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Atividades | Glossário Ecológico | Respostas |
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Leitura Complementar |
Leitura complementar:
“Planeta perde 70 espécies
de vida por dia”
DER SPIEGEL
Era uma vez a Trilidea adamsi, uma bela flor na selva neozelandesa, com formato de tubos vermelhos e frutas cor de fogo. É possível que nessa flor existisse uma substância capaz de curar a AIDS, o câncer ou um dermatite qualquer. Mas ninguém saberá ao certo. Em 1954, floresceu o último exemplar da espécie.
A flor sumiu aos poucos. A princípio, ocorreu uma diminuição do seu espaço vital. Os moradores nativos e os imigrantes europeus destruíram as florestas. Com o desaparecimento das árvores, sumiram também os pássaros que se encarregavam de espalhar as sementes. Finalmente, as plantas foram atacadas por uma raposa que os ingleses trouxeram da Austrália.
A morte desta flor neozelandesa foi o ato final de um drama que está se repetindo em milhares de outros lugares. Está ocorrendo uma mortandade em massa de espécies, sem precedentes nos últimos 50 milhões de anos: por hora morrem três espécies, calcula o biólogo evolucionista Edward Wilson. São mais de 70 espécies por dia, 27 mil por ano. Cada espécie representa um produto único e irrecuperável da vida, desenvolvido no decorrer de milênios.
Ameaça Cerca de 25% das espécies estão ameaçadas de morte nos próximos 25 anos, segundo pesquisadores do Nacional Science Board dos Estados Unidos. O ex-diretor geral de Agricultura e alimentação (FAO), Edouard Saouma, diz que “o futuro da humanidade pode depender do sucesso na defesa da multiplicidade de espécies e de como esse material pode ser usado sem prejudicar a natureza”.
As flores, da mesma maneira que os insetos e as cobras, levam consigo substâncias aromáticas, hormônios e venenos quando desaparecem. Cada uma dessas substâncias é um precioso medicamento em potencial. Além disso, com a perda de cada espécie, o homem prejudica o delicado equilíbrio biológico, que permite a multiplicidade da vida.
Como é possível salvar milhões de espécies ameaçadas pelo Homo sapiens? Justamente nos países onde a natureza mais precisa de proteção, a miséria dos habitantes é maior. E quem pode forçar os moradores do Terceiro Mundo, em nome de algumas libélulas ou papagaios, a desistir de pastos ou de campos agrícolas?
É por isso que mais
biólogos exigem uma reforma radical na proteção da
natureza. Segundo o botânico suíço Peter Edwards, “a
questão não é saber o que a proteção
da natureza nos custará, mas o preço da destruição
da biodiversidade”. Os pesquisadores vêem aliados nos grandes grupos
farmacêuticos. “Para a indústria farmacêutica, a natureza
é uma mina de ouro”, comenta a pesquisadora Lynn Caporale, dos Laboratórios
Merck. Sua empresa assinou um contrato com o Instituto de Multiplicidade
Biológica (Inbio) de Costa Rica. Em troca de uma verba de US$ 2
milhões, o Imbio coleta plantas e animais e envia seus extratos
para o setor de pesquisas da Merck.
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Figura 23 - Uma das 4 espécies de tartarugas marinhas brasileiras, morta na praia. |
Leitura Complementar
| “Era uma vez um grão de onde cresceu uma árvore que foi abatida por um lenhador e cortada numa serração. Um marceneiro trabalhou-a e entregou-a a um vendedor de móveis. O móvel foi decorar um apartamento e mais tarde deitaram-no fora. Foi apanhado por outras pessoas que o venderam numa feira. O móvel estava lá no adeleiro, foi comprado barato e, finalmente houve quem o partisse para fazer lenha. O móvel transformou-se em chama, fumo e cinzas. Eu quero ter o direito de refletir sobre esta história, sobre o grão que se transforma em árvore que se torna móvel e acaba no fogo, sem ser lenhador, marceneiro, vendedor, que não vêem senão um segmento da história”. (Edgar Morin) | Figura 24. - Área com reflorestamento. O reflorestamento é uma atividade vital para a preservação das florestas nativas, pois a madeira ainda é um recurso fundamental para a humanidade. |
Educação Ambiental X Educação no Ambiente
Constantemente, Educação ambiental é confundida com uma simples observação do ambiente em seu estado original ou intocado. É claro que para atuarmos na melhoria ou recuperação uma determinada área degradada, precisamos conhecer um pouco das complexas relações ecológicas existentes no mesmo anteriormente. Também é ilusão acharmos possível a reconstituição de toda a diversidade de vida em uma área degradada.
Essas afirmações são importantes para entendermos que a educação ambiental não deve tratar somente de aspectos relacionados ao ambiente natural, como também ao ambiente urbano e social.
Muitas vezes, esquecemos
que ambiente como já foi dito acima, não representa somente
áreas naturais, onde existam árvores e animais silvestres;
nós seres humanos, por exemplo temos o nosso habitat, que é
a cidade. Dentro da cidade por sua vez, temos vários outros ambientes
nos quais trabalhamos, nos divertimos, temos aulas, e etc.
| Para refletir “Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabem por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais – em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais |
Figura 25. Neste sentido, podemos definir o conceito de ecossistema artificial, o qual seria segundo a UNESCO “um componente do Ambiente Total (Natural), formado pelos produtos da intervenção do homem sobre o ambiente natural, visando o seu bem estar”. O nosso lar, é o melhor exemplo de ecossistema artificial, ou seja um ambiente criado visando o nosso próprio bem estar. Dentro do nosso lar encontramos vários ecossistemas artificiais, como um vaso, por exemplo.
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Onde atua a Educação Ambiental
Podemos definir três ambientes distintos para a atuação da Educação Ambiental, e dentro destas possíveis linhas.
1 Ambiente Natural
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Figura 26. - O crescimento
exagerado e desordenado das grandes cidades,
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Dos seis bilhões de habitantes do globo, cerca de 40% vivem hoje em áreas urbanas. No ano 2000 metade desta população estará nas cidades, e em 2034 as cidades abrigarão 65% da população global. Essa tendência à urbanização vem acompanhada de uma outra - a marginalização de toda ordem em relação a um padrão urbano de vida. Esse paradoxo se faz sentir mais acentuadamente nos países do Terceiro Mundo, que abrigam 75% da população mundial, com parte significativa de seus habitantes urbanos vivendo em situação de marginalidade psicossocial e cultural, aglomerados em invasões (favelas). (Dias, G. F) |