Textos e fotos sobre os prédios e fazendas históricas
da cidade de São Carlos

Escola de Segundo Grau "Álvaro Guião"

Construção iniciada em 18 de setembro de 1913 e sua inauguração foi em 18 de novembro de 1916. Seu acabamento é todo importado, o madeiramento aparente é de pinho de Riga e madeiras nobres nacionais. Os pisos do salão e das galerias externas são de cerâmica francesa. O prédio foi restaurado em 1989 – 1990 e está tomabado pelo CONDEPHAAT.
Vista frontal
Recepção
Escadaria de acesso ao auditório
Corredor de acesso às salas de aula

Palacete Conde do Pinhal

Prédio construído pelo engenheiro David Cassinelli em 1893, para ser a residência na cidade da família Arruda Botelho. O palacete tem passado por várias reformas desde a morte do Conde do Pinhal em 1901, em 1921 instalou-se no local a Prefeitura Municipal e, em 1978, foi tombada pelo CONDEPHAAT. Em outubro de 1997 foi iniciada a recuperação do palacete, com sua finalização em junho de 1998, reassumindo, assim, o seu uso como sede da Prefeitura Municipal de São Carlos.
A pedido do Conde, o Palacete foi construído tendo como aspecto externo o mesmo do edifício do Marques de Três Rios (seu amigo pessoal), situado em São Paulo. O Palacete tem dois pavimentos, medindo 20m e 50 cm em sua frente e 29m na sua lateral; possui sete sacadas fronteiriças e duas sacadas na face leste, voltada para o jardim particular, onde se localizava o "chalé de hospedes" (hoje ocupado pelo Instituto Adolfo Lutz). O edifício conta ainda com uma clarabóia, que ilumina o acesso da escadaria levando ao pavimento superior solucionando um problema difícil: a iluminação dos cômodos interiores da uma casa, com a dimensões do Palacete.
Vista Frontal
Detalhe do portal frontal
Salão de entrada
Escada de acesso ao pavimento superior
Salão principal - pavimento superior
Sala de acesso ao salão principal
Hall de circulação

Estação Ferroviária

O prédio da Estação Ferroviária foi construído em 1884 e, após essa data, passou por reformas necessárias para maior conforto dos usuários, sendo a última alteração em 1908. O prédio da Estação está tombado pelo CONDEPHAAT; a parte que era reservada aos escritórios da Companhia Paulista, hoje abrigam o Museu Pedagógico "Cerqueira Cesar", o Arquivo Municipal e o Pró-Memória.
Vista frontal
Plataforma
Vista dos portões de entrada à plataforma
Plataforma
Plataforma

Fazenda Santa Maria

A fazenda Santa Maria (1840), localiza-se em terras que pertenciam à sesmaria do Pinhal e coube de herança ao Sr. Teodoro Leite Camargo que, em 1887, iniciou a construção de sua sede.
O andar inferior é todo feito em pedras com paredes de 60 cm de largura e na parte superior de 40 cm. Construída dentro dos melhores padrões da época, possuía banheiros internos e água encanada nos quartos.
Além da sede, conservam-se outras benfeitorias da mesma época: terreiro tijolado; arquetudo ligado à roda d’água, que movimentava a máquina de beneficiamento do café; máquina de beneficiamento; tulha com área de 400 m², com capacidade de armazenar 5.000 alqueires de plantação de café; senzala; pelourinho; mata nativa conservada, contendo árvores de até 150 anos de idade.
Sede - vista frontal
Sede - vista lateral
Sede - Biblioteca
Sede - sala principal
Sede - armário com peças da época
Sala anexa ao quarto principal
Jardim - acesso ao terreiro
Máquina de beneficiamento de café
Roda d'água
Pelourinho (primeiro plano)
Senzala
Terreiro para secagem do café
Tulha (local para armazanamernto do café)
Sede - vista do pavimento superior

Estação do Monjolinho

Estação datada de 1884, onde passava o trem da Companhia Paulista e hoje pertence à Fazenda Santa Maria.
Parte da estação está arrendada, abrigando um restaurante rural com comida típica.
Estação do Monjolinho - local por onde passava o dormente da estrada de ferro
Estação do Monjolinho

Fazenda Conde do Pinhal

A história da Fazenda Conde do Pinhal se confunde com a história de São Carlos. Carlos Bartholomeu de Arruda Botelho adquiriu a sesmaria do Pinhal em 1785 e em 1831 foi oficialmente demarcada a pedido de Carlos José Botelho, conhecido como Botelhão, herdeiro fundamental na ocupação dessas terras.
Em 1831, iniciou-se a construção da sede da fazenda, provavelmente, para efetivar sua posse definitiva, localizada na parte mais elevada do terreno, como era comum na época.
A sede tem características arquitetônicas do final do século XVIII e início do XIX, com semelhanças da arquitetura das regiões de Itú e Piracicaba, ligadas à cultura açucareira (implantada a meia encosta, com embasamento de pedra e taipa de pilão, possuindo ainda paredes externas e internas de pau-a-pique).
No ano de 1840, foram plantados os primeiros cinco mil pés de café nas manchas de terra roxa da sesmaria, também foram plantados algodão e cana.
Já na época do café, Antonio Carlos de Arruda Botelho, filho de Carlos Bartholomeu e futuro Conde do Pinhal, ampliou a sede da fazenda. Essas mudanças tiveram como razão principal o maior conforto da família. No entanto, essas alterações procuraram respeitar a arquitetura antiga.
Também foram construídos os terreiros, a tulha e a instalação dos equipamentos necessários a uma fazenda de café.
A sede da fazenda Pinhal é um exemplo de arquitetura muito importante, pois historicamente representa dois grandes ciclos da economia paulista: do açúcar e do café.
A Fazenda Conde do Pinhal está tomabada pelo CONDEPHAAT.
Sede - vista frontal
Vista geral - complexo sede, senzala, terreiro
Interior da sede - capela
Interior da sede - corredor de acesso às salas e quartos
Interior da sede - quarto
Interior da sede - sala
Interior da sede - sala
Interior da sede - sala de jantar
Sede - vista do pavimento superior, terreiro (2)
Sede - sala
Sede - sala
Terreiro (1)
Pomar - caminho das jabuticabeiras
Jardim - réplica da estação de águas de Baden-Baden

Referências Bibliográficas

DEVESCOVI, Regina C. Balieiro. Urbanização e Acumulação – um estudo sobre a cidade de São Carlos.
Arquivo de História Contemporânea – UFSCar, 1987.

NEVES, Ary Pinto da. São Carlos – na esteira do tempo. Álbum Comemorativo do Centenári da Ferrovia,
1984.

TRUZZI, Oswaldo. Café e Indústria - São Carlos: 1850 - 1950. Arquivo de História Contemporânea -UFSCar,
1986.

Realização:
Rita de Cassia de Almeida: pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo e textos.

Colaboração:
Octávio Augusto Deiroz: Suporte em Informática
José Brás Mania: fotos.
Iderval Aparecido Alves Viana: motorista.

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