Espécie: Unidade de classificação que abrange os indivíduos com grandes semelhanças físicas e fisiológicas e capazes de se cruzarem entre si, originando descendentes férteis.

Esporo: célula reprodutora que apresenta capacidade de germinação, resultando na formação de um novo indivíduo idêntico àquele que o originou.

Fecundação: processo de encontro entre duas células reprodutoras (gametas). Desse encontro surge o zigoto ou ovo.

Gameta: célula reprodutora sexuada.

Girino: nome dado às fases larvárias de sapos e rãs.

Glândula: qualquer célula ou conjunto de células capazes de produzir substâncias que são mantidas no seu interior ou expelidas para fora.

Hermafrodita: ser vivo que possui órgãos reprodutores dos dois sexos.

Heterótrofo: ogânismo vivo que não é capaz de sintetizar seu próprio alimento.

Hospedeiro: organismo vivo que abriga no interior do seu corpo outro ser vivo, geralmente um parasita.

Metamorfose: processo de mudanças na estrutura de um organismo durante a passagem da fase larvar para a fase adulta.

Mutação: modificação que ocorre na estrutura genética, presente no interior do núcleo celular, de um organismo vivo.

Orgânica: que se refere a organismo.

Ovíparo: animal que põe ovos.

Ovo: resultado da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.

Óvulo: célula sexual feminina.

Parasita: organismo vivo que se aloja em outro causando-lhe prejuízo.

Patogênico: organismo vivo capaz de produzir doença em outro.

Pecilotérmico: animal cuja temperatura varia de acordo com a temperatura do ambiente.

Procarionte: célula em que o material genético não está isolado do citoplasma.

Proteína: substância orgânica que constitui o principal componente químico dos organismos vivos.

Pseudópode: saliência da membrana plasmática, que ocorre em algumas células, servindo para captura de alimento e locomoção.

Saprófitas: grupo de seres vivos que se nutrem de matéria orgânica morta, fazendo sua decomposição. O mesmo que decompositores.

Seiva bruta: líquido formado por água e sais minerais que circula na planta, nutrindo-a.

Seiva elaborada: líquido formado por água e outras substâncias produzidas pelo vegetal, que nele circula, completando sua nutrição.

Seleção natural: teoria que afirma que todos os seres vivos são selecionados pelo ambiente, de modo a que os mais aptos sobrevivam.

Teoria: Conjunto de conhecimentos que apresentam uma certa credibilidade e explicam determinado fenômeno

Vivíparo: animal cujos filhotes se desenvolvam originalmente no interior do organismo da fêmea.

Zigoto: célula resultante da fecundação, isto é, do encontro do gameta masculino com o feminino.

COMENTÁRIOS, SUGESTÕES, ATIVIDADES.

Parte 1: Seres vivos e não vivos

É muito importante ressaltar as diferenças entre os seres vivos e os seres brutos ou inanimados, para isso você pode pedir para que os alunos façam uma lista de “coisas” que eles considerem que sejam vivos e outras que eles considerem não vivos. Baseando-se nessa lista você poderá promover uma discussão com a classe para verificar se os seres que estão na lista possuem todas as características necessárias para que sejam considerados seres vivos.

Seria interessante se os alunos pudessem observar uma célula através de um microscópio, geralmente o interesse por esse tipo de atividade é muito grande.

Se você dispuser do microscópio aqui estão duas práticas fáceis que geralmente dão um bom resultado.

Material: microscópio, gilete, lâmina, conta-gotas, corante: azul de metileno, palitos (tipo sorvete), recipientes (pequenos) para água, recipiente (pequenos) para os cortes, pincel, cebola.

Procedimento:

Procedimento:

Obs.: Chamar a atenção dos alunos para as diferenças entre esses tipos de células, principalmente quanto a forma e o tamanho.

Parte 2: Classificação e nomenclatura dos seres vivos

É importante deixar claro que os seres vivos são classificados segundos alguns critérios para que possam ser melhor estudados.

Para que os alunos tenham mais claro o que são critérios de classificação você poderia, por exemplo, colocar uma lista de nomes (ou um cartaz com gravuras) de animais na lousa e pedir para que eles agrupem esses animais da maneira que eles acharem melhor. Depois pedir para que alguns alunos coloquem os grupos que formaram na lousa e dizem qual foi o critério escolhido para aquela separação.

Parte 3 Reino Animalia

Os alunos geralmente têm muita curiosidade quanto o assunto trata de animais. Muitas vezes não é possível trabalhar-se com exemplares desses seres, o que seria muito interessante, na impossibilidade é importante que o professor lance mão de gravuras, slides, atlas, etc., pois em algumas situações o animal não é familiar.

Não é raro os alunos levarem para a sala de aula animais que encontraram perto de casa, na escola etc., quando isso acontecer explore o máximo possível o fato.

Quando o assunto for verminoses seria interessante discutir o problema da higiene individual e coletiva. Destacar bem esse aspecto, pois seu cunho social e político é da maior importância. É preciso esclarecer que o lançamento de esgoto in natura em valas e riachos não causa um problema apenas estético, mas antes de tudo, sanitário.

Parte 4: Reino Plantae

Sem dúvida trabalhar com plantas é muito mais fácil do que com animais. A germinação de sementes de feijão, alpiste, milho, etc., é uma boa prática para se realizar com alunos. Se você resolver executá-la peça para que os alunos façam observações diárias e promova uma discussão em sala sobre cada etapa do desenvolvimento do vegetal.

Quando você estiver tratando dos órgãos e de suas funções na planta seria interessante que você realizasse alguns experimentos. Aqui vão algumas sugestões:

Raiz: para constar a função de absorção das raízes você pode colocar uma planta com raiz em um recipiente transparente com água. Para que não ocorra evaporação dessa água você deve colocar um pouco de óleo (pode ser o de cozinha) neste recipiente; deste modo o óleo ficará em cima e não permitirá que a água evapore. Feito isto você deve fazer uma marca no nível da água e depois colocar a planta em um local iluminado. Esperar uns dois dias e verificar o nível da água. Você notará que o nível da água abaixou, como a possibilidade de evaporação está descartada você comprovará que a raiz absorveu a água.

Caule: Para constatar a função de condução no caule você deve ter em mãos uma flor branca (rosa, palma, cravo, crisântemo), água, anilina e prosseguir da seguinte maneira:

Você notará que as pétalas da flor vão ficar coloridas, resultado da condução do caule.

Você notará que existe água no interior do saco plástico. Explicar para os alunos que a transpiração ocorre em forma de vapor mas em contato com o saco plástico o vapor se condensa.

Parte 5: Reino Protista e Parte 6: Reino Monera

O ideal seria a observação desses seres no microscópio. Se isso não for possível consiga ilustrações para que os alunos tomem contato com os mesmos.

Uma estratégia que têm motivado os alunos é a pesquisa. Você poderia pedir para que os alunos fizessem uma pesquisa a respeito das doenças causadas por protozoários e bactérias. Os alunos poderão fazer painéis com as medidas preventivas contra essas doenças e também falando da importância da vacinação no caso de algumas doenças.

Parte 7: Reino Fungi

É muito fácil conseguir uma laranja “mofada”, você poderia utilizar esse tipo de material para observação dos fungos no microscópio.

Você poderia também dissolver um pouco o fermento biológico (fermento de pão) em um pouco de água e levar ao microscópio para observação.

Questões de avaliação

( a ) autótrofo( ) possui membrana nuclear
( b ) fotossintese( ) possui mais de uma célula
( c ) heterórofo( ) capacidade de reagir a estímulos
( d ) Procarionte( ) processo de produção de alimentos
( e ) unicelular( ) se alimentam de outros seres
( f ) eucarionte( ) o material genético não está em um núcleo
( g ) pluricelular( ) etapas do desenvolvimento de um ser vivo
( h ) excitabilidade/irritabilidade( ) seres que produzem seu alimento
( i ) ciclo vital( ) possui apenas uma célula

( a ) roseira( ) Animalia
( b ) protozoário( ) Monera
( c ) bactéria( ) Plantae
( d ) cogumelo( ) Fungi
( e ) gato( ) Protista

( a ) Poríferos( d ) Nematelmintos
( b ) Celenterados( e ) Anelídeos
( c ) Platelmintos

( ) células urticantes( ) planária, esquistossomo
( ) vermes em forma de fio( ) minhoca, sanguessuga
( ) água viva, hidra( ) áscaris, ancilóstomo
( ) poros por toda superfície( ) primeiros que apresentaram simetria bilateral
( ) pólipos e medusas( ) elefantíase, amarelão
( ) corpo segmentado em anéis( ) teníase, barriga-d'água
( ) vermes em forma de fita
( ) presença de cerdas

( ) Todos os artrópodes apresentam corpo segmentado, exoesqueleto e patas articuladas.

( ) Os crustáceos e os aracnídeos têm corpo dividido em cefalotórax e abdômen.

( ) Os insetos possuem seis patas

( ) Os crustáceos e os insetos possuem dois pares de antenas

( ) Os aracnídeos e os crustáceos são artrópodes com quatro pares de patas

( ) Os crustáceos são artrópodes exclusivamente aquáticos

( ) A muda ocorre em todos os artrópodes

( ) Os diplópodos possuem um par de patas por segmento

( a ) raiz( ) reprodução
( b ) caule( ) condução
( c ) folha( ) absorção
( d ) flores e sementes( ) fotossíntese, transpiração, respiração

( ) não possuem vasos condutores de seiva( ) são divididas em mono e dicotiledôneas
( ) produzem flores mas não produzem frutos( ) abacateiros, roseiras, mangueiras
( ) são as samambaias e avencas( ) são as algas pluricelulares
( ) seu corpo é constituído por um talo( ) são os musgos
( ) são os pinheiros( ) as flores são chamadas de estróbilos